O RPG e a Metafísica: Preliminares I

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Inicia-se, então, a série de artigos sobre o apreciado RPG e a temida e misteriosa Metafísica.

O RPG

O RPG (role-playing game), é um jogo no qual o jogador interpreta um personagem, dentro de um sistema de regras que define o mundo junto com o mestre. Este jogo utiliza de muita imaginação, e precisa que todos os jogadores compartilhem entre si os mais diversos tipos de conhecimentos que possam ajudar a melhorar a qualidade da partida.

Para entender ainda melhor:

O Jogador e o Personagem: numa partida de RPG, cada jogador precisa ter seu personagem, que é feito de acordo com as regras de cada sistema de jogo. Estas regras ajudam a definir a personalidade, as habilidades e até os poderes especiais do personagem.

Por exemplo, estou mestrando uma aventura de D&D 3.5, e meus sobrinhos têm cada um o seu personagem, Maurício tem um Halfling Ladino chamado Onidal, e João tem um Elfo Druida chamado Liadon. Durante a partida eles interagem com os outros jogadores, e ainda com todo o mundo, ou o cenário no qual se encontram os personagens.

O Mestre e o Mundo: o mundo, ou o cenário, é o lugar onde se encontram os personagens dos jogadores, é todo um mundo imaginado e criado para o jogo do RPG. O mundo é definido e descrito pelo Mestre, assim como tudo o que acontece e o que há nele. O mundo criado pelo mestre, tem também seus limites de acordo com as regras de cada sistema de jogo.

Por exemplo, nesta mesma aventura que estou mestrando de D&D 3.5, eu criei um mundo, onde acontece a história, e dediquei-me de modo especial a um reino no sul de um continente ocidental. Neste reino, há uma grande desavença entre os Nobres, o Clero e os Militares e quem mais sofre por causa disso é a população, pois tal desavença desestabilizou a segurança, o comércio e todo o estilo de vida dos moradores do reino. Neste reino os jogadores, interpretando seus personagens, são estimulados ou desafiados a agir no meio deste cenário, e de algum modo fazer a diferença, como fizeram recentemente livrando o porto da cidade de uma invasão de Góblins, Bugbears e Robgóblins.

O Sistema de Regras: Quanto ao sistema de regras, o que citei acima D&D 3.5, é o Dungeons and Dragons, que é um ícone do RPG que influenciou diversos livros, filmes, desenhos e jogos eletrônicos. Este é um sistema de jogo no estilo de fantasia-medieval, mas há ainda outros sistemas também como o Storyteller, que também é bem famoso, segue um estilo punk-gótico anos 80-90, no qual  o jogador pode interpretar, num mundo como o nosso, um personagem místico como um vampiro, lobisomem, mago entre outros seres que vivem escondidos dos seres humanos.

Durante a partida, o sistema de regras e os dados vão viabilizando a interação do personagem (jogador) com o mundo-cenário (mestre), de modo a impor limites e estabelecer critérios para que seja possível ou não cumprir determinada ação. O tabuleiro também é uma ferramenta preciosa, junto com um monte de miniaturas, que permitem uma ilustração daquilo que o mestre o jogador estão imaginando. O papel e o lápis são ferramentas poderosas numa partida de RPG, pois com eles a imaginação toma forma, o personagem idealizado torna-se uma ficha e em estantes há uma caverna inteira para ser explorada…

Cara…

Escrever tudo isso me deu muita vontade de jogar…

FONTES:

Dungeons and Drangons 3.5, Livro do Jogador;
Dungeons and Drangons 3.5, Livro do Mestre;
Vampiro a Máscara, Edição Comemorativa 2o anos;
Vampiro a Máscara, Manual do Narrador;
Vampiro a Máscara, Guia do Jogador.

Eduardo Martins

Seminarista Católico; Acadêmico; Nerd; Jogador e Mestre de RPG. Quando tenho tempo livre, faço mais coisas também!

  • Mauricio Martins

    Excelente! Realmente, falar sobre RGP e imaginar tantas possibilidades dá vontade de jogar.

    • RGP? huahuahuauhauha

      • Mauricio Martins

        Errei por um! uashuahsua

    • Eduardo Martins

      É cara…
      “RGP” é tenso…

  • Bem explicado o conceito de RPG! Mas e a metafísica? Agora a vontade de jogar a gente pode resolver! uhauahuauhahu

    • Eduardo Martins

      Vamos por partes…
      Ainda estou nas “Preliminares I”!
      A metafísica está chegando!