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A Babá (Resenha)

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Um garoto de 12 anos  sobrevive às dificuldades do dia-a-dia, seja o bullying na escola por ser considerado esquisito, ou seu medo de aranhas. Apesar de ser meio velho demais pra isso, seu único refúgio é a amizade que tem com a babá, uma garota mais velha, linda e descolada, com os mesmos gostos que ele. Mas uma noite, incentivado pela vizinha de quem é amigo, descobre que talvez essa garota perfeita não seja lá muito angelical.

Lançado pela Netflix em 2017, A Babá (The Babysitter) é um filme adolescente de horror e comédia dirigido por McG sobre Cole (Judah Lewis), um garoto meio infantil demais pra sua idade que vai sair da infância pra entrar na adolescência na marra, em uma noite onde se descobre peça de um ritual satânico feitos por sua amiga, confidente e possível crush, Bee (Samara Weaving), a babá do título, e seus amigos clichês ambulantes.

O filme tem um ar totalmente sessão da tarde, e se não fossem algumas piadas abertamente sexuais e algumas cenas mais violentas, poderia facilmente figurar na faixa. A história é fácil de acompanhar, os personagens são todos carismáticos e o diálogo frequentemente é engraçado. A sensação muitas vezes é estar assistindo uma versão um pouco mais adulta de Esqueceram de Mim, onde os bandidos morrem com os ataques da criança (o que, sinceramente, também seria completamente plausível no filme de 1990) com pitadas de auto-paródia.

Os personagens que formam o culto satanista são basicamente clichês dos estereótipos dos filmes adolescentes, um Clube dos Cinco do mal, mas A Babá tem total consciência disso e nunca se leva a sério demais, potencializando o humor dessas construções em um cenário tão macabro. Todos estão bem em seus papeis, com destaque para Cole e Bee, cuja relação tem algumas dicas de maior complexidade do que simplesmente um bom e um mau, se mantendo adoráveis durante toda a duração do longa, não importa quanto sangue tenha em suas roupas.

A produção é bastante simples, mas eficiente, as vezes dando a sensação de ser um filme B com fotografia bem trabalhada, reforçando o ar descompromissado que facilita na hora de embarcar na história, desligar o cérebro e se divertir. As referências à cultura pop são frequentes, diretas e indiretas, sem se entregar à onda de nostalgia oitentista que tomou a cultura pop de assalto.

É uma boa pedida pra passar o tempo se você não tem problema com um pouquinho de violência física ou linguagem mais sexual.

 

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Escritor, redator publicitário e conspirador pela dominação mundial. Quando não está trabalhando ou estudando, assiste animações e filmes chatos, conhece uns graphic novels e mangás, lê de Paulo Coelho a Saramago, joga videogame e RPG de mesa e tenta fazer receitas de doce que aprende no Youtube.