Lethal Weapon ou Máquina Mortífera

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Baseada no longa Máquina Mortífera, Lethal Weapon chega para tentar resgatar a divertida relação policial do clássico.

Essa onda de remakes eu nunca gostei tanto em filme quanto em série, principalmente fazer de um filme uma série com muitos episódios. Daí de tanto insistirem eu comecei a ver a série que sua temporada 1 já finalizou e está renovada para a 2, e tive a grata surpresa! Lethal Weapon é ótima e conserta esse defeito, aprofundando mais na origem de seus personagens, mas mantendo a essência da trama original.

O alivio cômico fica por conta do personagem Martin Riggs (Clayne Crawford), e esse alívio cômico é acompanhado de trauma que Riggs passa o deixando inconsequente. Uma das grandes mudanças em relação ao roteiro original é que o criador optou por mostrar a tragédia em si, ao invés de apresentá-lo apenas em luto.

Riggs é novato já que se muda do Texas para L.A e se junta ao detetive Roger Murtaugh(Damon Wayans), que está retornando às ruas após uma cirurgia cardíaca, e por isso precisa pegar leve no nervosismo. Ser o parceiro de Martin não ajuda a sua situação, já que ele é constantemente metido em enrascadas ou se preocupa com a eminente morte do parceiro.

Lethal Weapon estreia com um bom episódio, consegue agradar. Clayne Crawford está maravilhoso em papel, entregando perfeitamente um homem que já perdeu as esperanças da vida. Damon Wayans também faz bonito em seu personagem sério e cômico ao mesmo tempo, inteiramente focado na família, mas não há como negar que sentimos falta de algumas piadas vindas dele.

Entre tantos procedurais estreando nessa fall season, Lethal Weapon eu achei uma grande ideia. Riggs é o tipo de cara que rapidamente cairá na graça do público e rever a dupla de policias que tanto nos agradou nos anos 80 é um adendo para a série.

Em suma, já que não podemos fugir desse mundo que insiste em reutilizar nossos clássicos, não custa nada aproveitar de Lethal Weapon como uma série policial divertida.

A série passa na Fox nos EUA e no Brasil é na Warner.

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Feminista, Host do Alias e do Pílulas de Beleza, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!