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Fanfic – A mulher do meu destino – 35 — After the flood all the colors came out

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Ela voltará para Asgard por enquanto — afirmei. — Depois mandarei para outro local. É mais seguro que fiquem separadas — expliquei.

— Eu discordo. Acho extremamente perigoso você ficar com a Joia, mesmo que temporariamente — reclamou o Capitão.

— Eu concordo com o Picolé — apoiou Stark. — Acredito que essa Joia deveria ficar sob a guarda de outra pessoa até vocês decidirem para onde enviá-la.

Perfeito! Eles entraram em meu jogo. Eu tinha que ser bem convincente com minha encenação.

— E ficaria com quem? Com vocês midgardians? — fiz uma careta. — Isso é um absurdo! Vocês a deixariam cair nas mãos daquele grupinho de patético, a tal de S.H.I.E.L.D, grupo este que, creio que todos aqui já devem saber, a menos que sejam idiotas completos, possuí planos bélicos para as Gems! São tão confiáveis quanto Thanos! — rosnei.

— Nisso Loki tem razão — acorreu Thor. — Você mesmo nos revelou que a S.H.I.E.L.D. escondia os reais propósitos deles em relação ao Tesseract — alertou Stark.

— Você é quem deveria ficar com a Joia, Thor — disse Banner.

— Eu não teria como fazê-lo. Onde eu poderia guardar? — Thor meneou a cabeça.

— Posso construir um tipo de cofre — sugeriu Stark —, a qual somente Thor poderá ter acesso e guardá-lo lá.

Stark era muito esperto, com certeza ele teria acesso à Gem.

— Pode ser — concordou Thor —, mas aviso que ficará lá temporariamente. Somente até Loki encontrar um local mais seguro para guardá-la. De preferência em outro mundo.

Todos concordaram e eu bufei teatralmente.

— Eu não concordo, mas vejo que nada posso fazer contra isso — comentei fingindo estar irritado.

— Não. Está decidido irmão — Thor foi firme.

— Lembre-se de que se algo acontecer a Gem, a culpa será sua! — avisei.

Fingindo estar irritado e contrariado, entreguei a falsa Gem roxa para Thor. Aredhel nos conduziu de volta para o evento a fim de pegar água do lago o suficiente para enviar todos à Midgard. Inesperadamente fomos recebidos com muitos aplausos e gritos dos midgardians que estavam no local. Até eu fui aplaudido. Havia virado um herói. Todos começaram a se dispersar ao serem cercados seus sósias e fãs.

Fui abordado inesperadamente por um grupo de humanos que estavam com camisas com os seguintes dizeres “Loki’s Army”. Eles simplesmente se enfileiraram e ajoelharam diante de mim. Não pude deixar de sorrir daquela ironia. Teria sido tão fácil dominá-los… Outros chegaram munidos de celulares ou com as tais “câmeras fotográficas”, com suas terríveis luzes que cegavam e se postavam ao meu lado fazendo poses. Eu já havia aprendido com a família de Aredhel que esses aparelhos serviam para tirar fotos e gravar vídeos. Desde que nos conhecemos e começaram a visitar Asgard, andavam com esses aparelhos tirando fotos e gravando de tudo, principalmente Váli.

Alguns fãs me entregavam papéis e fotos para que eu escrevesse meu nome. Eu achava aquilo tudo tão infantil, mas, ao mesmo tempo, era interessante ver tantos midgardians me idolatrando. Estava tudo indo de forma tolerável, até que alguns começaram a me tocar e tentar me abraçar. Aquilo já era demais! Afastei-me de uma forma um tanto brusca e saí a procura de Aredhel.

Tentei localizá-la no meio daquela multidão e quase surto de raiva ao vê-la de conversa com o meu sósia. Aredhel estava toda sorridente, rubra e gesticulava com as mãos nervosamente. Quando pensei que não podia ficar pior, ele passou o braço pela cintura de Aredhel e juntos posaram para fotos. Ele mesmo pediu a um outro midgardian que tirassem uma no celular dele. Bufei de raiva. Fui em direção aos dois a passos largos, tentando conter minha fúria. Aredhel percebeu minha aproximação e arregalou os olhos assustada. Meu ódio deveria estar estampado em meu rosto, pois ela rapidamente se interpôs entre mim e o ator e começou a falar.

