Logan – Resenha sem Spoilers

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Confesso que Hugh acertou em bater o pé e exigir um filme + 18 ao personagem, apesar que na sala que eu fui estava cheio de crianças. Não eram adolescentes, crianças mesmo. Fazer o quê, né?

Mas Logan é o filme em que você mergulha e não sente o tempo passar. Vi um vídeo dizendo que ele é longo e precisava cortar uns minutos, mas se cortasse acho que não faria sentido. O filme é cru, sarcástico, com um “Volverino” ranzinza pela idade, chato, e um leão com Xavier em protegê-lo e sim ele está velho e doente.

Ali não tem galã não. É um velho sujo, doente, barbado se escondendo junto com Xavier do passado que houve e que mudou o mundo. Não diz o quê, mas trouxe consequências.

Muito mais que o filme de ação sangrento que os fãs queriam, esta é uma estória de intensa humanidade. Os personagens são verdadeiros humanos (ou mutantes). São patéticos, felizes, deprimidos e engraçados, tem tempo de respirar e existir organicamente no seu mundo e as suas conexões criam um laço emocional fortíssimo com o público. E é essa humanidade que dá à violência verdadeiro significado além do puro espetáculo.

O roteiro não se aprofunda, mas dá o tom da coisa. É muito um roadie movie, com toque de Clint Eastwood nos anos 70 e assim Hugh Jackman encerra com um filme na medida para o personagem. Violento, sangrento, velho, cansado, mas acima de tudo seu último ato foi fazer o bem. Hugh entregou o bastão com maestria.

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Feminista, Host do Alias e do Pílulas de Beleza, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!