Redenção – A Morte de Fury – 32

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O baque na sala de treinamento da HYDRA parecia ter estremecido o prédio e os arredores, se Diana soubesse em que lugar estava naquele momento. O zunido em seus ouvidos a deixaram um tanto tonta. Uma leve dor de cabeça fez com que franzisse o cenho e respirasse fundo.

Merda.

Soltou um silvo de dor pela pontada aguda entre suas costelas.

O Soldado Invernal a olhava de cima. Seu semblante sempre sério como se a todo momento estivesse refletindo. Toda vez que ele e Diana iam treinar, mantinha a máscara. Não sabia o porquê, mas se sentia desconfortável ao mostrar o rosto. Só costumava tirá-la quando chegava a sua cabine onde tentava dormir em algum momento.

– Mantenha sua atenção! – Ele disse fazendo com que Diana voltasse a si.

A mulher piscou os olhos. Ultimamente andava com os pensamentos encobertos como se sua mente fosse um matagal escuro cheio de névoa e ela tentasse olhar de longe procurando algo importante. Não encontrava nada. Sua rotina se baseava em treinar com o Soldado Invernal e continuar as pesquisas no laboratório com Jane. Porém, ultimamente seus treinos andavam a consumindo e seus pensamentos não a deixavam em paz.

Dormir? Diana não sabia mais o que era isso.

Ela se levantou e prendeu os cabelos – que já se encontravam na altura da cintura – e já a incomodavam. Refez a postura de guarda para que o Soldado Invernal atacasse. Ele a olhou de cima a baixo, mas Diana não sentiu reprovação. O Soldado parecia analisá-la de forma veemente todas as vezes em que estavam juntos. Ela costumava achar que o homem era raivoso e a odiava, mas em sua presença a serenidade do Soldado fazia com que ela duvidasse da violência que praticava para cumprir suas missões.

Bucky observou a moça um tanto pensativa. Ultimamente ela andava um tanto dispersa assim como ele, talvez os dois precisassem de mais doses do soro concedido por seus irmãos para manter sua atenção. Os dois tinham uma missão importante essa semana para derrubar de vez a SHIELD.

Diana pareceu ler os pensamentos do Soldado e se lembrou do soro concedido na base. Ele sempre a deixava controlada e pronta para a ação, nenhum pensamento embaralhado importunava sua mente e até conseguia dormir por algumas horas. Um sono tão pesado que seus sonhos se resumiam em vultos negros e sussurros que embalavam seu sono.

– Nós vamos hoje. – Bucky interrompeu os pensamentos de Diana. Os olhos da moça encontraram os dele.

Ele não falava mais do que algumas palavras com ela, e geralmente eram sobre o treino. No entanto, hoje ele havia decidido falar. Diana se assustou, afinal não conversava muito desde que seus pais morreram. Ela até tentou continuar com Thomas, porém ele sempre estava em missão assim como ela e… Não parecia certo. Felizmente ele não fez objeções sobre isso e os dois estavam felizes dessa forma.
Felizes? A mente dela gritou a pergunta. O que é a felicidade? Um lampejo dourado tomou seus pensamentos. Ela franziu o cenho sentindo uma enorme dor de cabeça e uma fraqueza. Um céu estrelado com duas luas apareceu em seus pensamentos. Uma torre alta e vestidos de linho. Um baile.

Mas o que é isso?

Perguntou Diana para si mesma.

Ela olhou para o Soldado Invernal e assentiu ainda se sentindo tonta e tentando entender o que aconteceu ali. Sua mente se tornou uma névoa novamente. Diana se concentrou na missão. Precisariam de todo o cuidado possível. Os outros agentes atacariam a tarde e os dois a noite.
Diana assentiu para ele. Bucky ainda observava os olhos cor de chocolate da moça. Ela parecia confusa – pensou o Soldado – assim como ele ficava em alguns momentos, no entanto não demonstrava. A agente parecia travar uma batalha interna.

– Novamente! – Bucky pegou em seu braço com força fazendo com que ela reagisse a ele e lhe aplicasse um golpe defensivo.

Ele se surpreendeu, pois a intenção não era atacá-la e sim arrumar sua postura. Diana parecia assustada e ansiosa, a respiração acelerada e a face corada. Os cabelos grudados no pescoço. Bucky aprovou a visão por um momento. Um pequeno lado seu, escondido a muito tempo o deixou ainda mais confuso. Afastou os pensamentos. Eles deveriam estar treinando.

Enquanto aplicavam golpes um no outro, Diana sentiu a força maciça em seus membros. A vontade de usar seus truques novos era maior, porém o Soldado não aprovava nos treinos.
”Só irá usá-los fora daqui.” 

