Moana: Um Mar de Aventuras (resenha)

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Em uma ilha da Polinésia, existe uma tribo que vive do que colhem da terra e dos peixes que pescam na laguna de águas tranquilas rodeadas por uma barreira de corais. Quando o alimento se torna escasso sem motivo aparente, cabe à Moana, filha e herdeira do chefe, quebrar todas as regras daquela sociedade ao partir para além dos corais em uma missão para devolver a natureza ao seu normal.

 Moana: Um mar de aventuras (Moana, 2016) é o mais recente dos filmes da Disney protagonizados por princesas, ou nesse caso, a filha do chefe da tribo. Como acontece com os outros filmes de princesa do estúdio desde Enrolados (2010), a animação aqui também é em computação gráfica, e frequentemente, não é menos que incrível. Do oceano que é presença constante da narrativa, ao céu noturno estrelado, há momentos onde o cérebro realmente é enganado e há a sensação de estar assistindo um filme live-action. A trilha sonora, que mistura o já conhecido estilo inspirado nos musicais clássicos com os sons tribais polinésios é grandioso e marcante, provavelmente a melhor trilha sonora da Disney em muitos anos.

A protagonista, que passa grande parte do filme interagindo apenas com seu galinho de estimação e com a personificação do oceano, ambos personagens sem falas, é forte, determinada, inteligente e engraçada. Definitivamente uma heroína, determinada a cumprir a missão que recebeu mesmo que sozinha, se necessário. Por outro lado, Maui, um semideus que se vê obrigado a reparar o erro que ele mesmo causou acompanhando Moana na aventura, também passa por um arco bem construído, servindo ao mesmo de guia para a garota na jornada ao mesmo tempo em que ela o força a rever o seu valor após o erro que deu origem à missão. É interessante notar que a história do longa é pesadamente inspirada em lendas de tribos polinésias (as divindades citadas todas realmente existem naquela mitologia.

Moana é um filme que tem tudo para agradar qualquer um que goste dos clássicos do Estúdio. Se não nos oferece romance, nos dá uma aventura épica (e quem precisa de príncipe quando encara um monstro gigante?), gráficos incríveis e a personagem feminina mais forte da Disney desde Mulan.

Ah, não deixem de ver o curta-metragem Trabalho Interno (Inner Workings), exibido antes do longa. Não só porque ele foi dirigido pelo brasileiro Leo Matsuda, mas porque quando o curta acabou eu tive a real sensação que se Moana não fosse um filme bom (acabou sendo ótimo), eu já tinha motivo para ir embora feliz.

Ficha técnica:

Direção: John Musker, Ron Clements

Roteiro: Jared Bush

Elenco: Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson

Nacionalidade e lançamento: EUA, 2016

 

Vinicius Mendes

Escritor, redator publicitário e conspirador pela dominação mundial. Quando não está trabalhando ou estudando, assiste animações e filmes chatos, conhece uns graphic novels e mangás, lê de Paulo Coelho a Saramago, joga videogame e RPG de mesa e tenta fazer receitas de doce que aprende no Youtube.