Redenção – Cortem-lhe a cabeça – 38

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Diana olhou pelas vidraças do grande prédio da SHIELD em Washington D.C. Hoje os representantes da HYDRA de todos os países viriam para ver como o famoso Vértice funcionava. Assim como os cientistas simpatizantes da HYDRA. Aquele prédio ficaria completamente lotado. Basicamente o corpo inteiro da organização estaria naquele local. Após a queda da SHIELD sua base principal em Washington havia sido tomada.

Um palco improvisado dentro do prédio já estava ali, assim como o projeto de Diana coberto por um enorme pano vermelho. Seu coração dizia que algo aconteceria. Não tinham mais o Capitão América e a Viúva Negra sob custódia e com certeza eles planejavam algo.

A moça decidiu deixar o grande salão onde mais tarde aconteceria a apresentação. Alguns agentes andavam para lá e para cá e assentiam para Diana assim que a viam. Apesar de respondê-los, a moça não se sentia bem. Sua cabeça doía. Alguns pesadelos lhe tomaram a noite inteira.

Alguns deles eram sobre estar presa dentro de uma espécie de cubo espelhado. Thomas, Bucky e Jane apareciam em momentos desconexos. As cenas passavam rapidamente. Espadas, escudos. Uma criatura em um lago. Um local coberto de gelo e escuro. Sua mão sendo segurada pela de outra pessoa. Um aperto quente e confortante. Depois disso sua cabeça e todo seu corpo começavam a doer incessantemente como se estivesse levando inúmeros choques. E assim a moça dava um pulo da cama ainda gritando.

A todo momento que ela tentava dormir as mesmas imagens lhe tomavam os sonhos e a impediam de dormir tranquilamente. Porém mais imagens foram aparecendo como se fossem mais do que pesadelos. Um apartamento apareceu várias vezes. Um caderninho verde com alguns desenhos. Vozes ecoaram em sua mente durante o sonho. Vozes que ela reconheceu como a de Jane e até mesmo de sua falecida mãe.

Ao passar pelos corredores, Diana ouviu a voz do Diretor Withmore um tanto exaltada. Se lembrou de que Thomas havia voltado e passou a maior parte do tempo com seu pai e com enfermeiros para tentar descobrir o que havia de errado. Por incrível que pareça o ruivo não se lembrava de onde esteve, o que era um tanto perigoso para todos porque a SHIELD havia levado ele, e poderia ter obtido informações um tanto sigilosas.

– Thomas! Eu preciso que você se lembre onde diabos esteve e principalmente cada palavra dita. – Withmore esbravejou. – A SHIELD tem nos observado da mesma forma que nós a observamos. E com o Capitão América de volta à organização deles, é um tanto óbvio que seremos atacados hoje. Pelo menos temos agentes o bastante.

– Eu não me lembro… – rugiu Thomas – Parece que algo bloqueou minha mente.

Withmore soltou um suspiro irritado. Diana pode ouvir um barulho de uma bofetada. Ela se escondeu perto da porta e viu Thomas esfregando a face esquerda. Seu cenho franzido e surpreso pelo pai tê-lo agredido.

– Acha que me bater vai adiantar em algo? – O ruivo gritou.

– Cale-se! Imprestável. – Withmore ameaçou esbofeteá-lo novamente.

Thomas se levantou e segurou o braço do pai. Surpreso com essa atitude Withmore o empurrou e pegou no pescoço do filho o encostando na parede.

– Preste bem atenção, Thomas. Os aeroporta-aviões estão no lugar certo prontos para começar a chacina. Muitas pessoas no mundo inteiro irão morrer e assim conseguiremos carta branca dentro do governo.

– O quê?! – Thomas perguntou.

