A Amazônia nas obras de ficção: Punho de Ferro

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Estava eu aqui pensando com meus botões – “Eu moro na capital amazonense, no coração da floresta amazônica, mas é muito difícil alguma obra da ficção retratar bem a região”. Bem, temos filmes como Tainá, que mostram o lado indígena estereotipado do lugar, e temos filmes como Anaconda, que são feitos pra ser exagerados (mesmo sabendo que por aqui temos cobras assustadoras de verdade..), ou em filmes como Holocausto Canibal, onde retratam uma tribo indígena canibal (gente, os índios são de boa.. não fazem mal a ninguém.. só vestem seus shorts da Adidas e cobram pedágio nas estradas que passam dentro de reservas.. oO).

Pensando nisso, tentei imaginar como retratar a Amazônia na ficção. Não de forma realista, já que não quero um documentário. Mas retratar a região aqui, dentro dos universos fantásticos que estamos habituados a ler e ver no cinema e nas séries. Vocês não acham uma idéia interessante? Poderíamos imaginar como a região amazônica poderia ser inserida nos contextos da Marvel/DC, ou nas obras de Tolkien e George R. R. Martin, ou até criar histórias e fanfics baseadas em diversos mundos, onde os heróis e vilões fossem baseados na riquíssima cultura amazônica.

Sendo assim, pensei em aproveitar um dos hypes do momento e imaginar uma história. Como seria Punho de Ferro, do Netflix, se K’un-lun não fosse uma cidade mística escondida nas montanhas do Himalaia, mas no meio da floresta Amazônica?

“Após uma viagem com seus pais, o avião que transportava Danny Rão e seus pais sofre um acidente e cai no coração da floresta amazônica. Em sua cidade natal, Manaus, todos lamentam o fato, e a empresa familiar, a Corporação Rão, acaba sendo dirigida pelo sócio, Haroldo Leachum.

Quando Danny acorda, e encontra seus pais mortos, sai vagando pela floresta em busca de alguma solução quando encontra dois guerreiros indígenas, que o levam para uma aldeia mística chamada Pat-axó, que se situa no plano espiritual, e só aparece para o mundo a cada 15 anos. Lá ele aprende as artes místicas do kung-fu indígena, e demais artes marciais da floresta. Ao final do treinamento, é concedido a ele o direito de batalhar contra a lendária Anaconda Boi-una, a serpente imortal. Quando Danny consegue derrotá-la, ele adquire os poderes místicos da Anaconda, e se torna Punho de Ferro (a arma viva, o protetor dos portões de Pat-axó, inimigo mortal da Barbatana – uma ordem mística de guerreiros malignos), e adquirindo uma cicatriz no peito na forma da Anaconda.

Depois de se tornar o herói da cidade mística, Danny acaba por negar a imortalidade e se aproveita da convergência com a nossa dimensão para retornar ao planeta Terra. Assim, viaja para Manaus, sua cidade natal, e parte em busca das pessoas que acredita ser sua família.

Chegando na capital manauara, ele descobre que o mundo deu ele como morto, e ele tenta desesperadamente provar sua identidade para seus amigos de infância Waldo e Jô, filhos de Haroldo. Além disso, acaba entrando em conflito com pessoas ligadas à Barbatana, tendo que lutar de forma feroz contra nindígenas da ordem, o levando a descobrir toda uma conspiração encabeçada pela organização.”

Bom, talvez falar mais que isso possa dar spoilers indesejados da série, então melhor parar por aqui. Mas já serviu pra aguçar sua imaginação.. E você? Como seria alguma obra da ficção no contexto da sua região? Deixe aqui nos comentários suas impressões sobre o Punho de Ferro da Amazônia e solte sua imaginação! Dê vida ao roteirista que habita dentro de você!

Ah.. E não deixem de conferir nosso podcast. Falamos lá um pouco mais sobre o tema! #fikdik

Há braços!

Olavo Montenegro

Servidor Público, Economista, Podcaster, Nerd, Músico, Ex-Atleta, Filósofo de boteco e Humorista nas horas vagas. Não necessariamente nessa mesma ordem.