Rat Queens – mulheres incríveis, aventura e porradaria (quadrinhos) – resenha

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Salve, salve, humanas, elfas, miuças e anãs.

Hoje eu quero falar de uma hq gringa, mas que não é nem da Marvel e nem da DC, e sim da Image Comics. Hoje eu quero falar de Rat Queens!

Rat Queens capa

Rat Queens é uma história de fantasia medieval que conta as histórias de um grupo de mercenárias conhecidas como as Ratas Rainhas (Rat Queens), formado por Hannah, uma maga meio-elfa filha de necromantes, Violet, uma anã guerreira sem barba, Dee Dee, uma clériga de N’Rygoth que questiona a própria fé, e Betty, a miuça ladra mais legal de todos os tempo.

As Rat Queens é um dos muitos grupos de mercenários da cidade de Paliçada. Nas histórias elas fazem missões, sofrem tentativas de assassinato, brigam pra caramba e, eventualmente, salvam a cidade de ogros vingativos e deuses do mal.


O que eu achei?
Eu amei essa história por um motivo bem simples. As personagens são mercenárias de verdade. Elas xingam, bebem, se drogam, transam para caramba e matam gente, e monstros, sem o menor remorso. É uma história para maiores, cheia de sangue, cerveja anã, cogumelos “mágicos”, brigas de bar, goblins mortos, desmembramento, ogros vingativos, e muito sangue. Acho que eu já tinha falado sangue, mas é que tem muito sangue mesmo.

O grupo é de uma formação clássica de D&D, isso é óbvio, e as comparações com RPG são inevitáveis. Uma coisa que a gente esquece de considerar quando jogamos RPG é como a violência é feia. A gente bate com uma espada em um soldado, deixe ele caído no chão quase morto e esquece o quanto isso envolve sangue e tripas. Rat Queens não esquece disso. Muitas cabeças cortadas. Muitos membros decepados. Muita espadada atravessando corpos. É lindo.

Outra coisa que a gente esquece, enquanto joga RPG, é o quanto lutas são dinâmicas. No RPG tudo é muito organizado e lógico, enquanto em batalhas reais é tudo uma bagunça. Rat Queens retrata isso de forma magistral. A ação é fluída, dinâmica e muito bem desenhada.

Apesar de todas as personagens principais terem essa personalidade de mercenário que eu comentei, mesmo assim cada uma delas tem características de personagens muito únicas. A Dee tem suas questões. A Violet tem de se provar o tempo todo tentando encontrar o seu lugar como líder estrategista. A Hannah, briguenta, sempre puta com tudo e com sua origem secreta. E a Betty, que é a mais transante, drogada, transgressora demente e, ao mesmo tempo, a personagem mais fofa de todas.

Até os personagens secundários são excelentes e vão encontrando os seus lugares na trama. A Braga é foda, a maga elfa que eu esqueci o nome é legalzinha, o Sawier tem seu papel, a Lola é INCRÍVEL e até os Daves são legaizinhos.

Resumindo: Não é uma hq para puritanos. Não é uma hq para não-transantes. Não é uma hq para menores. E é uma das melhores hqs que eu li já faz um tempo. É sério. Já coloquei as Rat Queens como capa no facebook e no twitter.

Rat Queens é uma hq que começou em 2013 e, até onde eu sei, já tem 2 volumes encadernados traduzidos que você encontra na Amazon.

Se você ainda está na dúvida, você consegue comprar a primeira edição em eBook (inglês) por 3 golpinhos e ler só para ver se curte. Recomendo muito.

Roteiro: Kurtis J. Wiebe
Arte: Roc Upchurch

Então é isso. Rat Queens é fenomenal! Eu praticamente comi as revistas. Leia.
E deixe aí o seu comentário.
Um abraço.
E tchal.

post publicado originalmente por mim em Lugar Nenhum

vulto

"Depois de mim sou eu."