– Acha mesmo que aquela garota idiota estava construindo uma passagem para outro planeta? Claro que não. As pesquisas dos pais dela nos ajudaram e muito. Enquanto ela achava que construía uma passagem, na verdade criou uma forma de acessar todos os sistemas de computadores. Nossos cientistas estão chegando perto de conseguir criar um portal, porém precisamos controlar os sistemas de computadores para finalizar isso, e principalmente, acessar a tecnologia do governo e NASA. Quando os nossos aeroporta-aviões matarem essas pessoas, a SHIELD levará a culpa e assim entraremos em ação. Conseguiremos o armamento e a inteligência do governo, e assim teremos todo o poder em nossas mãos. Acha mesmo que meus planos eram tomar um planeta e deixar a Terra em poder de outros? Claro que não. Tomaremos a Terra, Asgard e todos os outros que estiverem ao nosso alcance. Assim que fizermos isso daremos um jeito de controlar o Soldado Invernal e a Agente 15 para sempre.

– E como faremos isso? Eles estão presos aos códigos. E se algum deles descobrir o código que quebra o controle?

– Cale-se!

Withmore soltou o filho. Thomas olhou o pai de forma abismada. Eles matariam inúmeras pessoas. Diana soltou um pequeno arquejo. Onde havia se metido? Estava ajudando um psicopata a tomar o poder da maior inteligência do mundo. Estava sendo feita de fantoche… Ela e Bucky… Bucky? Onde ele estava?

Diana se afastou da porta e começou a correr pelos corredores. Uma ideia tomou sua mente. Ela precisava impedir aquela chacina. Precisava tomar o controle da situação.

Loki, Thor e Maria Hill se escondiam dentro de uma das salas de computadores. A agente tentava de todas as formas acessar os controles das máquinas. Natasha e Fury estavam no prédio ao lado com um dos idealizadores da HYDRA. A Viúva Negra disfarçada de senadora absorvia tudo o que o homem falava. O comunicador estava ligado possibilitando que Hill ouvisse toda a conversa.

O idealizador começou a falar um dos planos da HYDRA. Hill abriu a boca em um pequeno ”o”. A organização ficava cada vez mais insana. Pessoas morreriam. Inocentes morreriam para que eles tomassem conta do governo. Do lado de fora estavam os agentes completamente desmaiados. Thor e Loki cuidaram deles para que os três pudessem completar o plano.

Loki olhava de um lado para o outro. A impaciência lhe tomando por completo. Não via a hora daquilo tudo terminar e os malditos vermes da HYDRA explodirem por completo. Se ele não conseguiu dominar o mundo da primeira vez que veio a terra, então ninguém mais iria fazê-lo.

– Eu vou… Vou procurar Diana. – disse o deus da trapaça indo diretamente para a porta.

– Loki! – Thor o repreendeu.

– Isso não vai atrapalhar o plano, Thor. – Hill disse. – E ainda nos poupa tempo se ele conseguir trazê-la de volta antes das coisas ficarem feias por aqui.

Loki olhou para a morena atrás de si e deu de ombros. Ele havia gostado da agente. Mulheres guerreiras faziam seu tipo. Thor olhou para o irmão como se dissesse: Não faça nenhuma besteira. O moreno sorriu maliciosamente para o deus do trovão e saiu da sala.

Os agentes desmaiaram e caíram no chão. Loki suspirou e com sua lança fez uma ilusão para que se algum agente passasse por ali veria que os outros estavam a postos. Ele deveria procurar Diana da forma mais discreta possível e levá-la rapidamente dali. Observou um dos homens caído e fez com que sua imagem se tornasse a dele.

Passou pelos corredores estreitos observando tudo ao seu redor. Desceu algumas escadas. Uma delas estava um tanto escorregadia. Ele abaixou-se e colocou a mão. Gelo. A escada estava coberta de gelo.

{…}

Diana se escondeu atrás de uma pilastra. A sala de computadores da SHIELD estava a algumas portas de distância. Porém o corredor estava tomado por quatro agentes. Ela sabia que não seria fácil colocar seu plano em prática, principalmente sozinha. Então usou de suas habilidades especiais.

Ela fechou os olhos e se concentrou. Flocos de neve começaram a cair perto dos agentes. Diana observou os agentes se dispersaram. Ela correu e abateu o primeiro com um soco. Quando os outros três perceberam o colega abatido partiram pra cima dela. A moça abaixou-se protegendo seu rosto de um soco. Deu uma rasteira em seu oponente. Quando se virou um agente tinha sido abatido, porém havia ainda dois de pé. Não eram três? O homem negro cerrou os punhos e socou o colega no rosto. Quando ele caiu, o agente negro o chutou na cabeça.