— E tem outra coisa que você também não sabe — ela disse sorrindo nervosamente na direção do ator. — Loki é extremamente ciumento — balançou a mão e lançou-me um olhar de quase súplica.

Trinquei os dentes, passei a mão pela cintura dela, puxando-a mais para perto de mim. O ator, não pareceu perceber nada. Apenas nos observava todo sorridente.

— Não gosto que outras pessoas se aproximem do que é meu — afirmei entredentes.

— E possessivo também — murmurou Aredhel tentando disfarçar a irritação e dando-me um cutucão com o cotovelo. — Loki, este é Tom… Tom… Loki… — nos apresentou.

Ele estendeu a mão em minha direção e me limitei a olhar para Aredhel que parecia querer me esganar. O outro deu um sorriso amarelo e recolheu a mão.

— Realmente você me surpreendeu — começou o meu sósia, meio rindo. — Eu sempre achei que seria uma grande ironia se você se apaixonasse por uma humana… E no fim você se casou com uma — gesticulou na direção de Aredhel.

Ela riu toda corada. Irritava-me profundamente o jeito amigável daquele homem, mas enfurecia-me mais ainda quando ele falava como se me conhecesse.

— É, mas de resto ele não é muito diferente do que você interpretava — Aredhel comentou entre risinhos. — A não ser o lado apaixonado dele — olhou-me de soslaio.

Então, foi minha vez de mudar de cor. Senti meu rosto corar. Aquela conversa só estava me deixando mais irritado. Falavam de mim, como se eu não estivesse ali.

— Imagino — prosseguiu o ator. — E vocês já têm até um filho — comentou em meio a um novo sorriso.

— Sim — anuiu Aredhel —, o nome dele é Váli. Ele é a cara do pai e, modéstia à parte, um pequeno gênio — sorriu.

— Meus parabéns! Vocês formam um lindo casal. De fato combinam muito — completou e em seguida olhou para Aredhel. — Sua esposa é encantadora. Mesmo em pouco tempo, percebi o que viu nela. É muito inteligente e bonita — falou todo amigável.

Aredhel ficou carmim. Ela parecia se derreter com a fala açucarada do atorzinho. Entretanto, o comentário final dele, me enfureceu. Quase avancei nele, mas ela estendeu o braço antecipando minha reação. O ator desfez o sorriso percebendo que eu não ficara feliz com o que dissera.

— Meu amor — falou Aredhel com um sorriso cínico direcionado a mim —, eu adoraria ter uma foto sua com seu intérprete.

Olhei para ela chocado. Aredhel continuaria insistindo em nos colocar naquela situação incômoda? Ela só poderia estar de brincadeira. O ator ficou ligeiramente nervoso, mas logo voltou a sorrir. Aredhel sorria maliciosamente para mim. Perguntei-me se estava me testando. Ela nem esperou eu responder, empurrou-me para o lado do ator, pegou o celular dele e tirou várias fotos. Aproveitando a situação, outras pessoas também tiraram fotos.

— Agora uma minha com os dois — disse Aredhel entregando o celular a um rapaz de óculos que estava ali perto.

Ela se colocou entre nós dois toda cheia de sorrisos. O ator também sorriu e novamente uma chuva de luzes piscantes desabou sobre nós.

— Vou tirar uma de você dois juntos — a praga do atorzinho disse pegando o celular de volta.

— Que fofo amor — ela disse toda melosa, aninhando-se contra meu peito. — Nossa primeira foto juntos. Sorria!

O ator tirou a foto.

— Vamos, Loki… Que tal um sorriso? — provocou o verme.

Aredhel começou a fazer cócegas em mim. Eu estava cada vez mais irritado, mas, ainda assim, não consegui controlar o riso. O ator aproveitou a situação e tirou a segunda foto. Minha mulher estava testando minha paciência em demasia.

— Obrigada! Você anotou meu e-mail, né? — ela dizia, parecendo já ser íntima dele. — Mande todas as fotos para mim. Vou pedir para meu irmão conferir o e-mail e pegar as fotos — completou toda sorridente.

