Não era um lago, mas sim um oceano

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Alan Wake tem muito defeitos. Um deles foi nascer antigo. Anunciado na E3 de 2005 para Xbox 360, passou por um longo e conturbado processo de produção e foi lançado apenas em 2010. No fim das contas ficou com aquela cara de planejado para uma época e executado em outra. 2010 foi um ano muito bom em lançamentos, tivemos: Mass Effect 2, Reavy Rain, Red Dead Redemption e God of War 3. Esbanjando gráficos, jogabilidade e tudo que essa sexta geração de consoles que estava no topo poderia mostrar. E no meio disso estava “Alan Wake”. Texturas mais ou menos, expressões faciais falsas e jogabilidade travada. E ainda assim é o meu favorito da geração passada.

No jogo encarnamos Alan Wake, um famoso escritor de horror psicológico que está sofrendo de um bloqueio criativo (mais ou menos um Stephen King, só que escrevendo bem menos livros por ano.). Junto com sua esposa o escritor resolve viajar para uma casa de lago em uma cidade interiorana de Washington chamada Bright Falls, para dar uma desaparecida e esquecer das responsabilidades com a editora. Porém uma noite sua esposa desaparece e Alan começa a viver acontecimentos de um livro que supostamente ele escreveu, mas não se recorda.

Fazer essa pequena sinopse foi bem complicada, porque nesse jogo eu encontrei um estilo de enredo que me cativa bastante, não importa a mídia. Seja cinema, game, livro ou quadrinho.
Então da vontade de contar, de descrever partes chave para fazer quem esteja lendo ter o interesse de jogar e se sentir envolvido tanto quanto eu senti.

Por mais que seja vendido como um jogo de terror, acredito que se encaixe melhor em suspense, mistério.  Toda essa ambientação de thriller psicológico que é proposta pela trama e maximizada pela parte gráfica é bastante tensa, porém de certa forma aconchegante. Sabe quando você vai para casa de um parente no interior e durante as conversas da noite alguém resolve contar uma história de terror? É essa sensação que o jogo transmite. E por ser um jogo de média pra curta duração a trama se desenvolve muito bem, sem espaços para barriga no andar da história. Temos uma boa dosagem de ação e calmaria.

Pra melhorar ainda toda a ambientação, o jogo é dividido em capítulos assim como um seriado. Então ao final de cada capítulo temos um encerramento acompanhado de uma música muito bem escolhida, e no início temos um resumo do capítulo anterior. Esse pequeno detalhe é genial, pois dita um ritmo bem episódico e específico para cada capítulo. Sempre encerrando em um ápice colocando quem está jogando na obrigação de pelo menos iniciar o próximo capítulo e quando ver já ter devorado o game por completo (mais ou menos o que a Netflix faz.).

O jogo está disponível atualmente para Xbox 360 e PC. Indico para quem não tem um inglês bom jogar a versão de PC, que é bem fácil encontrar e instalar legendas e o preço deve estar bem camarada.

Passe por cima dos gráficos não muito bons, da jogabilidade travada e mergulhe de cabeça no oceano que é o enredo misterioso e envolvente de “Alan Wake”.

Luiz Henrique

Bom dia mesmo que de noite pessoas! Meu nome é Luiz Henrique, e se quiser saber mais sobre mim... Escuta o Lote Piloto! Também conhecido como o melhor podcast do mundo. Conhecido por 3 pessoas, que são familiares e não entenderam bem o que é um podcast. "-É tipo uma rádio né?! - É sim vó!"

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