Redenção – Ardentemente – 39

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Diana corria de um lado para o outro. Explosões atrás dela. O prédio estava desabando. Partes do teto caíam no chão. A moça estava sozinha no meio de todo aquele caos. O fogo se alastrava como se quisesse a engolir. De repente seus pés tropeçaram em uma das partes de concreto e ela caiu no chão.

Tudo ficou completamente escuro. A moça respirava em meio a escuridão e o silêncio medonho. Barulhos de patas pesadas batiam no chão. Diana olhou para todos os lados. As pupilas dilatas por estar envolta em pura escuridão. Olhos vermelhos apareceram em meio ao nada. Um rugido gultural fez com que a moça pulasse do local onde estava. O lugar foi envolto em chamas.

Diana tentou cobrir sua visão com as mãos por causa do clarão que o fogo provocou. Seus olhos se focaram na criatura acima de si. Um dragão enorme. Ele cuspia fogo em todos os lugares. As pilastras começaram a desabar de novo. A moça soltou um grito alto.

Seus olhos se abriram em desespero e ela se sentou na cama. Suas mãos tremiam. A garganta estava seca e ela ofegava como se tivesse corrido uma maratona. A porta se abriu devagar. Loki colocou a cabeça para dentro do quarto e observou a moça sentada na cama. Diana se assustou com a porta se abrindo. Ela viu o homem e o reconheceu. Ela respirou aliviada.

Ao sentir que estava segura, olhou em volta. Estava em um quarto meio escuro. O crepúsculo pintava o céu lá fora. Diana tentou reconhecer onde estava. Lhe era um local familiar.

– Onde estou? – Ela perguntou.

Loki suspirou e entrou no quarto encostando a porta. Ele se aproximou e sentou-se na ponta da cama. O moreno olhou no fundo dos olhos da moça. A mão dela estava esticada. Loki olhou para os pequenos dedos e esticou sua mão para tocá-la.

– Quando a segunda explosão nos jogou pra longe do prédio, você bateu a cabeça. Eu falava com você sem parar para que não perdesse os sentidos, mas acabou desmaiando assim que toquei suas mãos. Assim que o caos enfim cessou, a agente da SHIELD conseguiu se comunicar com Fury e ele não ficou muito satisfeito ao saber que você destruiu o coração da HYDRA, afinal, haviam coisas que eles poderiam utilizar, mas isso não vem ao caso agora. A questão é que, encontramos Jane e ela nos trouxe ao seu antigo apartamento. Fury continuava irritado com você então sugiro que…

– Sugere? – Disse ela abaixando os olhos para as mãos deles entrelaçadas.

– Que vá para Asgard comigo. – Ele respondeu ainda olhando para ela.

– Asgard? – Ela fitou os olhos do moreno. Diana não fazia ideia de onde o homem dizia. – Eu mal o conheço.

Loki suspirou irritado. Quantos dias precisaria para que o maldito soro saísse do sistema da moça?

– Você me conhece, Diana. – Loki sussurrou para ela – Talvez seja a pessoa que me conheça melhor… Disse que sentia que podia confiar em mim, não é?

Diana assentiu para o homem. Uma corrente elétrica passou por seu corpo ao sentir o moreno acariciar sua mão com o polegar. A forma que ele a olhava e como havia dito aquilo sobre ela ser a pessoa que mais o conhecia lhe deixou atônita. O que mais ela poderia fazer ali? Seus pais haviam morrido, um diretor de uma organização estava furioso com ela e Bucky… Ela não fazia ideia se Bucky estava vivo ou não.

– Não posso… – Loki suspirou tomando coragem para terminar a frase – Não posso deixá-la aqui. Asgard é o lugar onde você esteve antes e é de onde nunca deveria ter saído. – Sua mão apertou a da moça levemente.