— Sim — o vermezinho anuiu, mexendo naquele aparelhinho —, eu salvei aqui no celular.

— Ah! — Aredhel exclamou de repente. — Eu vou chamar o Thor! Tem que ter uma foto com seu irmãozinho, Loki! E outra de vocês três! — disse afobadamente e em seguida saiu correndo.

— Aredhel! — rosnei.

Ela sumiu no meio da multidão. Voltei-me novamente para o meu sósia, que ainda sorria irritantemente.

— Perdoe-me novamente pelos filmes interferirem em sua… — começou a falar.

— Por hora — ergui a mão, o interrompendo —, eu não posso fazer nada contra vocês — encarei-o seriamente. — Não quero me indispor com Aredhel, por enquanto. Mas vou ficar de olho em vocês. O tempo passa de forma diferente em nossas realidades. Lá os dias passam bem mais rápido. Então eu saberei, com tempo de sobra para me preparar, o que vocês estiverem tramando por aqui. Não tentem fazer nada que envolva a mim ou a minha família. Porque do contrário eu voltarei aqui e acabarei de uma vez por todas com esse seu sorrisinho irritante. Avise também os outros dois! O diretor e o roteirista! — sibilei com raiva. — Guarde bem o que digo… Não sobrará nada se eu tiver que voltar aqui.

O ator me olhou nervosamente, mas assentiu com a cabeça. Aredhel retornou arrastando Thor e o sósia dele. Novamente uma nova sessão de fotos. Thor e Aredhel estavam adorando tudo. Eu jamais pensei que faria aquele tipo de bobagem. Nunca havia me imaginado em situação tão ridícula quanto aquela. Realmente eu estava irreconhecível, Aredhel me mudara totalmente. Eu cobraria com juros a Aredhel o que ela estava me obrigando a passar.

No meio daquela multidão eu avistei duas pessoas que me deixaram um pouco chocado. Afastei-me de Aredhel e os novos amiguinhos dela e os segui. Eu não podia acreditar na semelhança deles. Eram os sósias de Frigga e Odin. Aproximei-me deles e eles me fitaram um pouco surpresos. O ator que interpretava Odin aparentou ficar nervoso ao me ver. A atriz se aproximou de mim e pegou a minha mão.

— Thor nos contou sobre a mãe e o pai de vocês. Eu realmente sinto muito — murmurou a mulher com um olhar triste. — Se eu soubesse que isso teria consequências em outra realidade eu jamais aceitaria fazer aquela cena. Jamais teria concordado com a morte dela.

Dei um suspiro triste. Era tão estranho ver alguém tão parecido com minha mãe e não ser ela. A mulher ficou me olhando por um tempo e sem aviso me abraçou. Sem pensar em nada eu apenas correspondi ao abraço. O outro ator se aproximou de nós e deu um tapinha em meu ombro. Afastei-me meio constrangido da mulher e dei um leve sorriso para os dois. Os dois se apresentaram para mim e eu os cumprimentei. Logo depois eu me afastei indo atrás de Aredhel novamente.

No caminho vi os tais “Avengers” interagindo com seus respectivos atores. Eram fotos e gente para todos os lados. Eu já estava agoniado com aquela aglomeração de midgardians. Quando finalmente avistei Aredhel, vi que ela continuava conversando com meu “intérprete”. Na verdade eles estavam fazendo uns movimentos estranhos. Logo me lembrei dos vídeos do ator que eu havia assistido e reconheci. Eles estavam dançando uma daquelas danças esquisitas dos midgardians. Ele estava ensinando à Aredhel os passos patéticos que ele apresentava em suas entrevistas. Nesse meio tempo um novo grupo de midgardians me cercou e mais fotos foram tiradas. Quando olhei novamente Aredhel estava abraçando o ator. Aquilo já era demais. Passei a mão pelo rosto tentando me controlar. Acredito que minha raiva era tão evidente que os humanos, que ainda estavam ao meu redor, se afastaram velozmente e saíram de meu caminho. Marchei em direção a Aredhel, que já havia se afastado do inseto. Agarrei-a pelo braço puxando-a.