Diana arregalou os olhos. Por que diabos um dos agentes iria abater o outro? O homem negro se aproximou dela. Os dois se olharam intensamente. Ele tocou seu braço. Diana fez um movimento brusco para se soltar. O agente a empurrou para a parede mais próxima. Seus narizes quase se tocando. Ele tampou sua boca para que ela não falasse nada. Barulho de passos foram ouvidos na escada. Diana observou ao seu redor. Os agentes antes abatidos estavam de pé em seus postos. Um homem apareceu ao pé da escada e observou todo o corredor. Olhou para ela e deu de ombros subindo novamente pela escada.

Ao observar novamente o corredor a cena havia se dissipado. Os agentes estavam desacordados no chão. Ela olhou para o homem que a prendia, não era mais um agente. Seus cabelos negros batendo na altura dos ombros e os olhos… Olhos verdes. Seus narizes quase se encostando. Loki soltou a boca de Diana e se afastou ainda mantendo seus olhos no dela.

– Mas… – Diana disse.

– O que está fazendo aqui? – Loki perguntou.

Diana se afastou da parede e se aproximou da porta branca. Ela sentia no fundo de si que o conhecia.

– Por que acha que devo confiar em você? – Ela retrucou.

– Porque acabei de salvar sua vida. – Loki disse num tom irônico.

A moça abriu a porta e entrou. O deus da trapaça a seguiu. Ela rapidamente puxou a cadeira e mexeu no mouse do computador.

– Por que tenho a impressão de que te conheço e de que posso confiar em você? – Diana disse sem olhá-lo.

– É porque conhece e pode. – Loki respondeu e fechou a porta. – O que está fazendo?

Diana teclou rapidamente. Mexeu no mouse e passou os olhos pela tela do computador rapidamente. Um código passou. Ela o digitou. Rapidamente uma aba se abriu. O prédio tinha, como ela havia imaginado, um sistema de destruição.

– Explodindo algumas coisas. – Diana se virou e sorriu para Loki.

”O sistema de autodestruição foi programado.”

A voz mecânica do computador falou. Loki arregalou os olhos para Diana. A moça pegou uma espécie de controle nas mãos e se levantou. Ela abriu a porta. Loki ainda continuava estagnado dentro da sala.

– Você não vem? – Diana perguntou.

{…}

– A HYDRA tem me controlado faz tempo. Não sei como vim parar aqui. As lembranças que tenho me foram dadas. – Diana disse para Loki enquanto andavam.

– Sei disso. – Ele respondeu.

Ela parou e olhou para ele.

– Quem é você? – Perguntou ao deus da trapaça.

– Você vai descobrir assim que sairmos daqui. Só o que precisa saber é que não estou sozinho, e que assim como você temos um plano. – Ele respondeu.

Diana voltou a andar rapidamente. No fim do corredor havia uma outra porta. Ela abriu. Os dois entraram. A moça voltou-se para Loki.

– Diga aos seus amigos que agora a HYDRA está em minhas mãos e eu vou cortar todas as suas cabeças hoje mesmo. – Diana disse a Loki.

O deus da trapaça sorriu abertamente para a moça. O caos era uma de suas especialidades. Ele queria e muito se vingar da HYDRA, porém era justo que Diana o fizesse com suas próprias mãos.

– Essa vingança é sua. – Loki assentiu para a moça.

Ela deu de ombros. Não se importava, naquele momento, que todas aquelas pessoas morreriam. Em hipótese alguma deixaria Withmore e Thomas dominarem a Terra. Sua mente estava começando a clarear.

– Então… A SHIELD está mesmo por aqui? – Diana perguntou.

– Sim! Uma de suas agentes está tentando tomar o controle dos aeroporta-aviões para impedir que o plano dessa organização dê certo.

A moça assentiu ainda de costas para ele.

