E a solitude nos foi roubada…

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Oi, meu nome é Thaineh, tenho 22 anos e eu sou uma ótima companhia.

A gente tá numa era que é praticamente impossível estar sozinho. Onde quer que você vá, lá estão seus 1500 amigos do facebook, seus 70 grupos do whatsapp, seus seguidores do twitter e tantas outras pessoas que se eu fosse listar todas aqui não falaria de mais nada.

Onde nós vamos, o que comemos, o que vestimos, o que lemos e ouvimos está sempre eternizado nas interwebs de uma forma assustadora até – uma eternidade que dura 15 minutos.

Eu não sou filosofa, socióloga nem mesmo uma mulher pensadora louca (referências), mas eu enxergo essa dependência que temos, de publicar nossos passos, como algo terrível e tóxico. A gente não sabe mais estar só! É assustador, mas é a verdade!

A gente tem dificuldades para fazer compras sozinho, andar no centro da cidade sozinhos, e ir ao cinema? Que tortura absurda! Cinema? Sozinho? Impossível!

E quando eu digo “sozinho”, quero dizer SO-ZI-NHO. Sem ninguém por perto, sem fotinhas no instagram, sem checkin no facebook… Sozinho mesmo! Só você e você mesmo.

Eu posso dizer que tenho tentado viver esse tipo de experiência e é libertador. Sabe como é ir ao cinema sem que ninguém saiba que você foi ao cinema? Sabe como é tomar um super sorvete maravilhoso sem que ninguém veja a foto? É maravilhoso e diferente. Você percebe que sua motivação ali é se curtir, e não levar alguém a curtir o que você está fazendo. O sabor dos momentos tornam-se extraordinários.

E eu não tô falando de  solidão não!! Não falo de se isolar do mundo e chutar a bunda dos seus amigos. Falo de uma liberdade que permite momentos a sós consigo mesmo, apreciando a sua própria e maravilhosa companhia. Você é interessante, e precisa admirar estar consigo mesmo. Pois, se nem você consegue se aguentar, amigo, as coisas estão feias pro seu lado não é mesmo?

É uma boa experiência, eu posso garantir. Curtir um momento offline, só você, um café e um livro – sem fotos, sem curtidas, sem snaps… Só a solitude impagável e inegociável….

 

É isso amiguinhos, até a próxima e se mantenham zoneados mesmo quando sozinhos, por favor ☢

Thai

Projeto de cientista, bookworm e - essencialmente - Nerd. Escrevo, leio muito, assisto séries, muitos filmes, tento estudar as vezes, pc gamer sem muito talento, um pouco de quadrinhos, grande vício em desenhos animados e durmo quando dá. Sou um Pegasus nas horas vagas, uma hipérbole ambulante e meu super-poder é que 70% do meu organismo não é água – é café.

  • Excelente!! Simples assim.

    • Thaineh Souza

      hihi OBRIGADAA <3

  • Pétrus Davi

    Olá thaiiii 🙂

    Bem, devo dizer que esses momentos sozinhos são bem interessantes mesmo. Agora pouco passei por isso ao assistir rogue one. E acabei tornando um ritual, toda vez que vou assistir star wars no cinema, eu vou sozinho.

    E sozinho mesmo, sem fotos, sem tweets, sem texto no face ou avisando pessoal no telegram que estou na sala assistindo, é realmente uma experiencia encantadora.

    Mas eu consigo me desprender assim de guardar esses momentos no face ou seja lá onde for, não vejo porque as pessoas saberem onde estou ou o que estou fazendo.

    É isso, adorei o texto thai, continue assim e beijinhos, até mais 🙂

    • Thaineh Souza

      olá petrus :))
      siiim, são experiências únicas, que não exigem nenhum tipo de retratação para se tornarem completas!!!
      Adoro!!!
      Aliás, vou até ser muito sincera: eu prefiro ir no cinema sozinha hahaha
      Não acho cinema um programa legal pra se fazer de galera, saca? Se eu for sair com meus amigos, quero sair pra beber, ir em um parque, sair pra comer algo… Em lugares que a gente troque idéias e interaja!!! Acho que faz mt mais sentido hahaha

      Obrigaaaada meu lindo!!!! Até a próxima <3

  • Anderson Lima

    Sinceramente eu nunca experimentei isso de curtir um role sozinho. Eu sempre fui daqueles que se é pra sair sozinho prefiro ficar em casa.

