Redenção – Castanho x Vermelho – 36

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Asgard

A deusa loira olhava pela grande janela de seu quarto fazendo uma prece muda para que Thor e Loki retornassem logo com Diana. Frigga sabia que em algum momento a moça seria aceita em Asgard, mas não fazia ideia de quanto tempo isso iria demorar, apenas queria arriscar e resgatá-la do inferno que estava vivendo. Ela queria que Diana e Loki ficassem perto um do outro, pois Frigga sabia o quanto a moça trazia paz e transformava o deus da trapaça em uma pessoa melhor.

O céu de Asgard estava em um tom de laranja, o sol já se escondia atrás das colinas ao longe onde se encontravam as plantações. Do outro lado os tons de azul marinho pintavam o céu para mais uma noite pacata no reino e apenas Frigga se sentia inquieta dentro de seu quarto. Seu vestido cor de oliva se remexia com o soprar delicado do vento. Seus olhos postos à linda paisagem que é o anoitecer em Asgard, porém seus pensamentos voando e trepidando como o vento daquela tarde, e eles iam direto para seus filhos em Midgard.

A mulher sabia que seu plano não acabaria dando errado, mesmo que Naveen estivesse no quarto de Loki e enfeitiçado com uma das jóias de Frigga para que mantivesse a imagem do deus da trapaça. Para Odin, e o resto de Asgard, Loki continuava encarcerado no quarto de Diana e estaria aguardando por algum tipo de julgamento do Pai de Todos.

Enquanto isso…

Odin estava sentado em seu trono observando a quietude daquele lugar e tamanha imponência que ele exercia sobre toda Asgard e na Sala do Trono. O reino era uma paz total depois que a midgardiana fora morta. Loki continuava em seu cárcere, porém Odin sabia que deveria manter sempre seus olhos sobre ele, pois não se intitulou como deus da trapaça a toa. Thor havia partido em uma missão em Alfheim com o Rei dos Elfos, Magnus. E Frigga. Ahhhh! Sua esposa amada, passeava pelos salões e jardins de Asgard com um semblante sempre preocupado e triste. Depois que ressuscitara da morte nunca mais um sorriso lhe pintou o rosto.

Com uma das mãos apoiadas em seu queixo, Odin, voltou a pensar em seu filho em cárcere. A midgardiana o havia instigado a dar uma segunda chance ao deus da trapaça. Odin não costumava ser questionado ou desafiado, porém a garota havia feito e isso lhe surpreendeu e muito tamanha a coragem e petulância de uma simples midgardiana.

Um pássaro grande e com um longo rabo azul adentrou pelas enormes portas douradas da Sala do Trono, e descansou aos pés do Pai de Todos com um pergaminho em seu bico dourado. Odin sabia de onde vinha aquilo e ergueu seus lábios em um sorriso discreto. Puxou com toda a delicadeza o pergaminho do bico da ave e meneou a cabeça agradecendo de forma muda a pequena mensageira.

Ao abrir o pergaminho, correu os olhos rapidamente sobre os escritos. A letra pesada e elegante do Rei Magnus o saudava feliz por receber, depois de tanto tempo, uma mensagem do Pai de Todos. Porém o que mais chamou a atenção do velho Rei fora a parte final da mensagem. Seus olhos se levantaram e fitaram as majestosas portas da Sala do Trono onde a deusa loira, e mulher do Pai de Todos, entrava um tanto despreocupada com seu vestido cor de oliva a balançar ao vento.

Frigga levantou seus olhos e encontrou o pássaro mensageiro voando e estremeceu. Observou todo o salão. Não havia ninguém lá, além de Odin sentado no Trono. Ao fitar os olhos do Rei, e seu marido, ela se arrepiou. O Pai de Todos a olhava de forma furiosa.

Midgard

Diana não tirava aqueles desenhos de seus pensamentos e muito menos as pastas que estavam escondidas dentro daquele curioso apartamento. Seu celular chamava sem parar. O Diretor estava atrás dela, uma missão a esperava. Mas aquelas pastas cinzas a seduziam para ser abertas. Como resistir?

A moça havia passado a noite naquele apartamento e achado algumas roupas que lhe serviam muito bem. Pelo menos até chegar na HYDRA e se vestir adequadamente com seu uniforme, Diana se observava no espelho com um vestido preto rendado. Ela franziu o cenho ao ver seu reflexo. Por que diabos tudo aquilo lhe parecia tão familiar? Deu de ombros e sentou-se à cama suspirando.

As pastas estavam em cima do confortável colchão e a moça não fazia ideia de qual abrir primeiro. Não sabia o que esperar das informações lá descritas e tinha um certo… Medo e receio de que as notícias não fossem nada boas.

– Vamos lá! – A moça pegou a primeira e respirou fundo.

