Conversa Nerd e Geek 59 – Artes Marciais

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No Conversa Troca-tapa Nerd e Geek de hoje, Douglas Quadros, a karateca Ana Rosa (Fanficast), o Jiujiteiro Renan Cirilo (Na Trilha) e o Senhor A (Papo Editado) , conversam sobre a arte da porradaria, a arte da muqueta nos quengo, a arte da “avuadera de dois pé”. Nesse episódio eles falam sobre Artes Marciais.
Saiba como dar soco fraco, chute forte, hadouken e outros golpes fodões nesse episódio sangue nozóio.

Tempo do Episódio: 1:35:16

Tema: Esportes

Padrinhos:
Agatha Gonçalves
Olavo Montenegro
Ruti Goulart
Vanei Anderson
Willian Lopes
Padrim Divulgação
Links:

Douglas Luis

Fundador do Hordas Trôpegas e do Portal Cultura Nerd e Geek, RPGista, escritor, programador e muitas outras coisas que podem ser abreviadas com NERD!

  • Francisco Filho, o homem das 100 lutas.

    Dan Severn Vs Antony Macias

  • Vanei Anderson Heidemann

    Muito bom episódio! Mas não, não me convenceram a praticar nenhuma arte marcial. Apesar de sonhar ser ninja quando criança, mas quem nunca, né!

    • Obrigado pelo comentário Grande Vanei! 😀 Que pena não termos conseguido, sobre o seu sonho, nunca é tarde… Tem umas academias de Ninjutso espalhadas por ai! hehe
      Grande Abraço

  • Darley Santos

    Escutando esse cast reacendeu em mim a vontade de aprender alguma arte marcial. Apesar de nunca ter corrido atrás de uma academia para aprender, sempre fui fascinado sobre como podemos usar nosso próprio corpo como instrumento de autodefesa ou mesmo arma mortal, seja para neutralizar uma ameaça ou se livrar de um inimigo. Nesse sentido, me chama muito atenção a arte marcial israelense que vocês citaram, o Krav Maga. Talvez devêssemos aprender técnicas de autodefesa desde a escola, pois é algo útil para a vida. Confesso que tenho um pouco de ojeriza com esses estilos de luta que envolvem muito contato corpo a corpo, como o Jiu-jitsu (ah, eu decorei, “alavanca, sufocamento”), mas o Sr. A e Sr. Renan mandaram muito bem ao falar dos benefícios psicológicos advindos do aprendizado desta arte marcial, como o ganho de autoconfiança, qualidade desejável e admirável em “homens da força”. Sobre a questão da hierarquia das faixas, me lembro como isso fazia a cabeça da criançada nos velhos tempos, todo mundo querendo ser Bruce Lee hahah. E Douglas, será que aprendizado de artes marciais é igual bicicleta, uma vez que se aprende nunca se esquece? Fiz natação quando pequeno, e ia e voltava tranquilamente na piscina olímpica, mas hoje não entro na água de jeito nenhum kkk!

  • Raul Galli Alves

    Olá!
    Sobre a origem do Jujutsu,Judô e Jiu-jitsu brasileiro, vou tentar resumir o que aprendi:
    O Jujutsu japonês é a arte “original”, que era praticada pelos samurais para lutar desarmados. Ela envolve projeções, chaves e golpes nas articulações porque seria muito difícil machucar um oponente de armadura com socos e chutes. O problema é que o Jujutsu não era uma arte única, cada família tinha seu estilo, com golpes e técnicas próprias.
    O Judô é uma arte marcial derivada do Jujutsu. Jigoro Kano foi o responsável por unir as técnicas mais eficientes de todos esses estilos diferentes e unificar tudo em uma só arte marcial sob as regras da Daibutoku-kai (uma organização que surgiu com o intuito de preservar as artes marciais do Japão). Muitas das técnicas mais letais acabaram ficando de fora e uma ênfase maior foi dada ao lado esportivo do Judô. Ainda assim, os critério de pontuação do Judô são baseados na ideia de que derrubar um adversário de costas enquanto ele estiver usando uma armadura completa seria suficiente para ganhar a luta.
    O Jiu-jitsu Brasileiro foi criado pela família Gracie já aqui no Brasil, que foram treinados em Judô principalmente por Mitsuyo Maeda (aluno de Jigoro Kano). Alguns alunos mais tradicionais do Judô ainda usavam o termo Jujutsu por discordarem com algumas regras da Daibutoku-kai, mas ele acabou sendo aportuguesado um pouco diferente. A principal diferença entre o BJJ e o Judô é que a luta não acaba quando o adversário cai no chão, sendo necessário finalizar a luta através de chave, torção ou sufocamento e, por isso, as técnicas de solo acabaram se desenvolvendo muito mais.

    Sobre a Luta de 100 Homens:
    Esta modalidade (Hyakunin-kumite) foi criada pelo fundador do Karate Kyokushin, Masutatsu Oyama, como forma de demonstrar suas habilidades. As regras são, basicamente, as mesmas regras das competições de Kyokushin: lutas de contato, sendo proibido apenas golpes de mão na cabeça. Cada luta dura 2 minutos, e o desafiante deve enfrentar 100 adversários consecutivos sem descanso, totalizando mais de 3 horas de luta! ‘Mas’ Oyama completou este desafio três vezes ao longo de três dias.

    Sobre o Kung-fu:
    Na verdade, o termo “kung-fu” é usado erroneamente aqui no ocidente. Na verdade, o kung-fu não é uma arte marcial, mas um termo utilizado para abarcar diversas artes chinesas (e não apenas artes marciais). O termo em chinês para artes marciais seria algo próximo de “wushu” (embora o termo também seja utilizado para se referir ao esporte Wushu – recomendo dar uma olhada na Wikipedia para tentar entender melhor esta confusão de termos). No caso, cada “estilo” de kung-fu é uma arte marcial completa, com sua própria origem, técnicas e termos. Bruce Lee foi treinado em Wing-chun, mas depois aprendeu e incorporou técnicas de diversas outras artes marciais, culminando na criação de seu oróprio estilo, o Jeet-kune-do.

    No mais, gostei muito do podcast. Fiquei feliz com a participação da Ana Rosa representando nosso Karate Shotokan! Abraço!