– Entre em contato com ela. – Diana disse.

{…}

– O quê?! – Thor esbravejou – Ela quer matar todos os que estão aqui dentro?

– Thor… Eu não vou conseguir reverter a auto-destruição enquanto você esbraveja de um lado para o outro.

O deus loiro andava de um lado para o outro. Ele estava prestes a fazer um furo no chão. Seu nervosismo não estava ajudando Hill em momento algum.

– Já avisou Fury? – Thor perguntou a ela.

– Não… Não consigo entrar em contato com ele. – Hill respondeu em um suspiro.

”Acesso negado.”

O sistema não parava de repetir o aviso. Hill socou a mesa ao seu lado e se levantou.

– Thor! Não consigo descriptografar o acesso de Diana. O prédio vai explodir.

Os dois se olharam em desespero. Thor assentiu para ela e abriu a porta. Eles dois passaram pela porta correndo.

– Steve?! Rápido. Já está programado. Precisamos que você coloque a peça no lugar certo agora! O prédio vai explodir.

Um gemido de dor foi ouvido por Hill. Steve já estava em um dos aeroporta-aviões lutando contra Bucky para conseguir colocar a peça no local certo para que as coordenadas mudassem.

– Estou tentando, Hill. Mas tenho um problema aqui.

Maria suspirou e empurrou Thor para trás de uma das pilastras. Alguns agentes passaram rapidamente pelos corredores. Assim que o local estava livre eles continuaram a caminhar.

– Vamos logo, Leon. O Withmore disse que todos já chegaram. Já vão apresentar o Vértice.

– Rápido, Steve! – Hill disse desligando o comunicador.

 

Loki se escondia atrás de uma das pilastras já no local onde o Vértice seria apresentado. Ele havia contado o plano da SHIELD para ela. A moça, em momento algum mudava de ideia sobre seu plano. Ela, mesmo não querendo, revelou seu plano a Loki. Sentia que podia confiar no moreno.

O deus da trapaça concordou em ajudá-la, afinal sentia um prazer imenso em vê-la exercendo sua vingança, e descobriu que era excitante ser o espectador de todo o caos que aconteceria. Porém, sua mente o avisava que talvez, talvez aquilo não desse muito certo. Diana havia lhe dito que não era ela que apresentaria o Vértice. Withmore e Thomas fariam isso.

Quando finalmente estavam todos acomodados em suas cadeiras, homens e mulheres. Cientistas e representantes da HYDRA em todo o país, Diana se aproximou do palco. Thomas estava lá. Ela olhou para os lados e viu Loki. Ele mantinha os olhos no ruivo. A moça se aproximou de Thomas e o empurrou para trás de uma pilastra. Uma de suas mãos apertaram o pescoço dele, e a outra tampou sua boca.

– Eu sei o que estão fazendo. – Ela disse. Thomas arregalou os olhos – E você vai me ajudar a terminar com tudo isso.

Loki se aproximou sorrateiramente dos dois.

– Ele vai ajudar. Mesmo estando sob meu controle ele não quer que isso aconteça.

Diana olhou para Loki e depois voltou sua atenção para Thomas.

– Olha só quem resolveu se tornar o herói. – Diana disse apertando mais a garganta do ruivo. – Devolva minhas memórias.

Thomas arregalou os olhos e ofegou procurando por ar. Diana retirou a mão da boca dele para que a respondesse.

– Eu não… Eu não posso devolver suas memórias.

A mulher rosnou para ele. Seus olhos pintaram-se de carmim. Ela apertou mais o seu pescoço.

– Tudo bem… Tudo bem! As suas memórias… Elas vão voltar com o tempo. Assim que o soro sair de seu sistema, elas voltarão aos poucos… – Ele tossiu – Por isso você era obrigada a tomá-lo todos os dias.

Diana afrouxou seu aperto.

– Tire de mim o controle deles. – Ela sussurrou para ele. – Eu sei que sabe como fazê-lo.

Thomas olhou no fundo de seus olhos.

– Como sabe isso? – Ele questionou.

