Bright – Um policial fantástico

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Bright – Um filme Netflix

Bom, como sabem não sou muito de aparecer por aqui, principalmente para resenhar. Mas um filme diferente, merecia uma opinião diferente. Inegável que Bright – Um policial fantástico(minha versão sessão da tarde para o título), apesar de todos os clichês presentes na trama, ainda é uma obra considerável. Mas vamos a sinopse:

Sinopse:

“Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmônia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.”

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Alguns Erros:

Acho que um erro considerável começa na sinopse do filme: “convivem em harmônia“, não é bem o que o filme traz, e parte da trama principal trata justamente desta falta de harmonia.

Existem alguns erros de roteiros, e algumas coisas fantásticas demais, até mesmo para um filme fantástico.

Dão poder demais a alguns personagens, que numa analise fria seriam imbatíveis, mas filme é filme. Algo como Batman vs Superman, ganha quem o roteirista define.

Alguns Acertos:

Acho esta a parte mais complicada, pois envolve justamente gosto pessoal. Eu não sou rpgista, nem um fã ardoroso de obras fantásticas. De todas gosto mais de Nárnia. Mas o filme me atraiu principalmente pela sua ousadia.

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Não envolve viagens no tempo, mas sim uma co relação. O mundo é “normalmente” habitado por todo tipo de criatura: elfos, fadas, orcs, centauros, e tudo mais. Uma realidade que diz que sempre foi assim. não foi bem de uma hora para outra. E como na vida ou para retratar a mesma, tem os “queridinhos” e os rejeitados.

O papel de rejeitado ficou com os orcs, um deles, o único diga se de passagem que faz parte da força policial, ao lado de Will Smith.

Imagine qualquer um dos filmes de dupla policial que já viu: Maquina Mortífera, Tango e Cash, Anjos da Lei, enfim, seja de comédia ou de ação. Bright traz elementos de todos eles: a birra de um policial com o outro, um durão outro mais boa praça.

Mas o cerne do filme gira em torno de racismo, e intolerância. Como disse, os orcs ficaram com este papel. Rejeitados por toda sociedade, Nick Jackoby(Joel Edgerton), tem de provar além de competência, inocência em um caso de negligencia.

Will Smith fica com o papel do policial linha dura e de saco cheio de tudo, Scott Ward, inclusive fica com o papel do pai de família que tem mais esta preocupação.

O que faltou para mim:

Fiquei o filme todo esperando uma reviravolta do orc. Um rompante de raiva, algo a lá Hulk ou Coisa. Mas não aconteceu, pelo menos não como eu queria.

Como quase todo filme de hoje em dia, a vilania deixou a desejar, hora se mostravam poderosos demais, hora totalmente despreparados.

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Mas afinal, recomendo:

Sim, afinal nos primeiros parágrafos deixei meio claro que gostei. Mesmo com todos os erros,(se eu parar para analisar a frio não sobraria um filme dos últimos tempos), eu gostei do filme. Uma obra de arte? Não, de jeito nenhum, mas um filme que daqui a alguns anos sera lembrado sim, podendo chegar a ser cult, não pela qualidade da obra, mas pela ousadia da mistura.

Bom… Pegue sua pipoca, ou salgadinho preferido, sua bebida, sente na frente da TV sem pretensões ou expectativas exacerbadas, e divirta-se.

Creio eu ser esta a principal intenção da obra: ser uma diversão.

Senhor A - Alexandre Gomes

Autodidata em edição de podcast, adepto de softwares livres,(Linux e Audacity). "A utilização de softwares livres não diferencia em nada dos softwares pagos no produto final." Senhor A

  • SaymonPires

    o filme é na verdade um episodio de uma serie, por isto nada se explica direito;