Ao abrir, Diana se deparou com uma espécie de pesquisa chamada como: Projeto Estrela Cadente. Correu seus olhos por todas as informações e passou algumas páginas. As primeiras informações a entediaram um pouco, pois haviam tantos detalhes. Algumas imagens lhe chamaram atenção. Haviam fotos de uma espécie de cripta, como se fosse uma pequena nave, com desenhos e escritos ilegíveis. Fotos e mais fotos até chegar em fotos de um bebê.

O bebê estava de olhos abertos com uma expressão curiosa e uma ruguinha na testa como se estivesse tentando entender tudo aquilo. O coração da moça retumbou. Ela passou mais as páginas e soltou um grito de desespero, jogou a pasta do outro lado do quarto e se levantou colocando as mãos sobre a cabeça.

– O quê?!

Ela andou desconfiadamente até a pasta e a pegou do chão dando uma olhadela novamente nas informações.

– Diana O’connor… – Ela suspirou.

”Diana O’connor – 3 meses – 15 de abril de 1991

Chegou através de um clarão numa parte escondida do Texas. Haviam escritos no chão e estava muito quente. Ryan e eu esperamos até ser seguro chegar perto da pequena nave e tentamos de todo jeito abri-la, porém a mesma se abriu sozinha revelando lá dentro um bebê. Uma garota para ser mais precisa. Uma garota extremamente esperta e curiosa. A retiramos de lá e cuidamos para que a nave fosse bem escondida, afinal há olhos curiosos em toda a parte do mundo. Decidimos registrar a garota, pois havíamos acabado de voltar de uma viagem ao redor do mundo fazendo pesquisas por quase um ano, então ninguém estranharia o fato de termos voltado com uma menina.”

Diana conhecia aquela letra melhor que a dela mesma. A letra de sua mãe, Izabel, totalmente delicada e elegante fazia contraste com as letras impressas na branca folha de papel. Aquele projeto. Projeto Estrela Cadente era totalmente sobre quem Diana era e de onde veio. A moça sempre achou que não era muito normal, mas ter nascido em outro lugar, ter chegado em uma cripta na Terra e ter até outros pais que ela não fazia ideia de quem eram… Isso sim é uma coisa maluca.

A moça passou as páginas e encontrou uma carta ao final dela. Diana piscava os olhos freneticamente tentando segurar a inundação que suas lágrimas fariam em seu rosto. A caligrafia de sua mãe, mais uma vez, lhe agraciava os olhos.

” Querida Diana.

Se tiver achado isso, creio que esteja em uma enrascada, porém viva e se escondendo. Eu sinto muito, meu amor. Eu e seu pai sentimos muito por nunca termos contado isso para você. Nós sempre quisemos te proteger. Desde o dia em que um presente enviado pelos céus chegou. Eu e Ryan quisemos protegê-lo a todo custo, e conseguimos até as runas escritas no local de sua chegada serem descobertas por uma Organização Inteligente.

Nós quisemos mantê-los fora de sua vida, afinal você cresceu lindamente e da forma mais normal possível. Sempre mantínhamos um olhar cauteloso e amoroso sobre ti, porque além de cientistas somos seus pais de coração. Nunca, em nenhum momento você apresentou comportamentos sobre-humanos. No entanto, a Organização mantinha seus olhos sobre nós e aí que descobrimos que havia outra nos observando a muito mais tempo, e essa não era como a outra, a SHIELD, ela queria você para fazer pesquisas. Via em você um potencial para conquistar planetas, só porque minha menina havia chegado do céu.

Conseguimos despistar eles por algum tempo até você crescer, não podíamos viajar sempre, pois não queríamos que essa Organização desconfiasse de que tínhamos consciência dela e de sua espionagem. Quando você conheceu o garoto Withmore acabamos ficando preocupados, afinal ele parecia sempre atento a tudo que fazíamos e principalmente a você. Ele nunca me pareceu um garoto de colegial.

Decidimos entrar em contato com a SHIELD, porém já era tarde demais. O garoto Withmore decidiu fazer seu trabalho sozinho e nos ameaçar enquanto você estava em uma excursão para a feira de admissões de Universidades U.S.A. Recebemos inúmeras propostas do garoto para entregá-la e ajudá-los a fazer de você um Rato de Laboratório. É claro que eu e seu pai não aceitamos isso e fomos avisados de que você seria levada.

Em desespero eu e Ryan tentamos entrar em contato com a SHIELD, mas não obtivemos respostas, pois eles conseguem se transformar em fantasmas quando querem. Em um ato de total desespero agendamos uma viagem as escondidas. Iríamos fugir com você e levá-la a força para longe do garoto Withmore, porém essa Organização faz jus ao seu nome, HYDRA, há cabeças, olhos, ouvidos em todos os lugares, querida. E então eles descobriram.