Os dois se olhavam de forma intensa. Uma batida na porta fez com que Loki soltasse sua mão. Ele olhou por cima do ombro. Jane colocou a cabeça para dentro do quarto. Ela sorriu carinhosamente para Diana. Loki se pôs de pé e se afastou de costas. Ele olhou por cima do ombro de levantou os lábios em um sorriso torto. Diana lhe devolveu um pequeno sorriso.

Assim que o homem saiu do quarto Jane se aproximou da cama da amiga e se sentou. As duas se olharam e Diana sorriu. Jane rapidamente se jogou em cima da morena e lhe abraçou fortemente. As duas riram baixinho. Diana olhou para seu criado-mudo e observou algumas pastas. A mulher franziu o cenho para as pastas familiares.

– Jane? – Diana perguntou. – O que são aquelas pastas?

Jane olhou para onde a amiga apontava, desfez o abraço e se levantou da cama. Se aproximou do criado mudo e pegou as pastas. A moça suspirou e se virou para a amiga.

– Temos muito o que conversar. Agora é minha vez de contar a sua história, mas podemos fazer isso enquanto arrumamos as malas? – Jane deu um sorriso amarelo para a amiga.

{…}

Diana guardava a última de suas seis calças jeans na mala. Se ela fosse para a tal de Asgard como Jane dizia, precisaria e muito de seus jeans, afinal Jane disse que de onde Thor e Loki – ela finalmente descobriu o nome do moreno – vieram, as mulheres usavam apenas vestidos.

A morena olhou para o caderninho verde em cima da cama. Ela o pegou e o colocou dentro da mala junto com as suas coisas. Quem diria que estava fazendo as malas para morar em outro planeta?

– Então quer dizer que… Eu sou uma… Uma espécie de E.T? – Diana disse ainda sem acreditar. Aquela pergunta saiu de seus lábios escondendo o riso.

– Ahn… É isso o que descobriremos quando chegarmos à Asgard. Segundo os relatos de sua mãe, a cripta que a trouxe pra cá chegou através de um clarão. O chão ficou marcado por desenhos e estava muito, muito quente. Thor acredita que tudo começou em Asgard mesmo. Alguns reinos, como ele diz, não usam diretamente a Bifrost.

Diana franziu o cenho com toda aquela informação e nomes esquisitos. Eram coisas demais em um só dia, mas a moça insistiu para que Jane revelasse tudo o que havia acontecido, e principalmente o que havia entre ela e o Loki.

– Ainda é difícil de assimilar tudo isso, principalmente saber que eu estive em um outro planeta e não consigo me lembrar de nada. – A moça disse fechando a mala.

Thor, o loiro, apareceu na porta e sorriu para as duas. Seu olhar sobre Jane era apaixonado. O homem parecia estar prestes a bater os calcanhares de tanta felicidade, afinal Jane iria juntamente com ele para Asgard.

– Estão prontas? – Ele perguntou.

Diana olhou para Jane. A amiga segurou a mão da morena a encorajando. Diana voltou seu olhar para Thor e assentiu.

– Estamos! – Ela confirmou.

Os quatro estavam já no terraço do grande prédio de Diana. A moça deixou um aviso para o porteiro de que iria passar mais tempo fora e que não sabia quando voltava. Deixou a chave e pediu encarecidamente que cuidasse do imóvel enquanto estivesse fora.

Thor segurou Jane pela cintura. A moça sorriu para o loiro, ela parecia um tanto acostumada com o que aconteceria. Loki se aproximou da morena e fez um sinal com a cabeça como se estivesse perguntando: Posso? Diana assentiu se aproximando dele e se segurando ao corpo de Loki. Ele não era nem magro demais e nem musculoso ao extremo. Era uma mistura incrivelmente perfeita dos dois. Quando os braços dele a envolveram pela cintura, Diana tremeu e sentiu seus pelos se arrepiarem. Em qual momento ela havia sentido isso? Nem Bucky ou Thomas haviam lhe proporcionado toda aquela intensidade.

– Feche os olhos! – Disse ele sussurrando em seu ouvido. Os pelos de sua nuca se eriçaram – É um tanto desconfortável, mas passa logo.