Sempre ouvia aquilo, no entanto era tão divertido congelar algumas coisas por aí. Sua pele podia ficar azul ou não. Estava trabalhando isso sozinha em seu quarto e ficou feliz por poder escolher. Todavia sabia que quando fosse para uma missão em que devesse intimidar seu inimigo, ficar azul seria uma ideia fantástica.

Novamente Bucky jogou a agente no chão. Apesar dela estar muito bem nesses meses todos, ela não iria conseguir derrubá-lo por muito tempo. O que era um tanto divertido para ele. Uma espécie de campainha tocou na sala e os dois souberam que seu tempo de treino havia acabado. Diana assentiu para ele e pegou seus poucos pertences da sala.

Abriu a pequena porta da sala cinza sem graça, e antes de ir embora sentiu… Sentiu que deveria olhar para trás e encontrou os olhos do Soldado. Se olharam por uma fração de segundos, no entanto, para os dois parecia ser uma eternidade.

Jane passou rapidamente pela porta do laboratório escondendo seu pequeno celular. Se perguntava como iria continuar com aquela mentira descarada para Erik Selvig. Ele sempre tentava se comunicar com ela, no entanto Jane se esquivava e dizia que estava em alguma viagem. Disse até mesmo que havia sido contratada para um grande projeto, e que deveria manter sigilo. Não era de tudo mentira, porém o Doutor queria saber e até mesmo chegou a ficar chateado pela moça estar lhe escondendo.

Mas o que ela poderia fazer? Estava na HYDRA e se abrisse o bico seria morta em questão de minutos. Sua mente sempre voltava para Thor e onde ele estaria, todavia a moça se repreendia raivosamente. Thor nunca lhe dava notícias. Ele tinha a mania de aparecer, reacender a paixão e ir embora a deixando ali como se nada tivesse acontecido. E também, Jane não queria precisar de alguém para ser salva. Ela faria isso sozinha e levaria Diana também. Como? A moça não fazia ideia.

Enquanto Jane se organizava, Diana chegou na sala como um furacão. A mesma parecia ter tido uma ideia e abria o computador nervosamente em cima de sua mesa. Ela murmurava algumas palavras sozinha e tentava organizar folhas em sua mesa de mogno. Para Jane, parecia um ataque desenfreado de histeria.

– Ei? Precisa de ajuda? – Jane se aproximou e tocou no ombro da amiga.

Ela se virou rapidamente. Os olhos mostravam o quanto estava longe. A moça franziu o cenho tentando reconhecer.

Jane? Jane!

Diana respirou fundo e fechou os olhos para tentar se acalmar.

– Sim! – Ela abriu os olhos novamente. A cor escarlate se esvaía aos poucos. Jane ainda não havia se acostumado com aquilo. – A HYDRA tem um… Uma espécie de localizador de ondas eletromagnéticas, não é?

Ela assentiu para que Diana continuasse. Ela se virou para o notebook e abriu uma tela com uma espécie de mapa das ruas de New York. Ampliou a imagem e um ponto vermelho indicava uma em específico. Jane não conhecia aquela rua, afinal veio do Novo México para cá a pouco tempo e não, não deveria comentar nada daquilo com a amiga, afinal sua mente havia sido invadida.

Jane puxou uma cadeira ao lado da amiga e se sentou indicando para que ela fizesse o mesmo. Ainda ansiosa a morena se sentou e clicou rapidamente no ponto vermelho. A rua um tanto abandonada apareceu. Diana franziu o cenho ao observar a rua, no entanto a ansiedade a fez empurrar esse sentimento estranho para dentro de si.

– Ele localizou ondas gravitacionais… – Ela disse observando Jane.

A moça sentiu um arrepio em sua espinha. A HYDRA procurava um vértice no espaço tempo. Eles queriam chegar à Asgard. E Diana sabia disso antes da tortura, porém não entregou a localização ou citou sobre as forças gravitacionais em nenhum momento. A HYDRA apagou suas memórias e a incitou a continuar um projeto que havia iniciado a muito tempo, mas claro que o baú de suas lembranças havia brechas. Diana sabia o que estava procurando o tempo todo, só… Não se lembrava.

– Usando os métodos certos nós conseguimos provar que… que há uma espécie de ruptura, por assim dizer, no espaço-tempo e isso talvez queira dizer que…

– Possamos viajar por ele? – Thomas deu uma pequena batida na porta e sorriu para as duas moças que estavam ali dentro.

– Thomas! – Diana disse sorrindo para ele, mas não um sorriso aberto. Jane observou que ela não sorria mais como antes, era apenas um repuxar de lábios como se não estivesse realmente feliz. E não estava.

Ainda era estranho para Diana olhar para o moço como se nada tivesse acontecido, mas ela deixaria uma relação mal resolvida interferir no trabalho dos dois? Claro que não. Diana assentiu para ele e se levantou da cadeira.

– Acho que conseguimos, Thomas.