Não sei se eu e seu pai a veremos mais uma vez, Diana. Mas saiba que nós a amamos muito, de todo o nosso coração. Você é o nosso presente que veio do céu e nada e nem ninguém pode tirar o amor, a felicidade e a bênção que foi ter você em meus braços naquela noite; Não sabemos o que irá acontecer e tentaremos de todas as formas protegê-la, porém se o garoto Withmore cumpre com suas palavras não há muito o que fazer além de deixar todas nossas pesquisas e informações sobre essa Organização.

Sei que você é uma garota forte e corajosa. Se caso, eu e seu pai não estivermos mais nesse mundo para protegê-la e ajudá-la a conhecer quem você é, não tenha medo, não se sinta sozinha, pois ainda estaremos contigo enquanto se lembrar de nós e nos amar, afinal o amor não morre, não é?

Leia todas as pesquisas e tente achar respostas sobre quem você é e de onde veio. Não deixe que uma Organização, os Withmore ou qualquer pessoa defina quem tu és. Só você mesma deve se definir. Não permita que tentem lhe transformar em uma experiência, que escravizem você por respostas e não deixem que te tirem algo de mais precioso: o seu conhecimento.

Nós a amamos hoje e para sempre, Diana. Nos leve consigo para sempre, pois em minha memória você sempre estará.”

Diana largou a carta em cima da cama e passou a mão por seu rosto limpando as lágrimas. Seus pais haviam sido mortos e Thomas, seu pai e a maldita HYDRA eram os culpados.

Jane arriscou sua vida dentro daquela Conferência para avisá-la a forma que estava sendo usada. Um verdadeiro rato de laboratório nas mãos de meros seres humanos. O que ela era? Com certeza não havia obtido aqueles dons através de experiências que teria inventado como suas ”lembranças” lhe diziam. Tudo que estava em sua mente até agora era completamente falso e criado. Diana precisava fazer algo. Precisava se libertar das amarras em sua mente.

Mais uma vez seu celular tocou. Um barulho na parte debaixo do apartamento a fez pular de susto. Ela rapidamente pegou as pastas e jogou no pequeno buraco que havia feito embaixo de sua cama e tampou com os pisos de madeira. Se levantou e saiu do quarto devagar olhando para todos os lados. Ao chegar na sala Diana observou a janela aberta. Ela não estava assim antes.

Um movimento brusco a jogou na parede. A garota bateu a cabeça e soltou um arquejo de dor. Seu braço estava retorcido em suas costas. Ela não conseguia ver quem a estava prendendo, porém estava ciente de quem era. Abaixou seu olhar e observou o braço metálico e o frio do aço tocando sua pele. Diana fechou os olhos e suspirou.

– Estrelas. Agente. Morte. Gelo. Família. Perdido. Constelações. Abril. Mãe. 15

A voz de outra pessoa dentro de seu apartamento assustou Diana, mas ao ouvir aquelas palavras sua cabeça começou a doer como o diabo e então gritos de agonia saíram de seus lábios. Ela estava perdendo todas aquelas informações. O monstro que a transformaram queria sair e fazer a missão. Queria sair e servir a HYDRA. O homem continuava repetindo aquelas palavras até que a escuridão tomou a moça e a Agente 15 abriu os olhos.

Pronta para obedecer!

A Agente 15 se soltou do Soldado Invernal e assentiu para o diretor Withomore.

Asgard

– Thor não está em Alfheim! Nunca esteve! – Esbravejou Odin para Frigga.

A deusa estremeceu, mas mesmo assim não abaixou sua cabeça. Ela faria de tudo para ajudar Loki assim como sabia que Thor, por amor a ela e a seu irmão também o faria, mesmo que isso significasse mentir para o Rei de Asgard.

– O que você está tramando, Frigga?! Eu ordenei a Thor que nunca mais fosse a Midgard e…

– Por que você acha que Thor está em Midgard? – Frigga o interrompeu – Talvez ele só queria fugir dessa falsa paz que Asgard se encontra…

– Como ousa, mulher?! Por acaso acha que sou algum tolo? Thor nunca precisou mentir para mim, nem que fosse para se ausentar de Asgard por algum tempo! O que está tramando?!

Odin andava de um lado para o outro como um cão raivoso batendo o cabo de Gungnir no chão a todo momento. Frigga levantou mais sua cabeça e tomou fôlego para rebater o Pai de Todos a altura.

– Apenas protegendo meus filhos.

Ao ouvir aquilo, o velho Rei parou onde estava e girou em seus calcanhares fulminando a deusa loira com seu olho bom. Pensamentos e mais pensamentos passaram por sua cabeça. Onde estaria Thor… E Loki?!