Diana se agarrou ainda mais no corpo do homem e levantou seus olhos para ele. Ele observava o céu. O maxilar trincado. A expressão séria. Parecia estar determinado a fazer qualquer coisa. A moça suspirou e encostou sua cabeça no peito dele.

Um trovão a fez se assustar. Ela fechou os olhos e enterrou mais sua cabeça no tórax de Loki.

– Heimdall! – Thor gritou.

Luzes coloridas tomaram o local. A sensação de estar sendo sugada por um vento fortíssimo fez Diana ofegar. Ela se apertou mais ainda em Loki, e chegou a acreditar que poderia estar esmagando o moreno. A sensação era realmente horrível, mas passou rapidamente. Um barulho ensurdecedor fez com que Diana franzisse o cenho, ela queria tapar os ouvidos, mas não podia soltar seus braços de Loki.

De repente o barulho cessou, as luzes coloridas sumiram. Um ar quente envolveu todo o local. Diana abriu os olhos e olhou ao redor. Estavam dentro de uma espécie de esfera dourada. Do outro lado um homem negro de quase dois metros de altura se aproximou. Em sua cabeça um elmo dourado de chifres. Ele olhou nos olhos de todos e abriu um sorriso.

– Bem vindo de volta, Thor! – A voz estrondosa encheu o local.

Eles passaram pela cidade incrivelmente calma. Diana presumiu que Thor estava pegando uma espécie de atalho para fugir dos olhares curiosos. Uma estrada dourada apareceu e eles seguiram. Portões dourados apareceram lá na frente. Diana olhava tudo a sua volta tentando memorizar os locais, e principalmente tentando se lembrar.

– Bjorn! – Thor acenou para um dos soldados de pé na frente do portão.

Os dois menearam a cabeça e abriram os grandes portões dourados. Se a parte de fora parecia um sonho para Diana, o jardim do castelo lhe pareciam surreais. Enquanto andavam a moça observava tudo. Um lago límpido, árvores altas e extremamente bonitas davam leveza à paisagem. Tudo era muito surreal.

{…}

As grandes portas do salão se abriram. Diana entrou. Lá dentro uma mulher loira os esperavam em uma mesa farta. A mulher se levantou sorrindo para todos. De repente um vulto ruivo correu para cima de Diana e se jogou em seus braços. A mulher se assustou com aquilo, ao olhar para baixo encontrou uma garotinha que aparentava ter quase uns dez anos. Seus cabelos caíam por suas costas em cachos grossos e ruivos. Ela se agarrava na cintura da morena e fungava.

Allya não acreditava que estava vendo Diana novamente. Com todos os rumores de que a moça estava morta, acreditou que realmente havia perdido sua melhor amiga. Ela chorava enquanto apertava a cintura da moça.

– Diana! – Ela exclamou olhando para o rosto da morena.

Diana estava estupefata. A criança se agarrava a ela como uma filha agarra a mãe depois de tanto tempo sem se ver. A moça ainda surpresa abaixou-se na altura da ruivinha e olhou em seus olhos. Sardas pintavam seu rosto. Os olhos azuis da pequena estavam vermelhos. Naquele momento o coração de Diana derreteu. Mesmo não se lembrando da criança ela sorriu para a menina e a abraçou fortemente tentando conter o choro.

– Oi linda! – Diana sussurrou para a mocinha.

Allya se apertou mais ainda nos braços da morena e fungou alto.

– Eu tive tanto medo de que estivesse morta. Tive medo de que me abandonasse. – Ela revelou.

– Shhhhh… Estou aqui, e não vou abandoná-la nunca. – Sussurrou para a pequena passando a mão carinhosamente por seu rosto.