– Faça antes que eu arranque sua língua! – Ela respondeu para ele.

– Sie sind frei, Soldat. Er diente auch in ihrem Krieg – Thomas sussurrou para Diana. Sua voz saindo entrecordada por ainda estar sendo sufocado.

Diana fechou os olhos. Era como se tivesse sido submetida a um apagão. Suas têmporas doeram. A moça reprimiu um grito. Quando abriu os olhos Loki a segurava em seus braços. Thomas estava no chão massageando o pescoço e procurando por ar.

– HAIL HYDRA! – Withmore disse no microfone.

Todos dentro do local repetiram o cumprimento. Diana olhou para Loki. Era chegada a hora.

{…}

 

– Esse é o nossa chave para tomar posse do governo. Thomas, meu filho irá apresentá-los juntamente com os responsáveis pelo projeto.

Thomas subiu as escadas. Diana observava tudo atrás do palco. Loki controlava a mente do ruivo para que ele fizesse tudo que ele e a moça combinaram. Os simpatizantes da HYDRA aplaudiram o homem. Diana observou todos ali. Aquele era o sistema inteiro da organização. A partir do momento que ela apertasse o botão em suas mãos todos os computadores da HYDRA, em todos os países entrariam em curto e se auto-destruiriam juntamente com aquele prédio. Ela não sabia, até hackear o computador, que ali era o coração da organização.

Assim que Thomas retirou o pano vermelho os cientistas começaram a explicar o Vértice. Eles falavam sobre a potência e a inteligência do programador. Ele era responsável por invadir todos os sistemas de computadores dando carta branca à Organização. Os armamentos e a inteligência do governo seria deles.

– Agora, Thomas irá ligá-lo. – Um dos cientistas disse. – E assim poderei começar a invasão nos computadores.

Um estrondo do lado de fora fez todos olharem pelas vidraças de vidro. Aquilo eram barulhos de tiros. Os aeroporta-aviões começaram a pegar fogo. Hill apareceu juntamente com Thor do outro lado da sala. Diana levantou o pescoço e os viu. A moça se pôs a correr e subiu em cima do palco.

Tomou em suas mãos a pistola e atirou no Diretor Withmore. Antes que os três agentes, que guardavam o local, pudessem alcançá-la. Não seriam tão rápidos assim. Hill atirou rapidamente em um dos agentes. Thomas abateu os outros dois com sua arma atrás de Diana.

Withmore caiu no chão. O sangue pintando o palco. O público sincronizadamente se lavantou em desespero. A cena parecia passar em câmera lenta. Diana se abaixou e pegou o diretor pelo colarinho. Os olhos da moça pintaram-se de carmim novamente.

– A garota não é tão estúpida como você achava.

Ele esgasgou com o sangue em sua boca, porém ainda conseguiu sussurrar para ela.

– Corte uma cabeça e outra nascerá no lugar!

– Não nascerá se eu cortar todas de uma vez. – Diana rosnou para ele.

A garota fez uma estaca com seu punho e o enfiou no coração do diretor. Uma saraivada de tiros atingiu o palco. O grito de Thor foi audível. Ele e Hill estavam lutando contra os agentes da HYDRA juntamente com Loki, suas ilusões e Thomas.

Diana se jogou no chão e arrastou-se para perto do Vértice. Alguns dos cientistas já estavam mortos no palco, porém um tentou se aproximar de uma das amas. Rapidamente Diana o abateu. A moça se escondeu atrás do Vértice e abriu uma das pequenas portinholas. Ela pegou um dos fios e os puxou rapidamente. Eles quebraram provocando um curto circuito no Vértice. De repente o projeto começou a pegar fogo.

A moça procurou em um de seus bolsos o controle. Ele estava em seu bolso esquerdo. Quando o resgatou percebeu que a luz vermelha estava acesa.

– Oh… Merda! – Ela sussurrou.

”Sistema de auto destruição permitido.”

A voz computadorizada disse. De repente o local se silenciou por uma fração de segundos. O barulho de gritos e tiros encheu o salão. Pessoas corriam de um lado para o outro tentando de alguma forma abrir as portas, porém todas estavam sendo seladas.