Rapidamente o Pai de Todos desceu as escadas e deixou a Sala do Trono com Frigga a seu encalço. Ela nunca havia visto o Rei tão furioso como estava agora. Sua face vermelha e quente como se fosse explodir. Os passos ficaram mais rápidos, precisos e extremamente furiosos. Os dois subiram as escadas e pararam na frente da porta do quarto onde Loki deveria estar preso.

Frigga fechou os olhos e tentou refazer o feitiço que deixava as jóias mais fortes, assim como a imagem de Loki na de Naveen. Odin empurrou a porta enxotando os soldados que ali se encontravam. Os dois se entreolharam e se afastaram temendo a fúria do Rei.

Ao abrir a porta, Odin observou o quarto e deu de cara com um Naveen observando o céu de Asgard pelas grandes janelas. De costas, ele estava com a fisionomia de Loki, porém com todo o estardalhaço o homem se assustou e em um movimento abrupto se virou revelando a face dele mesmo e não de Loki.

– Onde ele está?! – Odin gritou.

Frigga rapidamente fechou a porta para que os soldados não vissem toda a confusão. A deusa ainda tentou segurar no braço do velho Rei, porém ele a empurrou. No entanto, em um ótimo reflexo a Rainha aplicou-lhe um golpe fazendo com que ele caísse no chão.

– Onde ele está?! – Odin rugiu furiosamente e tentou se livrar da deusa que o segurava com sangue nos olhos.

– Se você não tem vontade de proteger nossos filhos e lhes dar felicidade… Eu tenho! E vou fazer o que for preciso.

Os dois se encararam. Relâmpagos e raios pareciam saltar dos olhos dos dois em uma briga mortal. Naveen não sabia o que fazer e é claro, não tentaria retirar a Rainha de cima do Rei, senão seria morto, afinal.

Odin soltou um arquejo e uma tosse descompassada. Frigga desfez a careta mortal em que seu rosto se encontrava e arregalou os olhos. O Rei começou a ofegar. Soltou-lhe os braços e desmaiou nos braços da deusa loira. Rapidamente a mulher saiu de cima dele e o segurou chamando seu nome.

– Guardas! Ajudem! – A Rainha clamou.

Midgard – Washington D.C

O Soldado Invernal pulou do carro com uma arma em mãos. Escolheu o melhor lugar e mirou. Um escudo passou ao seu lado. O escudo do Capitão América. Os dois se entreolharam até o ataque começar.

A Agente 15 estava do outro lado observando enquanto os outros agentes combatiam a SHIELD ferozmente. As ruas estavam um caos. Carros batidos, alguns capotados e até pegando fogo. Algo passou por sua mira… Algo voador. Ela se assustou ao observar que era um homem com uma espécie de asa metálica. Soltou uma saraivada de tiros, porém ele não caiu.

Falcão aterrissou perto da moça e partiu para cima dela. Com seus bons reflexos, a agente, conseguiu se livrar de suas investidas e os dois caíram no chão numa luta corpo a corpo. Aquelas malditas asas metálicas atrapalhavam um bocado até a Agente decidir usar o elemento especial.

Assim que os dois conseguiram se levantar, Diana lhe deu uma rasteira certeira e com as mãos libertas de luva acertou nas asas metálicas da estranha criatura lufadas de gelo e o congelou no chão. Alguns agentes da HYDRA estavam ao longe, correndo para cuidar do oponente grudado ao concreto. A moça deu um impulso e subiu na pequena via e antes de pular para baixo ela deu um sorriso e uma piscadela para seu oponente.

Um grunhido a fez sorrir largamente. Ela deixou seu corpo pender no ar, saltou e aterrissou perfeitamente no chão e correu para encontrar o Soldado. Os dois deveriam prender o Capitão América e aqueles agentes tinham o trabalho de cuidar dos amiguinhos do herói.

O local onde a Agente estava se encontrava quieto demais. Até que barulho de pés batendo atrás dela a surpreenderam. Mãos rápidas e precisas a jogaram no chão. Ao levantar seus olhos a Agente observou uma cabeleira ruiva. Diana lançou no concreto lufadas de gelo congelando o mesmo. A cabeleira ruiva se desequilibrou e caiu, Diana se pôs de pé e observou os olhos azuis da mulher.

A Viúva Negra se apressou e pescou em seus bolsos alguns explosivos e jogou aos pés da Agente. A explosão jogou Diana para longe. No meio da fumaça a ruiva se aproximava. A Agente 15 se levantava gemendo de dor e tentando manter a concentração. O zumbido em seus ouvidos a deixavam zonza. Ao perceber que sua oponente se aproximava a mulher se levantou ainda desconcertada.

As duas fitaram uma a outra com um olhar raivoso e feroz. Diana se preparou para atacar. Natasha apressou o passo. As duas corriam uma para a outra para enfim se enfrentarem. Castanho vs azul. Viúva Negra vs Agente 15.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.