GODLESS, Western feminino da Netflix – resenha

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Google+ 0 Filament.io 0 Flares ×

Salve, salve, seres humanos da terra.
Esses dias eu esbarrei com um trailer de uma série que parecia muito interessante, GODLESS: Welcome to no man’s land. O teaser não revelava muita coisa, mas a premissa era de um grupo de bandidos que chegava em uma cidade só de mulheres, e isso me interessou um pouco.

 

 

Eu fiquei realmente interessado quando soube que a Merrit Wever estava na série. Assisti. E aqui vai a minha humilde resenha.

Um resumo da série:

GODLESS conta a história do Roy Goode, que era um bandido, mas traiu o seu mentor, Frank GriffinGriffin fica putasso, por que ele é passional e fica caçando Roy Goode por ali pela região. Ele mata uma cidade inteira, logo no primeiro episódio, e diz que o vai matar todo e qualquer um que esconder o Roy GoodeRoy acaba chegando em La Belle, que essa cidade onde quase todos os homens morreram

A série se baseia em esperar o bando do mal do Frank Griffin chegar na cidade e tentar descobrir o passado desses caras.

 

 

O que eu achei que seria?

Fiquei levemente chateado com a série, mas isso é um pouco por que eu criei uma expectativa própria. Explico:

Quando eu li a sinopse e vi que tinha uma cidade de mulheres, eu imaginei que a série teria foco nessas mulheres. Confesso que imaginei uma cidadezinha meio inspirada na ilha das amazonas. Achei que os caras iam chegar lá, achar que iam se dar bem e, no fim, descobrir que as mulheres eram de um culto matriarcal fodão que seduz os caras e depois matam todo mundo.
Criando depois as filhas e matando os bebês meninos em algum tipo de ritual muito louco e sinistro, o que explicaria a cena do bebê, que é um menino, com a cobra.

Não é nada disso.

 

 

O que é GODLESS?

As mulheres são só mulheres normais. A cidade é uma cidade normal. E o pior de tudo: A história não é sobre elas. A história é sobre a tretinha entre o Roy Goode e o Frank Griffin, que só chega na cidade no final da série.

O que me incomoda mesmo é que as personagens femininas, que tem muito destaque na abertura, não são o foco da história. Enquanto elas ficam ali, fodidas na cidadezinha delas, quem guia a história são os caras. Elas fazem coisas interessantes, mas elas sempre parecem muito reativas. Elas vão vivendo a vida e resolvendo os problemas, mas quem toma as atitudes e põe a história para rodar, são os caras.

 

 

Tem o jornalista mais burro do mundo, que cagueta o povo. Tem o sheriff sem sombra que resolve ser herói e caçar os bandidos sozinho. Tem o Roy Goode que é o ex-bandido de bom coração que diz “eu sou perigoso, não posso ficar aqui.”. Tem o Frank Griffin que da ação para a série, viajando por toda a região e matando todo mundo. É isso.

Tem personagens femininas também. Tem a Alice Fletcher, que é viúva, sabe atirar muito, sabe cavalgar, mas não consegue ensinar nada disso para o filho. Ela precisa do Roy Goode, salvador da pátria, para ser figura paterna pro guri e para cuidar dos cavalos. Tem a Mary Agness (Merrit Wever), que tem que criar os filhos do irmão. Ela saca rápido, mas o arco dela é um romance com a professorinha Dunne, que é uma personagem interessante (que mulher linda meu deus do céu). Tem uma menina alemã que se apaixona por um detetive que procura por ela. E é isso. Só isso.

 

 

Concluindo.

A trilha é legal. A direção é legal. Cenas de tiroteio bem interessantes (com problemas, mas interessante mesmo assim). Mas a série tem uma série de problemas.

O que mais me incomoda é que GODLESS me parece uma série panfletária. Tem um tiroteio incrível com as mulheres no final, e isso fica lindo no trailer, mas a série não é sobre elas. Tem cenas que mostram que alguma mulher é fodona (a Mary Agness saca mais rápido que o ajudante de sheriff), mas logo depois a história volta a ser sobre os caras.

 

 

Então é isso.GODLESS é uma série legal, mas não me parece a série feminista super empoderada que eu adoraria que fosse.
Talvez valha a pena assistir mesmo assim.
Deixe sua opinião aí nos comentários.
Compartilhe esse post.
Um abraço.
E tchal.

post publicado originalmente por mim em Lugar Nenhum

vulto

"Depois de mim sou eu."