— Vamos embora, Aredhel! Já chega disso tudo! — quase gritei com ela.

— Loki! — rebateu e puxou o braço de volta.

— Ei! — o ator começou, com um semblante sério. — Solte-a. Eu acho que você não deveria tratá-la…

— Você não se meta! — rosnei em fúria. — E nunca mais ouse tocar em minha mulher! Muito menos abraçá-la! — avancei sobre ele.

— Loki! Já chega! — bufou Aredhel me empurrando para longe do ator. — Eu estava apenas me despedindo dele! Já falei para você aprender a controlar esse seu ciúme! — disse entredentes para mim.

— Vamos embora! Agora! — vociferei bufando de raiva.

— Mais uma vez me desculpe pelo ocorrido — ela sorriu sem graça para o meu sósia. Ele fez menção de dizer algo, mas acenou com a cabeça e prosseguiu. — Não se preocupe. Não deixarei ele chegar perto de você novamente. Tem a minha palavra — foi firme.

— Tudo bem — ele sorriu levemente. — Sem ressentimentos. Eu já falei que entendo a revolta dele. Prometo que vou conversar com os produtores dos filmes. Vamos ver como contornamos essa situação.

— Sim, sim… Realmente espero que tudo dê certo… — Aredhel meneou a cabeça.

O outro franziu o cenho, trocou olhares com Aredhel e logo em seguida me fitou por um tempo com um semblante preocupado. Eu o encarei de volta, furioso.

– Não se preocupe. Eu sei como cuidar disso. Ele não me fará mal. – Aredhel falou de repente dando um sorriso.

— Inacreditável… — murmurou meio rindo o ator. — Foi um prazer lhe conhecer, Aredhel. E também foi surpreendente conhecê-lo, Loki. Até — despediu-se e foi embora.

Puxei Aredhel fazendo-a me encarar.

— Hoje a senhora passou dos limites! — trinquei os dentes. — Primeiro ficou de conversinhas com aquele verme, depois as fotos, dancinhas e agora até abraços? Estava cheia de intimidades com ele! — gritei. — Eu já lhe avisei Aredhel, não brinque comigo! — rosnei baixo, apertando o braço dela.

— Loki, eu já avisei para você que eu não sou sua propriedade — retrucou atrevida, se desvencilhando de mim. — Não sou um objeto. Você não manda em mim. Eu não fiz nada de errado! Eu não posso mais falar com nenhum homem? Eu o abracei, mas foi um abraço de amigo, de despedida — disse toda irritada.

— Não Aredhel! Não pode! Você é minha mulher! Só minha! — gritei e respirei fundo tentando me controlar. — Eu não gosto que outros homens se aproximem de você. Eu não consigo me controlar. Então se não quiser que o próximo homem seja morto, evite repetir esse tipo de cena novamente! — fui direto.

De repente apareceu um grupo de mulheres gritando. Praticamente empurraram Aredhel para longe de mim e me puxavam de um lado para o outro. Se eu entendi bem, estavam me disputando. Algumas começaram a me abraçar enquanto outras se penduravam em minha roupa ou tiravam fotos. Havia até mulheres chorando de forma patética. Olhei para Aredhel e percebi que estava bastante irritada, com os braços cruzados sobre o peito, me encarando lívida de raiva. Eu sorri maquiavelicamente. Minha esposa ciumenta pareceu ler meus pensamentos e balançou a cabeça negativamente. Aceitei o desafio… Virei-me para as moças.

— Como as donzelas desejam suas fotos? — usei meu tom o mais galante o possível de voz.

Algumas suspiraram, outras gritaram histéricas. Olhei para Aredhel e ela estava visivelmente furiosa.

— Você me carregaria nos braços? — uma delas pediu.

Olhei novamente para Aredhel e ela murmurou com os lábios para mim “Não ouse”. Sorri maliciosamente para ela.

— Claro milady — respondi para a mulher fazendo uma reverência.

Carreguei a moça em meu braços, posei para a foto e a coloquei de pé novamente. Aredhel se aproximou de nós a passos largos. Chegou empurrando as mulheres de forma brusca, que a olharam indignadas. Puxou-me pelo braço e saiu me arrastando.