Diana andava ao lado de Loki pelos grandes corredores dourados. Ele estava calado desde que chegaram ali. Frigga, a mulher loira que os recebera, havia dado um jantar delicioso de boas vindas e revelou a todos o que aconteceu desde a partida de Thor. Odin estava em seu sono. As curandeiras estavam um tanto preocupadas, pois parecia que esse duraria um tempo indeterminado. Frigga governava Asgard enquanto o marido estivesse em seu sono, então todo o perigo, por enquanto, estava adormecido no grande salão no andar superior onde Odin descansava.

Allya não queria se separar de sua amiga, porém Naveen a levou para um dos aposentos para enfim dormir. Ele sorriu calorosamente para Diana demonstrando que estava feliz em revê-la. Todos foram extremamente prestativos. A morena sentia-se, por incrível que pareça, um tanto à vontade naquele local.

Os dois pararam na frente de uma grande porta dourada. Loki levava a única mala de Diana. Os dois se entreolharam.

– Esse será o seu quarto por enquanto. Ele fica perto do meu, então se precisar de algo não exite em me procurar. Estou ali ao lado. – Disse sério para a moça. Ele apontou para as escadas douradas. Lá havia uma porta igual a do quarto de Diana.

Diana assentiu e pegou a mala das mãos do deus da trapaça. Ele, de forma cavalheira, abriu a porta para que ela entrasse. Diana levantou os lábios em um pequeno sorriso e então a porta dourada se fechou.

{…}

Diana se remexeu na banheira e fechou os olhos. A água estava quente e relaxante. Seus cabelos grudavam na nuca. Ela estava um tanto intrigada. Loki havia estado tão quieto durante o jantar e principalmente durante a caminhada para trazê-la até seu quarto.

Apesar da moça estar ainda receosa com relação ao deus da trapaça, sentia que devia conversar com ele e entedê-lo. A antiga Diana poderia conhecê-lo muito bem, porém até a danada resolver aparecer, essa nova versão de si deveria tentar ao menos conhecer o homem pelo qual sua versão antiga se apaixonara.

Jane havia revelado a moça que enquanto estiveram presas dentro da HYDRA, Diana lhe contou sobre sua estadia em Asgard e um de seus erros mais excitantes, que era ter se apaixonar pelo deus da trapaça. Não havia um momento em que sua mente não pensasse nisso e principalmente nos braços fortes do homem a segurando pela cintura.

A morena abriu os olhos e respirou fundo. Em sua mente um desejo insano queimou, e sabem como dizem não é? Quando há uma fagulha em meio a floresta, ela rapidamente se alastra.

Diana levantou-se da banheira. Algumas gostas de água molharam o chão. A moça resgatou a toalha perto de si e se enrolou nela saindo da banheira. Quando chegou perto de sua cama pegou o robe de seda negro e se vestiu. Ela suspirou e olhou-se no grande espelho do quarto. Torceu as madeixas e o prendeu em um coque mal feito no alto da cabeça.

– Tudo bem… Ele disse que se precisasse de algo não deveria exitar em chamá-lo… E eu preciso de respostas. – Ela disse para seu reflexo no espelho.

Balançou a cabeça para o reflexo e saiu rapidamente do quarto antes que tomasse juízo. A moça espiou o corredor dourado. Não havia ninguém ali. Ela fechou a  porta devagar e subiu as escadas que Loki havia lhe indicado. Ao chegar perto da porta ela congelou. O que diabos estava fazendo? Por que não conseguia se manter afastada daqueles intensos olhos verdes?

Ela levantou a mão para bater na porta, porém recuou rapidamente. Respirou fundo. Suas pernas tremiam com o vento gélido que vinha do corredor. Ela abriu a boca e a fechou como se quisesse dizer algo.

– Mas… O que diabos estou fazendo aqui? – Ela sussurrou para si mesma.

Ela se virou para descer as escadas. Quando seus pés tocaram o primeiro degrau ela olhou por cima do ombro. Não tinha percebido antes que a porta estava entre aberta. A chama da curiosidade queimou seu interior. A moça suspirou e se virou subindo novamente a escada. Ela se aproximou da porta e espiou entre a fresta.

