Crítica – Como se tornar o pior aluno da escola.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Filament.io 0 Flares ×

Gente eu juro, liguei o botão da 5ª série. E como você se diverte vendo dessa forma, e aliás estou com dor na barriga de tanto rir. Vale a pena muito!

Antes para cagar a regra do politicamente correto, esse texto contém spoilers. É por sua conta e risco, cabaço! Hahahahahahaha Nunca ouvi tanto essa palavra na vida. Mas voltando ao filme, ele é bem contraditório inclusive no final, e é uma comédia juvenil bem aquelas dos anos 80 mas com uma pitada made in Brazil huehue BR. Ali a piada te ofende no seu nível como pessoa, te abraça no nível que pra você é engraçado e te causa estranheza, pois duas cenas me causaram e muito que a da mordida e a do Porchat.

Sei que com a evolução humana muita coisa da escola hoje, que não se faz mais, porém eu sou desse tempo e me diverti. Tem piada machista? Tem, eh mais ou menos. Ali foi mais curiosidade da adolescência olhar uma calcinha alheia sem querer bem na ocasião, fora do que se acontece hoje e é vexatório.

Mas vamos a sinopse: Na trama, Pedro (Daniel Pimentel) é um estudante mediano de uma escola tradicional, que perde seu pai e começa a ir mal nos estudos. Em um momento de desespero, ele encontra uma caixa antiga, que pertencia a um estudante do passado, e que contém um caderno que ensina todos os meandros para se dar bem sem precisar estudar. Junto do amigo inteligente Bernardo (Bruno Munhoz), ele parte em busca do dono do caderno e do aprendizado das técnicas para se tornar um verdadeiro mito escolar.

Na linha de porky’s, curtindo a vida a doidado e Braddock, Danilo Gentili como roteirista me fez lembrar da minha época da escola e muitas vezes meu filho me interrompeu porque ele não teve muito dessas referências na escola. Tempos modernos, sim senhor. Vale a cena dos meninos que não conheciam Karatê Kid e sim aquela chatice feita com Jackie Chan. Sinto, mas perto do clássico é ruim que dói. Como ator estava muito bem na pele do malandrão rico, curtindo a vida na suíte que parece a Disney dos quase 40 que não cresceu. Será que ele atuou mesmo? Fica a dúvida.

O longa é muito bem feito, dirigido e não me senti num filme brasileiro em nenhum momento. Ele tem a língua, forma, expressão e identidade próprias além de tomadas muito bem feitas e que com certeza você não advinha o final de jeito nenhum.

Agora vamos a ele, o final. Eu nunca imaginei que depois dessa zoeira toda o garoto ganharia uma advertência do estado prestando serviço comunitário por fazer aquela zona toda e que seria o faxineiro para pagar a pena por todas as peças que pregou na escola. Eu achei que teria um final tipo curtindo a vida a doidado que o malandrinho se sai bem, mas não teve. Ponto, porque mostra que nem tão cabaço e nem tão maloqueiro. Curta, viva a sua e de vez em quando se estiver chato, botão da 5ª série ligado. É assim! Foi ver o filme? Liga e divirta-se!

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Feminista, Host do Alias e do Pílulas de Beleza, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!