Child of Light (Análise)

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Child of Light: Análise

Os games hoje se resumem em dois tipos quando se trata de escopo de sua produção e desenvolvimento: jogos AAA (triple A) de grandes estúdios com orçamentos milionários e jogos indie com equipe e investimento reduzido. É fácil identificar visualmente um jogo feito por um estúdio indie, onde a criatividade gerada pela limitação em sua criação se sobressai e é encontrada nas suas mecânicas ou no seu visual. Mas e se um grande estúdio AAA tentasse criar, seguindo uma tendência de mercado, um jogo que poderia ser confundido com um jogo indie? Foi o que aconteceu na produção de Child of Light, desenvolvido pela Ubisoft Montreal e publicado pela Ubisoft em abril de 2014.

A capa já demonstra uma arte bem interessante.

História

A trama se passa no mundo fantástico de Lemuria, onde a protagonista Aurora acorda de um sono profundo. Ela conhece Igniculus, um vagalume amigo que a acompanhará pela jornada e logo a ajuda a encontrar uma espada e logo começa sua jornada. Assistindo o trailer abaixo já é possível verificar a aventura e os desafios que aguardam o jogador.

A história do jogo pode parecer batida e clichê, mas a imersão na trama é surpreendentemente positiva. Contada de forma poética, com diálogos rimados e trilha sonora espetacular, o roteiro de Child of Light pega o jogador desprevenido trazendo profundidade, mesmo que de forma simples, em cada novo capítulo da aventura. Vale lembrar que o jogo é todo localizado de forma muito competente em PT-BR e se torna um jogo muito inclusivo até para pessoas que não costumam jogar videogame.

Gráficos e visual

Visualmente lindo, Child of Light não economiza em cenários fantásticos e personagens desenhados de forma excelente. Além disso, parece haver uma dedicação extra nas partículas envolvidas em fenômenos naturais como chuvas e ventanias. Os inimigos e as animações dos ataques tanto de aliados quanto de inimigos também dispensam elogios.

Um dos diversos cenários interessantes presentes no game.

Jogabilidade

Sendo um jogo side-scroller e um RPG, Child of Light traz uma experiência de combate em turnos bem parecida com as encontradas nos jogos da série Final Fantasy, com a adição de alguns elementos. Além de não serem combates de encontros aleatórios como vários outros RPGs, o jogo traz um dinamismo ao disponibilizar para o jogador várias opções na hora da luta: Interromper o ataque dos inimigos, usar de vantagens elementais nas magias, utilizar de vários aliados e de suas armas e etc, tudo isso está presente aqui e de forma intuitiva.

Combate em turnos com vários elementos.

Considerações finais

Por fim, há alguns pontos negativos presentes neste jogo da Ubisoft: Primeiro, há um alongamento na narrativa para que ela dure mais do que deveria. Na minha experiência, me pareceu que a história podia acabar antes do seu real desfecho. E segundo, outro problema foi a falta de um real desafio. Não houve momento que eu tive problemas com inimigos ou chefões do game, o que pode incomodar jogadores mais experientes que esperam ser desafiados.

Sem dúvidas, é um jogo que vale a pena ser jogado apesar dos defeitos supra citados. Mas a história do jogo, a diversão proposta e a dedicação do time de desenvolvimento em apostar em um novo título fazem de Child of Light uma ótima escolha de próximo jogo a se comprar e jogar.

Child of Light está disponível para Playstation 3, Playstation 4, Playstation Vita, Xbox 360, Xbox One, PC e WiiU.