– Diana! – Loki gritou.

A moça se levantou e pulou para longe do palco. O Vértice começava a pegar fogo. Ela correu para se proteger. A explosão do aparelho a jogou alguns metros de distância mais longe. O gosto de sangue em sua boca fez com que ela franzisse o cenho e olhasse atordoada para os lados.

– Precisamos sair daqui! – Ela gritou encontrando o olhar de Loki.

– Loki! – Thor gritou.

O deus da trapaça corria para pegar a moça caída no chão. Diana se levantou ainda zonza e tentou caminhar para ele. Arrastou os pés o mais rápido que podia. Explosões nos andares de cima fizeram todos olharem para cima e se apressarem. Loki chegou até Diana e a agarrou pela cintura a puxando freneticamente. Os dois faziam uma corrida estranha. O moreno a arrastava.

De repente sua mente foi tomada. Ela não estava dentro da sala mais. Chuva caía. Lama em seus pés. Um vestido azul. Loki a puxava pela cintura. Diana piscou os olhos e observou o caos dentro do prédio mais uma vez. Aquilo era uma lembrança?

As colunas do prédio começaram a rachar e ceder. Hill gritava descontroladamente ordens. O local estava irritantemente ensurdecedor, porém Diana só conseguia se concentrar no par de mãos quentes em sua cintura a conduzindo.

– Por aqui! – Hill gritou. Ela e Thor correram pelo corredor.

Loki e Diana em seu encalço. Ela olhou para os lados. Thomas corria atrás deles.

– Thomas! – Ela gritou.

O moço encontrou os olhos dela. Ele parecia desesperado. Seu rosto estava manchado de sangue e ele mancava. O ruivo moveu os lábios em uma frase.

”Me perdoe” 

Ele sussurrou para Diana.

– Thomas! – Ela parou fazendo com que Loki tropeçasse.

– Vamos… Diana! Temos que ir. – Loki a sacudiu.

Ela se debateu nos braços de Loki, porém ele a agarrou e a colocou sobre seus ombros em um movimento rápido. Ela gritou por Thomas. Uma das pilastras cedeu, e enquanto Loki corria com a moça em seus ombros, a pilastra caiu formando uma imensa poeira no ar.

– Thomas! – A mulher gritou em desespero.

Lágrimas tomaram seus olhos. Loki continuou a correr. Hill e Thor pularam pela janela. O vidro se quebrou em pedaços. Loki os seguiu tomando impulso e pulou sendo engolido pelo vácuo.

Diana fechou os olhos e se agarrou mais ainda nos braços do deus da trapaça. Thomas estava morto, o prédio cedeu. Tudo estava acabado.

Quando os dois finalmente caíram no chão o baque foi imenso. Apesar de estarem apenas no segundo andar. Loki havia caído por baixo dela. Seus rostos se encontraram. Ele se levantou sem saber de onde tinha tirado toda aquela força. O moreno puxou a garota e correu mais alguns metros rapidamente. Ela se agarrou em seus braços e correu com ele.

A imensa explosão casou um impacto extremo. Os dois foram arremessados mais uns metros a frente e caíram no chão. Diana bateu a cabeça, porém não apagou. Ela levantou seus olhos e respirou com desespero. O prédio a sua frente estava consumido por poeira. Ele caía e explodia sem parar. Os barulhos eram esurdecedores. Os ouvidos da moça doíam.

Hill e Thor caíram alguns metros longe dos dois. Apesar de todo o baque a mulher conseguiu levantar. Do outro lado uma cena pior ainda. Os aeroporta-aviões explodiam e caíam do céu para dentro do enorme lago artificial.

– Steve! – Hill gritou em seu comunicador. – Steve!

Loki se arrastou até Diana. A moça olhava o caos. O prédio estava sendo engolido pelas explosões. Era até difícil observar com tanta poeira. Ele segurou a mão da moça caída no chão ao seu lado. Ela olhou no fundo de seus olhos e em meio a todo aquele caos, morte e explosão, ela encontrou paz.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.