Estou de volta!

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Estou de volta trazendo Filosofia para o conteúdo nerd.

De começo, quero desculpar-me por ter simplesmente sumido do site. Eu precisei me dedicar muito aos estudos, afinal eu estava escrevendo o meu TCC. Além disso, estive organizando formatura, finalizando graduação e etapa formativa no seminário e preparando mudança de casa. Enfim, tive bastante correria, o que me obrigou a abrir mão de algumas coisas. Ao fim disso tudo, deu tudo certo! Meu TCC foi bem avaliado e concluí minha primeira graduação. Agora sou Bacharel em Filosofia pela Faculdade São Luiz – SC.

Este ano inicio outra graduação, Bacharelado em Teologia. Como já disse num post anterior, sou seminarista, ou seja, estudo para ser sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana. Isso implica em longos anos de estudo e dedicação. Para ser padre são necessárias as duas graduações e mais acompanhamento psicológico e espiritual contínuo. É bastante exigente o chamado “processo formativo”, mas é muito bom. Poucas pessoas conhecem, por isso, de vez em quando comento sobre isso nos posts que escrevo. Em síntese, durante todo o processo formativo a Igreja avalia o candidato ao sacerdócio a fim de saber se ele tem as qualidades morais, intelectuais e espirituais, entre outras, para ser padre. Estou no meio deste processo, e posso testemunhar que é algo muito sério.

Muitas pessoas me perguntam sobre as polêmicas e escândalos envolvendo a imagem da Igreja. Bom, não é fácil falar sobre isso, e não é a intenção aqui. Mencionei apenas para confrontar este dado com aquilo que disse no parágrafo anterior. Então: mesmo que o processo formativo seja primoroso, por que ocorrem alguns escândalos e polêmicas? Sou bastante questionado sobre isso… A resposta resumida mais satisfatória que posso dar é: cada caso precisa ser avaliado naquilo que ele é, ou seja, como ocorreu? quem são as pessoas envolvidas? de fato é um costume da igreja ou algum católico, ou sacerdote, quem agiu mal? quais são os interesses de quem promove o escândalo ou a polêmica?

Entendem? Muitas coisas precisam ser consideradas.

Por que falar disso numa coluna nerd?

Lembro que o propósito da coluna é a reflexão filosófica sobre conteúdos nerds, e como já disse num tópico anterior, muitos nerds são religiosos, assim como eu. A reflexão da filosofia deve se dar sobre as coisas vivenciais, e não ficar presa às abstrações e conjecturas que não dizem respeito a algo concreto. Bom, a coisa concreta aqui é situação vivida por mim e por outros nerds, que inclusive podem ser de outras religiões, inclusive não cristãs, mas que também são questionados sobre coisas parecidas.

Refletir filosoficamente exige analisar algo com critérios. Isso é criticar ou ser crítico. Há muitos que se dizem nerds por aí passando uma imagem de crítico, ou de pensador, mas que não têm critérios… E o pior, os caras são convincentes, são bons de lábia! Tenho visto muitos falando da nossa situação política, do pensamento religioso, do mercado e de tantas outras coisas, mas ao fim de tudo, querem apenas chamar a sua atenção às promoções de seus patrocinadores ou vender aquela camiseta “da hora”. Ou seja, olham para o conteúdo nerd simplesmente como nicho de mercado.

Não penso que haver mercado de conteúdo nerd seja algo mal, o mercado pode ser algo muito bom. Mas fazer disso uma ferramenta  que somente faz crescer a própria fortuna… aí algo precisa ser repensado. Principalmente se há uma formação de opinião.

O que quero dizer com tudo isso?

Bom, espero ter conseguido provocar a sua reflexão, caro nerd leitor, sobre seus posicionamentos diante dos diversos assuntos tratados, os quais fazem parte da sua vida, e, por vezes, nem percebe. Tais como: religião, política, mercado, mídia, propaganda, economia e etc…

Abraço!

Eduardo Martins

Seminarista Católico; Bacharel em Filosofia; Graduando em Teologia; Nerd; Jogador e Mestre de RPG.