A Vida o Universo e Tudo Mais #8 – A Vida Depois do TCC

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Saudações nerds! Aqui quem fala é o Douglas Quadros e estou de volta com a coluna A Vida o Universo e Tudo Mais. Depois de um recesso causado pelo assunto de hoje, vou falar sobre a vida após a entrega do temido Trabalho de Conclusão de Curso, ou TCC como é conhecido popularmente!

 

Quando iniciei a faculdade, não fazia ideia de o que diabos eu estava fazendo naquela sala lotada de gente que sabia desenhar super bem, enquanto eu era um zero à esquerda neste quesito. Entrei para a faculdade de design pensando em ser design gráfico, mas na realidade o curso era focado em produtos. A minha sala no início era dividida em: os que achavam que era design gráfico (nos quais eu me encaixava), os que achavam que era design de moda, os que estavam ali pra transferir para outro curso e o pequeno grupo que realmente queria projetar produtos.

 

No decorrer do curso, acabei entendendo que desenho não é obrigatório no arsenal de um designer. É claro que facilita a vida, pois mostrar um rascunho de ideia para sua equipe tem mais resultado  quando o rascunho é entendível. Acabei descobrindo que a principal ferramenta que um designer precisa é a empatia, conseguir entender o que o usuário precisa, as vezes sem que ele mesmo tenha certeza disso, é a principal habilidade de um designer (ao menos no meu ponto de vista). Mas não falarei sobre empatia neste post, vou falar sobre algo que tem me tirado noites de sono e imagino que faça isso com muitos que, assim como eu, estão entrando no mercado de trabalho.

 

A primeira coisa que passou na minha cabeça quando saí da apresentação do TCC foi: “FINALMENTE LIVREEEE” e a segunda foi: “E agora, o que diabos eu faço?”. Ok, não estou sendo completamente sincero, pois como eu mesmo falei no texto sobre projetos, projetos são uma paixão/pesadelo na minha vida. Então claro que eu já tenho um próximo passo, mas o que realmente me assustou foi a dúvida: “Como eu inicio no mercado de trabalho?”. Eu já trabalho desde os 16 anos, mas não na área da minha graduação, como mudar de mercado assim do nada?

 

E se você começou a ler este texto pensando que eu teria a resposta para a pergunta, achou errado (Otario – riscado)! Na realidade as dúvidas não param de aumentar em minha mente, mas eu posso tranquilizá-lo. As coisas não ficam mais fáceis, então fique tranquilo que vai piorar. Quando entramos na faculdade imaginamos que é a solução para aquela pergunta que fizeram nossa infância inteira: “O que quer ser quando crescer?”, e para algumas pessoas é assim, você já começa um estágio durante o curso e sai empregado e vive sua vida inteira nesta direção. E se este é seu caso, parabéns!

 

Caso não for o seu caso, então estamos juntos. Fazer a faculdade só me mostrou que tenho um longo caminho pela frente. Mostrou que as possibilidades são infinitas e que as vertentes que posso seguir são diversas. Como escrever me ajuda a pensar, resolvi que, ao longo deste ano, juntamente com as promessas em textos anteriores, escreverei sobre alguns ramos da profissão de designer, inclusive de alguns que podem ser exercidos por quem não é designer.

 

E se você está se descabelando para terminar a faculdade, se acalme. Aproveite este período de sanidade onde você tem um objetivo, que é se formar, claro à sua  frente. Porque, quando este período acabar, e você entrar no mundo real, daí meu amigo, não tem escapatória das decisões importantes da vida.

 

Se você gostou do post e tem tantas dúvidas quanto eu, comente aí embaixo pra gente tentar se tranquilizar em equipe!

 

Até mês que vem e tchauuu!

Douglas Quadros

Fundador do Hordas Trôpegas e do Portal Cultura Nerd e Geek, RPGista, escritor, programador e muitas outras coisas que podem ser abreviadas com NERD!