O quarto de Loki tinha paredes de um tom marrom. A cama com dossel era grande e dava um ar de requinte ao quarto. O chão era coberto por uma espécie de carpete carmim. Uma das paredes possuía desenhos bonitos, como se fossem papéis de parede, mas pareciam ser desenhados à mão. Algumas poltronas estavam de frente para uma lareira. Na parte inferior uma estante cheia de livros ia da metade da parede até o chão. O fogo crepitava na lareira.

Diana se aproximou mais da porta e nem percebeu que ela se abria mais ainda. Sua atenção se concentrava no magnífico quarto. Um barulho na porta fez ela se assustar. Loki, que estava na varanda olhou por cima do ombro e encontrou a moça observando seu quarto. Ele franziu o cenho e se virou para voltar ao quarto.

– Diana? – Ele se aproximou da porta.

A moça voltou seu olhar para ele. Seus olhos arregalados e o rosto corado. Quando a moça se deu conta de que havia sido pega no flagra voltou seus olhos para Loki. O homem estava apenas com uma calça larga preta. Seu peitoral desnudo. Diana corou fortemente e se afastou indo para a perto da porta.

– É…

– Aconteceu algo? – O homem perguntou.

Diana engoliu em seco ainda observando o corpo glorioso do homem a sua frente.

– Eu só… Eu passei para dar… Boa noite. – Ela sorriu amarelo para ele.

Loki franziu o cenho e soltou uma risada pelo nariz. Ele abriu um sorriso inocente que lhe chegou aos olhos.

– Boa noite? – Ele riu.

Diana piscou os olhos rapidamente e riu com ele de forma sem graça.

– Por que não entra? – Ele disse estendendo a mão para ela.

A moça abaixou seus olhos para a mão estendida dele. Ela suspirou. Por que diabos a tentação deveria ser tão bonita e convidativa?

– Ahn… Claro! – Ela sorriu para ele e adentrou no quarto. Suas mãos encostaram a porta devagar.

Loki a esperava. Ela se aproximou dele e segurou sua mão ainda estendida. Os dois andaram lado a lado para a varanda. Loki apoiou seus cotovelos nos balaustres e olhou para Diana. A moça fez o mesmo observando a noite fresca.

– Uau! – Ela disse olhando para o céu de Asgard – Quantas estrelas. – Ela olhou para Loki. O moreno sorriu para ela.

– Esse era meu lugar favorito em toda Asgard quando era criança. Thor e todas as outras crianças sempre amaram a Bifrost e até mesmo os campos de plantações, mas eu não. Não havia outro lugar em que me sentisse mais à vontade para ser eu mesmo do que meu próprio quarto. Essa vista, todas as noites, era melhor do que ver a Bifrost em ação. Melhor que qualquer coisa que não fosse ler. – Ele revelou para a moça.

Ela olhou em seus olhos e sorriu abertamente.

– Por que está me contando isso? – Ela perguntou.

Loki afastou seus olhos do dela e olhou para o céu de Asgard.

– Não sei… – Ele deu de ombros – Me sinto à vontade com você por perto. – Ele olhou para Diana e levantou os lábios em um sorriso discreto.

A morena suspirou e olhou para o céu novamente. Manter seu olhar no de Loki era uma das coisas mais perigosas. Ela se sentia como se estivesse sendo hipnotizada pelas duas gemas esverdeadas.

– Jane me contou muitas coisas… – Diana começou – E uma delas me deixou intrigada. Tão intrigada ao ponto de me trazer até aqui para espiar você.

Loki riu. Diana soltou uma risada envergonhada.

– O que a intriga? – Perguntou Loki se virando para Diana.

A moça se virou para ele também e focou seus olhos nos dele. Ela respirou fundo e tomou coragem. Não havia mais contra o que lutar se já estava ali tão próxima dele.

