O Alquimista – Paulo Coelho (Resenha)

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Um jovem pastor andaluz passa a ter sonhos recorrentes que acredita serem proféticos. Decidido a descobrir sobre o que se tratam, vai a uma cidade próxima consultar uma adivinha romani, que confirma a profecia e aponta um tesouro nas Pirâmides do Egito. Ao começar sua jornada, encontra um velho rei chamado Melquisedeque, que o convence a vender suas ovelhas e sair em uma jornada em busca do tesouro de seus sonhos e de sua Lenda Pessoal.

O Alquimista é um livro escrito pelo brasileiro Paulo Coelho em 1988. Muitas vezes desprezado pelos críticos literários brasileiros (assim como o resto da obra do autor), ironicamente, também é um dos livros mais vendidos da história, que apesar de beirar suas três décadas, ainda aparece algumas vezes em listas de mais vendidos do ano.

Nesse romance alegórico, acompanhamos a jornada do jovem Santiago pelo Egito em busca do tesouro com o qual sonhou e de sua Lenda Pessoal. Em sua jornada, Santiago conhece diversas pessoas que aos poucos vão ensinando, direta ou indiretamente, mais sobre o universo, o poder dos desejos e fazendo com que compreenda mais sobre si mesmo.

O conceito central do texto e que muitas vezes leva o livro a ser classificado como uma obra de auto-ajuda, a “Lenda Pessoal” seria de acordo com a narrativa, aquilo que a pessoa sempre quis conquistar, que quando uma pessoa realmente deseja, todo o universo conspira para que seja conquistado. E não, não é spoiler, isso é dito a primeira vez logo no comecinho e repetido várias vezes até o fim da história.

O Alquimista é uma narrativa curta e escrita em linguagem simples, é fácil se entender o apelo, a leitura flui com facilidade e a história é bem gostosa de ler. As mensagens de buscar autoconhecimento e de acreditar nos seus desejos são positivas e a jornada de Santiago é divertida. Mudou minha vida? Definitivamente não, mas se tantas pessoas no mundo dizem que mudou a delas, acredito ser uma leitura bastante válida.

Vinicius Mendes

Escritor, redator publicitário e conspirador pela dominação mundial. Quando não está trabalhando ou estudando, assiste animações e filmes chatos, conhece uns graphic novels e mangás, lê de Paulo Coelho a Saramago, joga videogame e RPG de mesa e tenta fazer receitas de doce que aprende no Youtube.

  • parabéns ao Vinicius por resenhar esta obra brasileira. Temos grande dificuldade de aceitar o produto nacional, por mais que Paulo Coelho seja reconhecido mundo afora, aqui preferimos denegrir.

    • Fabiana Murray

      Eu concordo. Eu sou uma das maiores consumistas de livros nacionais e percebo que fico meio fora das coisas.