Fanfic – A mulher do meu destino – 8 — Jurei mentiras e sigo sozinho… Assumo os pecados

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No alto de um morro, finalmente, avistamos a aeronave de Malekith. Chegara a hora de executar a farsa. Estendi os pulsos para Thor retirar as algemas.

— Você ainda não confia em mim, irmão? — perguntei e Aredhel piscou em minha direção.

— Você confiaria? — respondeu Thor.

Thor. Em seguida retirou as algemas.

— Não. Eu não confiaria — murmurei.

Conforme o combinado, eu apunhalei Thor e o empurrei morro abaixo. Depois pulei e desci em sua direção. Aredhel veio atrás arrastando Jane que gritava por Thor.

— Você realmente acreditou que eu me importava com Frigga, com alguém? — falei para Thor e em seguida, chutei sua cabeça.

Aquele teatro estava sendo divertido.

— Tudo o que eu sempre quis foi ver você e Odin mortos aos meus pés! — rosnei para Thor.

Thor levantou a mão para invocar o Mjölnir, mas peguei a adaga e criei a ilusão de que cortara sua mão fora. Thor gritou. Jane tentou correr até Thor, mas Aredhel a puxou, derrubando-a no chão. Aredhel tinha um sorriso jocoso no rosto. Ela parecia gostar de verdade de maltratar Jane. Se ela estava fingindo, estava fazendo isso muito bem.

— Malekith, eu sou Loki de Jotunheim e eu lhe trouxe um presente! — falei carregando Jane e jogando aos seus pés. — Eu só peço uma coisa em troca, um bom lugar que dê para assistir Asgard queimar — completei.

Malekith e o monstrengo trocaram algumas palavras inteligíveis. Aredhel cruzou os braços, ainda parecendo muito segura e tranquila. Em seguida Malekith dirigiu-se até Thor e o empurrou com o pé. Ordenou que ele olhasse para ele. Em seguida ergueu Jane no ar e começou a extrair o Aether. Quando Malekith terminou, Thor gritou para Aredhel e para mim. Aredhel correu e deitou sobre Jane. Eu desfiz a ilusão sobre o braço de Thor e deitei-me sobre as duas mulheres. Thor invocou seu Mjölnir e desferiu um raio sobre o Aether, que flutuava, fazendo-o explodir.

Os estilhaços do Aether começaram a flutuar, juntaram-se formando o Aether novamente e Malekith o absorveu. O plano de Thor falhara. Levantei-me, junto com Aredhel, e Thor começou a atacar os elfos negros a fim de evitar a fuga deles. Vi o mostrengo pegar algo, acionar e jogar próximo a mim das outras duas. Ao me virar, Jane estava caída no chão e Aredhel a tinha empurrado. Sem pensar muito, também empurrei Aredhel, mas esta agarrou meu braço me puxando.

— Loki! Não! — ela gritou.

A bomba explodiu atrás de mim e sua força começou a me puxar. Aredhel não largou meu braço e acabou sendo puxada junto comigo, estávamos flutuando, sendo sugados. Pensei que era nosso fim. De repente, Thor surgiu voando e nos derrubou.

Malekith partiu e deixou o monstro e alguns soldados. Thor começou a lutar com grandalhão e os demais soldados me cercaram. Sem alternativa, tive que lutar com eles com o auxílio de minha adaga. Aredhel puxou Jane e juntas se esconderam atrás de uma rocha.

Quando terminei com os soldados vi que Thor estava em grande desvantagem com o brutamonte. Peguei uma das espadas dos soldados e segui para ajudar Thor. Enquanto o monstro atacava Thor eu o atravessei com a espada. A criatura virou-se para mim e agarrou-me cravando a espada em mim. Ou melhor… Em uma de minhas réplicas. Na verdade, eu nem ferido fora pelo monstro. Tudo não passara de uma ilusão, parte de meu plano.

Thor e Aredhel gritaram. Em seguida o monstro atirou-me ao chão. Entretanto ele não notara que enquanto ele segurara minha réplica, eu acionei uma daquelas bombas que ele carregava na cintura.

— Vejo você no inferno, monstro — falei entredentes.

Neste momento a bomba explodiu e começou a consumi-lo em pleno ar, até que desaparecesse por completo. Thor correu em minha direção e Aredhel também. Os dois choravam. Agora era a hora de executar a segunda parte do planejado, simular minha morte.

Thor me amparou em seus braços e Aredhel ajoelhou-se ao meu lado agarrando uma de minhas mãos.

— Não, não! Tolo, você não me ouviu! — falou Thor visivelmente emocionado.

— Eu sei, eu sou um tolo. Eu sou um idiota — gemi.

— Fique comigo. Fique! — implorou Thor.

— Eu sinto muito. Sinto muito. Eu sinto muito…

— Sshh — assobiou para mim acenando com a cabeça. — Está tudo bem. Eu vou dizer ao nosso pai o que você fez aqui hoje.