Jane sentiu mais um arrepio em sua espinha. Eles encontrariam Asgard através de Diana e fariam uma confusão e tanto.

Bucky se levantou por alguns momentos no terraço para observar o prédio onde o Capitão América morava. Ele precisava observar tudo até encontrar algo suspeito. A HYDRA havia se encarregado de atacar Nick Fury a tarde e por enquanto estava desaparecido.

Diana vigiava de um local mais baixo. A missão de hoje era eliminar Nick Fury para começar o caos dentro da SHIELD. Ela, o Soldado Invernal e a HYDRA pensaram em todos os detalhes daquele plano e a paciência fora fundamental para que cada agente se infiltrasse dentro da organização e pudesse derrubá-la de dentro.

A moto do Capitão América não estava lá. Aquilo era um sinal livre para que ela pudesse entrar no apartamento e implantar sua escuta. Achariam Fury de um jeito ou de outro. Ela deu alguns passos para trás e correu usando toda sua força. Os coturnos pretos batiam contra o chão de forma leve. Impulsionou seu corpo e pulou no terraço do prédio.

Com um de seus objetos conseguiu descer por uma corda na parte traseira do prédio. Lá haviam algumas janelas que podiam acessar o apartamento de Rogers, no entanto, deveria tomar cuidado com a maldita loira. A agente da SHIELD. Observou algumas janelas. O Soldado havia lhe dito qual lado se encontrava a janela dele. Terceira de cima para baixo. Diana suspirou ao observar a fechadura.

Rapidamente tirou sua luva de couro preta e congelou a mesma dando um pequeno impulso com a mão. Ao empurrar com força, a fechadura se abriu e a ela entrou pela janela.
Observou rapidamente o quarto de Steve Rogers. Nada muito interessante. Ele parecia ter um gosto por coisas antigas, o que entediou Diana. Andou na leveza de um gato e retirou de seu bolso a pequena escuta. Onde colocaria? Qual local do quarto parecia ser intocado por Rogers?

Seu olhar clínico fitou o quarto novamente. Tecnologia. Diana sabia quase tudo sobre Rogers. Sabia que ele havia sido encontrado e descongelado pela SHIELD depois de quase 66 anos e, obviamente estava perdido naquele novo mundo tecnológico. Steve Rogers era um cara das antigas. Diana riu pelo nariz.

Um pequeno notebook se encontrava em cima da mesa de mogno com várias gavetas. Havia um pequeno vão embaixo da mesa. Diana jogou a escuta lá. Rogers não parecia fazer o tipo de cara que limpava a casa nos mínimos detalhes. E também, a mesa intocada gritava por atenção.

Ao sair pela janela e fechá-la Diana observou ao lado. A agente loira estava na cozinha de costas para ela. Ao tentar descer, sua corda emperrou.

– Merda! – Diana sussurrou.

Sharon Carter soltou a faca em cima da pia e se pôs a olhar pela janela. Diana segurou-se novamente na janela de Steve tentando esconder seu corpo. A loira se aproximou um pouco e olhou para fora. Respirou fundo como se precisasse de ar. Suas sobrancelhas erguidas. A agente parecia um tanto dispersa. Diana sentia seus dedos e pernas reclamarem por ficar ali encolhida na janela de Steve como uma aranha. Quando a agente estava voltando para dentro, a corda de Diana soltou um clique abafado.

Com a noite silenciosa a loira ouviu aquilo e voltou novamente. Droga! A janela de Steve ainda estava aberta. Diana se jogou para dentro do quarto, mas dessa vez não tão silenciosamente. Ela se levantou e se pôs a vigiar discretamente pela janela. Sharon Carter olhava para todos os lados como se desconfiasse de algo. De repente, seu celular tocou. E ela deu um pequeno pulo de susto. A agente olhou novamente e se pôs a atender o telefone saindo da frente da janela. Diana soltou um suspiro. Ágil como um gato fechou a janela de Rogers e desceu por sua maldita corda.

– Escuta implantada. – Ela apertou um botão em seu ouvido para se comunicar com o Soldado.

Ele se encontrava no terraço do prédio ao lado. Os dois se viam. Ela lá de baixo ainda escondida entre os grandes latões de lixo. O barulho da moto fez com que os dois aguçassem seus ouvidos. Diana sabia que deveria subir.

Algum tempo depois…

Os dois vigiavam pelo terraço. Bucky mantinha os olhos na mira da arma. Diana sabia que não devia falar nada enquanto estavam ali observando. Uma música alta começou a tocar no apartamento. O Soldado se mexeu um tanto inquieto ao observar a cortina do quarto ser fechada lentamente. Os dois ouviam os barulhos na casa. Alguns passos chamaram a atenção deles.