– Eu… – Ela suspirou e fechou os olhos – Ela me disse que eu havia me apaixonado por você e… – A moça balançou a cabeça tentando clarear seus pensamentos – E isso me intriga porque… Mesmo não fazendo a mínima ideia de quem eu sou, ou de onde estou e até mesmo de quem é você eu… Eu ainda sinto isso queimar dentro de mim como nunca havia sentido antes. É algo que me consome e… – A moça respirou fundo – E eu queria perguntar o que diabos fez comigo para fazer com que eu me apaixonasse duas vezes por você e me fazendo sentir disposta para me apaixonar quantas vezes for preciso? – Diana disse rapidamente abrindo os olhos e fitando os olhos esverdeados de Loki.

O deus da trapaça a observava completamente sério, porém dentro de si acontecia algo inexplicável. Seus olhos desceram para os lábios da moça. Ele não conseguia expressar em palavras tal sentimento que se apossara de seu ser. Suas veias pareciam estar sendo consumidas por fogo puro. Diana continuava quieta esperando por uma resposta.

O homem levantou sua mão e tocou a morena no rosto. Diana fechou os olhos aproveitando a carícia. A mão dele estava quente e aconchegante.

– Eu não sei… – Ele sussurrou para ela. A moça abriu os olhos.

Eles ficaram algum tempo apenas se observando. O silêncio não era desconfortável. Os dedos de Loki continuaram acariciando seu rosto.

– Eu não sei… Me pergunto todos os dias o que diabos você fez comigo.

Ele repetiu a frase de Diana. Seus dedos desceram pelo pescoço da moça e acariciaram ali mesmo. A pele dela se esquentou em resposta. Diana entreabriu os lábios ainda olhando para ele.

– Por Odin… eu a amo… ardentemente. – Ele sussurrou novamente para ela.

Diana levantou suas mãos devagar e tocou o rosto do homem a sua frente. Ela o acariciou e sorriu. Se pôs nas pontas dos pés e aproximou seus lábios do dele. Os dois se beijaram lentamente, porém com ardor. O fogo se espalhava por todos os lugares. Os pelos da nuca de Diana se arrepiaram com aquele encontro. Ansiava por mais. Ansiava por seus toques delicados.

Loki agarrou a cintura da moça e prendeu ela entre seus braços. As costas de Diana bateram nos balaustres, porém ela não se importou. Aquilo só a incentivou a tomar impulso e enrolar suas pernas na cintura de Loki. O homem rapidamente segurou suas coxas e começou a andar de costas ainda a beijando com ardor.

Ele a apertou mais ainda em seus braços. Ele se virou e andou rapidamente até a cama ainda beijando a moça. Suas mãos apertavam as pernas dela em puro desejo. As costas de Diana foram bateram contra o colchão macio. Loki se pôs sobre ela e beijou seu pescoço desnudo. A moça acariciou seus cabelos sedosos e ofegou. Suas mãos desceram para as costas desnudas do deus da trapaça. Ela acariciou toda sua extensão. Os músculos das costas dele se enrijeceram com o toque de veludo da moça. Diana desceu uma de suas explorando o corpo de seu amado.

Loki reprimiu um rosnado de desejo e buscou a boca de Diana. Os dois se beijaram ardentemente. As pernas entrelaçadas na grande cama. Loki desceu as mãos do rosto de Diana e segurou a parte de cima do robe dela. Em um puxão ele rasgou o tecido. Diana ofegou e separou seus lábios dos dele.

– Eu gostava desse robe. – Ela disse sorrindo para ele.

Loki levantou a sobrancelha e sorriu.

– Você pode ter quantos robes quiser. – Respondeu.

Os olhos dois dois se encontraram. Diana sorriu para ele. E aproximou seus lábios nos de Loki.

– Eu o amo… ardentemente. – Ela sussurrou esfregando de leve seu nariz no dele.

A moça segurou nos braços de Loki e inverteu as posições. Seus lábios se tocaram novamente e dessa vez com mais ardor e desejo. Suas veias pegavam fogo. Correntes elétricas passavam por seus corpos que se uniam com um único propósito: amar.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.