— Eu não fiz isso por ele — revelei.

Fechei os olhos e mudei a aparência de minha pele. Thor gritou e eu podia ouvir Aredhel chorando copiosamente. Confesso que se eu não imaginasse que ela sabia de meu plano, como ela havia sussurrado para mim, teria até acreditado em suas lágrimas. Estava pasmo com a sua habilidade de atuar.

Eles ficaram calados por um tempo e tudo que eu ouvia eram os soluços de Aredhel.

— Temos que partir. Uma tempestade se aproxima — ouvi Thor falar.

Ouvi passos que presumi ser Jane se aproximando. Thor se levantou, mas Aredhel não se mexeu e nem largou minha mão.

— Eu não irei Thor. Eu vou ficar — falou Aredhel com a voz chorosa.

— O quê? Você não pode ficar aqui. Eu sei que você tinha grande apreço por meu irmão, mas ainda temos que ir atrás de Malekith e recuperar o Aether — falou Thor.

— Eu ficarei bem — ela prosseguiu. — Em breve chegará um guarda que nos seguiu de Asgard. Ele levará o corpo de Loki e a mim para de volta para lá. Odin tem que saber o que ele fez aqui. Quanto a Malekith… — fez uma pausa — A batalha contra ele será inevitável. Eu explicarei a vocês tudo o que vi e que possa ajudá-los.

Ouvi Thor suspirar.

— Vocês dois encontrarão uma caverna para se abrigaram e lá, Jane, seu celular tocará — Aredhel começou a explicar. — Siga o sinal do celular e vocês encontrarão um dos portais que levam para a Terra e as chaves de seu carro. Malekith irá para a Terra por causa da convergência dos mundos. Procurem a ajuda de Erik Selvig, ele tem um equipamento que será de grande ajuda para vocês. O local da convergência na Terra será em Greenwich. Isso é tudo que posso dizer para ajudar vocês. Tomem cuidado — parecia mais calma.

— Tem certeza de que deseja ficar? — perguntou Thor.

— Sim. Eu, indo para lá, só atrapalharia vocês, eu não pertenço àquele mundo também, lembra? — rebateu Aredhel.

— Sabe que o que fizemos foi traição. Meu pai pode não lhe perdoar desta vez. Sabe que seu destino poderá ser a morte — alertou Thor.

— Eu já disse que ficarei bem. Vão! — ordenou Aredhel.

— Está bem. Que assim seja — Thor concordou meio contrariado.

Ouvi passos se afastando e depois um breve silêncio. Aredhel ainda segurava minha mão. Até quando ela fingiria? De repente ela largou minha mão e começou a me sacudir.

— Loki! Acabe logo com isto! Eu sei que é uma ilusão! — falou meio angustiada.

Ela não tinha certeza de que eu estava vivo? Por que toda aquela aflição? Continuei fingindo para ver no que ia dar. Divertia-me o desespero na voz dela.

— Loki! Por favor… — implorou com a voz chorosa. — Não… Não pode ter dado errado… — debruçou-se sobre meu peito.

Tentei continuar quieto, até que a ouvi começar a chorar de novo. Foi impossível conter o riso e tive que desfazer a ilusão. Minhas gargalhadas deixaram Aredhel furiosa e ela começou a me bater.

— Seu idiota! Você quase me matou de susto! — gritava enquanto me esmurrava.

— Chega! — gritei ainda rindo e em seguida me levantei — Estou vivo! É o que importa, não?

Ela me olhava calada com os olhos inchados e lágrimas no rosto.

— Eu sabia que não poderia esconder isso de você, certo? — continuei falando. — Foi por este motivo que me sussurrou aquilo no palácio, não? Você sabia de meu plano e disse que me apoiaria até o fim, não é?

Apenas anuiu silenciosamente, movendo a cabeça, mas ainda me olhava pasma.

— Confesso que fiquei receoso que contasse a Thor e.. — continuei falando.

De repente, Aredhel me abraçou forte. Depois ergueu a cabeça e, apertando-me mais naquele abraço, me fitou com os olhos cheios de lágrimas novamente.

— Fiquei tão assustada.. — murmurou e uma lágrima desceu pelo rosto dela. — Pensei que eu tivesse mudado algo e que realmente estivesse morto…

Fiquei chocado. Ela ficara mesmo preocupada comigo? Então o choro todo não era fingimento? Ela realmente se importava comigo? Engoli em seco e uma sensação estranha percorreu meu corpo. Era assustador e ao mesmo tempo agradável o abraço dela. Quando dei por mim, estava sorrindo.

— Agora está tudo bem… — falei me recompondo e colocando a mão sobre seu ombro — Agora já pode me soltar — disse em meio a um sorriso.

Ela soltou-me e enxugou as lágrimas do rosto.

— Desculpe-me — sorriu meio sem graça.

— Vamos. Está na hora de voltar para Asgard — lembrei.

Gabi Luz

Escritora, nerd e "moça da informática".