    Lendo esse texto perceno que posso estar errado e seria erroneo de minha parte se nao desse essa chance pra mim.

    Mais um excelente texto de uma escritora talentosa e garbosa.

    Grande abraço,

    • Thaineh Souza

      experimente, meu bem! É maravilhoso!!!
      É muito bom se curtir por um tempo, sabe?
      Eu passo muitos momentos sozinhona aqui em Curitiba. No começo eu tive que aprender a me curtir, ou iria ficar depre hahaha
      Mas é um máximo! Conheço metade dos cafés de Curitiba indo sozinha neles, a outra metade eu conheci indo acompanhada auahuah
      e muito obrigada pelo elogiioo <3 fico feliz que goste de ler meus textinhus ^_^

  • Darley Santos

    Amei seu ponto de vista Thai! O conceito de solitude me é bastante caro. Mas a vida tem um ritmo pra cada um, neh?! É assim, podemos estar seguindo por direções opostas ou tendo experiências evolutivas ou agregadoras distintas no mesmo momento em que se fala, pois, veja você, alguém pode estar justamente aprendendo a viver socialmente nesse mundo onde a tecnologia e o mundo digital nos aproxima, aprendendo a interagir e a se situar nas relações interpessoais! Acho isso muito interessante, alguém fazendo justamente o caminho inverso de um outro alguém que está se habituando à solitude – caminhos contrários nessa highway existencial que é a vida!

    • Thaineh Souza

      Bem colocado, querido Darley! Acho que podemos generalizar os dois pontos de vista falando sobre o extremo nos levar à uma prisão tenebrosa – presos aos likes e exposição exacerbada de nossa vida pessoal, ou presos à solidão obscura de não conseguir aproximação.
      Creio que existam sim pessoas que alcançam seu auge de sociabilidade por conta da internet, isso é lindo! A internet é linda!!! É Maravilhoso o que ela pode proporcionar.
      Obrigada pelo comentário!! volte sempre <3

      • Darley Santos

        Perfect!

  • Fabiana Murray

    Eu sou assim. Os unicos que sofrem são meus gatos que tiro fotos deles de tudo! hahahahaha Meus insta é só gatíneos fofíneos. Hoje fui ver Rogue One e postei foto só quando cheguei porque me indignei de pré estreia com sala vazia porque era dublado, e o pessoal reclamando horrores na bilheteria. Eu não partilho minha vida nas redes sociais, partilho mais opiniões mesmo e só gosto mesmo é de tirar minha selfies. Sou viciada! Meu sorvete tomo sozinha e em paz.

    • Thaineh Souza

      sim sim! eu tenho uma tendência a começar a compartilhar minha vida hahaha corro dessa tendência freneticamente.
      Sempre que concluo que estou me expondo demais, fujo das redes sociais!
      continue assim, tomando seu sorvete em paz e feliz consigo mesma <3
      Um dia vamos tomar sorvete juntas :))

  • To sem 3g faz uns 6 meses e tenho me virado bem. O caminho casa-trabalho é meu momento solo. Leio, ouço podcasts e crio minhas teorias malucas sobre o universo. Rolês tipo cinema ou até mesmo quando tenho que sair para comprar algo também são assim. Nada de fotos, nada de check-ins, nada de nada.

    • Thaineh Souza

      o melhor sempre é criar as teorias hahaha sei bem como é!!!
      É bem massa né? Eu acho uma liberdade sem igual!!! Fico assustada quando alguém me diz que não consegue fazer nada nada sozinho.
      valeu pelo comentário, menino vulto 🙂

  • Danilo Sousa

    Esse texto foi tão legal que me faz querer comentar. Após ler e pensar um pouco (hábito que eu deveria praticar mais), percebo que eu sou um ponto fora da curva, digamos que na vida virtual eu seja um anti-social, não fotos de onde fui, do que comi, com quem andei. Até um pouco na vida “real” eu também diria que sou, raro é os momentos em que saio acompanhado de alguém. E estando aqui do outro lado posso afirmar que é muito bom esses momentos ‘Eu e eu mesmo’, diria mais, além de estar offline, tente um momento sem músicas, podcasts, livros, sem nenhuma distração, perceber o quanto de coisa tem a nossa volta e em nós mesmos que passam desapercebidas devido a correria e a bomba de informações a que estamos expostos. Fica a dica ^^.