Steve abriu a janela e entrou. Parecia estar desconfiado quando chegou. Ao acender a luz de seu quarto, teve um sobressalto. O que Fury estaria fazendo ali? Começou a tagarelar um pouco sobre ter sido chutado por sua esposa. Diana se levantou um tanto ansiosa. Steve passou pela janela e junto com seu pé acabou abrindo um pouco a cortina. Apenas um jaleco preto podia ser observado.

Os dois continuaram conversando. Fury tentava manter um tom descontraído, no entanto Rogers continuava tenso. Era óbvio que não sabia o que o diretor da SHIELD estava fazendo ali. Bobinho, ele estava se refugiando – pensou Diana -. Fury levantou o celular. Bucky olhou para Diana e fez com que ela olhasse pela mira.

”ESTÃO NOS OBSERVANDO!”

Diana passou rapidamente a arma para Bucky e pegou a sua, mirou na janela e soltou uma saraivada de tiros quebrando o vidro. O Soldado Invernal mirou no abdômen de Fury e atirou. Sangue se espalhou pelo quarto de Steve.

O Capitão se jogou em cima de Fury para protegê-lo, mas a bala já havia lhe perfurado a carne. Sangue jorrava da ferida. Ele puxou o diretor o tirando de frente da janela.

– Vá… Atrás deles. – Fury rugiu entredentes. – Não confie… Em ninguém! – Entregou ao Capitão um pen drive.

Bucky puxou a arma e a guardou. A porta da casa de Rogers foi arrombada. Sharon Carter entrou empunhando sua arma.

– Capitão Rogers?! Sou a Agente Treze e estou aqui para protegê-lo. – Disse a Carter.

– Ordens de quem? – Steve perguntou.

– Nick… – Sharon observou o corpo de Fury jogado no chão, em desespero sacou o comunicador e anunciou. – Preciso de reforços. O Diretor está ferido.

Diana se levantou juntamente com o Soldado. Steve observou pela janela. Os dois já começavam a correr. Steve deixou a agente zelando por Fury e pulou da janela de seu apartamento. Aterrissou no outro prédio e observou o teto. Diana e o Soldado corriam apressadamente.

Rogers derrubava tudo o que via pela frente dentro do prédio, ainda ouvindo os passos fortes correndo no terraço. Diana e o Soldado pularam para o próximo terraço que era consideravelmente mais baixo. Aterrissaram rolando. Rogers pulou da janela com seu escudo empunhado em mãos.

Os dois continuaram correndo. Um silvo cortou o ar. Steve lançou seu escudo. O Soldado parou e segurou o escudo em pleno ar. Os olhos dos dois se encontraram. Bucky pegou-o com seu braço mecânico e o lançou de volta para o Capitão. A força do escudo fez Steve se desequilibrar, mas não cair. Ele continuou correndo, porém ele já havia pulado do prédio assim como Diana fez antes.

Diana esperava o soldado lá embaixo no estacionamento. Um farfalhar de passos fez com que ela ficasse atenta. Se escondia atrás de uma pilastra. Ao virar um pouco o rosto para observar uma mão forte segurou seu braço. Ela achou que era Steve Rogers. Torceu o braço de seu oponente e virou o punho esquerdo para se defender. Uma estaca de gelo saiu de sua mão. O Soldado se defendeu rapidamente e quebrou a estaca com a mão mecânica.

Os dois se olharam com fervor. Diana suspirou ao perceber que era seu parceiro e soltou o braço esquerdo dele. Bucky continuou no mesmo lugar segurando o punho de sua parceira, seus olhos distantes. Franziu o cenho de repente como se lembrasse onde estava.

– Vamos! – Disse com sua voz grossa.

Ainda segurando o punho de Diana ele a puxou para longe do estacionamento. Eles precisavam chegar à HYDRA rapidamente. Deixou a moça perto da avenida. Um barulho de moto atraiu a atenção dos dois. Bucky se levantou indo de encontro ao motoqueiro que vinha a toda velocidade. Parecia um daqueles jovens descontrolados com um veículo em mãos.

Diana se levantou e correu se escondendo um pouco mais perto da pista e congelou a mesma. Rapidamente a moto escorregou. O Soldado correu para a moto e empurrou o motoqueiro que com um baque caiu no chão. Bucky pulou em cima da moto e acelerou para a moça. Ela correu e deu um impulso pulando na garupa agarrando a cintura do Soldado Invernal com um aperto esmagador. A moto rugiu e acelerou rapidamente os levando de volta para a base da HYDRA.

– Missão completa. Fury está morto! – Sussurrou o Soldado para o comunicador em seu pulso.

Ao horizonte a moto sumia rapidamente da vista de Steve. O Capitão olhou para sua mão. O pen drive ainda estava lá.

”Não confie em ninguém!”

A voz de Nick Fury tomou seus pensamentos. O que será que ele queria dizer com aquilo? Steve se sentia em um labirinto com tantas perguntas sem respostas.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.