— Ei! Por acaso você é dona dele? — gritou uma delas.

Aredhel se virou e lançou um olhar fulminante para a mulher.

— Sou! Ele é meu! Meu marido! — rosnou com um sorriso assustador no rosto.

As mulheres olharam para ela chocadas. Ouvi elas comentarem coisas do tipo “Como ela conseguiu?”, “Nem bonita ela é” e “O que ele viu nela?” Eu ri. A competição entre as midgardians era venenosamente acirrada.

— Viu como é bom experimentar do próprio veneno? — provoquei-a enquanto nos afastávamos.

— Você fez isso de propósito! É diferente! — sibilou.

— Você sabe que eu não gosto que se aproxime de outros homens, então você faz de propósito também — rebati.

Aredhel bufou. Passado o pequeno embate, fomos ao camarim, pegamos a mochila que Aredhel trouxe e depois nos juntamos aos demais para partir. Stark ainda tagarelava com o seu intérprete. Ao ver Aredhel, Stark se despediu do ator e se aproximou dela. Impaciente e cansado de tudo aquilo, eu o encarei. Ele não pareceu se intimidar, sorriu cinicamente para mim e me ignorou.

— Então “Lady Rena” — começou descontraído —, dessa vez posso agradecer pessoalmente as dicas que você me deu há alguns anos. Graças a isso juntei o quebra-cabeça mais rápido. Só demorei para sacar quem era o inimigo do passado que apareceria. Digamos que eu sempre fiz muito inimigos ao longo de minha vida.

— De nada, Tony — sorriu Aredhel. — Eu não dei todos os detalhes porque era complicado eu revelar tudo. Às vezes tentar alterar as coisas podem deixar a situação pior — falou com um semblante sombrio.

Porque Aredhel tinha que chamá-lo pelo primeiro nome? Os demais ela chamava pelo sobrenome! Por que tanta intimidade com ele?

— Por falar em alterar histórias — continuou Stark. — Thor me contou sobre os filmes e sobre você não ser vidente. Ele disse que você tentou mudar os acontecimentos, mas não conseguiu.

— Sim… — ela anuiu entristecida. — Parece que eu podia mudar algumas coisas, mas não os principais fatos e nem as mortes.

Aproximei-me dela e segurei sua mão. Ela me olhou com um semblante triste. Stark ficou pensativo e depois olhou para Aredhel com um olhar astuto.

— Bom. Chegou a hora de eu partir também. Até a próxima, “Homem Rena” — sorriu erguendo as sobrancelhas. — E Lady Aredhel — pegou a mão dela e depositou-lhe um beijo.

Aredhel apertou minha mão com força. Eu fuzilei Stark com os olhos. Ele apenas se limitou a sorrir sarcasticamente e depois foi para junto dos outros.

Ela se afastou de mim dizendo que iria se despedir dos demais. Fez questão de novamente agradecer a todos e, aos poucos, os Avengers e os guerreiros de Asgard começaram a se despedir e, em seguida, partirem. Nesse mesmo momento me aproximei de Thor.

— Thor, eu preciso falar com você — murmurei meio sem jeito.

— Diga, irmão — Thor abriu um largo sorriso.

— Mais uma vez eu queria agradecer por ter salvo Aredhel — fui direto ao ponto. — Eu não sabia o que faria se a perdesse. Então… — crispei os lábios. — Eu serei eternamente grato pelo que fez.

— Não se preocupe, irmão. Eu sei o quanto ela é importante para você. Era o mínimo que eu poderia fazer — disse todo empolgado. — Além do mais, você também salvou Jane de ser levada por aquela bomba em Svartalfheim.

— Pois é exatamente sobre Jane que quero falar — prossegui e conjurei a outra maçã de Iduna que havia guardado.

Sem nada comentar, depositei a maçã nas mãos de Thor e ele me fitou boquiaberto.

— Agora pode torná-la uma de nós — fui sucinto.

Thor me olhou todo sorridente e me puxou para um abraço.

— Obrigado, irmão — murmurou emocionado.

— De nada… Irmão… — sussurrei.

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Escritora, nerd e "moça da informática".