Redenção – Niflheim – 22

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– Você já foi para Midgard, levou vários alienígenas junto com você para dominar o planeta e não sabe o que é uma calça jeans, Loki?  – Grunhi observando-me no espelho do quarto.

– Eu fui à Midgard para dominar e não prestar atenção nos vestuários de vocês. – Respondeu ele em tédio.

Loki havia me explicado que iríamos para Niflheim, um lugar extremamente frio e sombrio, e assim decidi que eu não poderia ir com vestidos longos e espalhafatosos que me fariam dar de cara com o chão ou até mesmo ficar doente de novo.

De várias formas tentei explicar a ele como seria uma roupa que usaria para um inverno rigoroso, mas sempre que Loki trocava minhas vestes através da magia, mais se pareciam com vestidos nada quentes.

– Droga! – Peguei o caderninho na penteadeira e um toco fino de madeira com um pedaço de grafite na ponta.

Rabisquei uma calça escura e uma blusa com grandes pontas que iam até as coxas, tentei rapidamente fazer uma bota que saiu um tanto estranha – tudo bem, eu sou boa com desenhos, mas meu talento não se deve à roupas – puxei a folha do caderninho e mostrei para Loki.

– Será que não dá pra criar algo assim com uma blusa que fique quente e não me deixe congelar até a morte? – Supliquei.

Loki pegou o desenho de minhas mãos e observou a folha com o cenho franzido por alguns minutos. Quando seus olhos encontraram os meus um sorriso pequeno brincou em seus lábios. De repente fui envolta na familiar névoa gelada, meus pés antes desnudos agora calçavam coturnos marrons e quentes, minhas pernas de baixo do vestido que estava antes se apertaram dentro de uma calça escura. A blusa que havia desenhado da forma mais desleixada possível agora estava em meu corpo protegendo-me do frio.

Assim que a névoa se afastou me virei para o espelho e suspirei aliviada, finalmente eu poderia correr e chutar a bunda de alguém sem ter que segurar a barra do vestido, e nem correr o risco de cair e bater a cabeça, meu equilíbrio pode ser bom, mas somente acrobatas conseguiriam correr vestidos da forma que estava antes.

– Obrigada! – Sorri para ele.

O asgardiano assentiu para mim, pegou sua espada e fez um sinal para que eu descesse. Peguei Sann e a bainha, amarrei rapidamente em minha cintura já descendo as escadas de carvalho. Caliel estava lá em baixo apertando as pequenas mãos nervosamente. Cheguei mais perto da Elfo e a abracei fortemente.

– Espero que nos encontremos de novo, e não se esqueça, você é poderosa Caliel. – Disse sorrindo para ela.

As pequenas mãos da moça acariciaram meus cabelos e ela abriu seu sorriso lindo e cintilante.

– Obrigada, Diana. Não se esqueça que há algo de especial em você, faça de tudo para descobrir o que é. Creio que nos veremos novamente. – Seus braços se soltaram dos meus e ela se aproximou de Loki.

– Cuide-se, meu querido amigo e zele por seu tesouro. – Caliel tomou as mãos de Loki e depositou um beijo em seus dedos, ela sorriu para ele quando seus olhos encontraram os meus.

– Temos que ir, cuide-se Caliel. – Loki apertou as mãos dela e se virou para abrir a porta de carvalho. – Vamos?

Assenti e fui em direção à porta. Saímos da casa de Caliel e paramos na soleira da porta

– E agora? – Perguntei a ele.

Loki segurou meu pulso e me puxou para saírmos da campina sem dizer uma palavra.

A gruta escura e gelada me dava arrepios, mesmo com uma blusa pesada me aquecendo. A mão de Loki em meu pulso me guiava na extrema escuridão, só conseguia ouvir nossas respirações e o pulsar do sangue em meus ouvidos. Loki entrou em uma pequena fresta me puxando com ele, sua mão deixou a minha e ele abraçou minha cintura segurando-me fortemente.

– Você vai sentir como se estivesse sendo triturada, mas haja o que houver não se solte de mim, certo? – Ele disse fazendo com que os pelos de minha nuca se eriçassem.

– Tudo bem. – Apertei meus braços em seu abdômem enquanto respirava fundo.

Loki nos puxou mais para dentro da fresta e um arco íris tomou meus olhos, tudo parecia tremer, agarrei as roupas de Loki e colei meu corpo no dele. Minha respiração se acelerou e comecei a me sentir um pouco tonta com todas aquelas cores e o mesmo barulho do vértice que eu encontrei no prédio no dia de meu aniversário. Eu queria de todas as formas fazer aquele barulho parar, meu cérebro parecia estar sendo triturado assim como meus ossos, que pareciam ter virado gelatina.

Aquilo continou por uns bons segundos até que tudo se tornou escuro e frio, um vento gelado afastou meus cabelos do rosto. Apertei meus olhos tentando enxergar onde estávamos, meus braços e pernas se arrepiaram ao perceber que o local se parecia muito com o Helheim.

– Diana. – A voz de Loki surgiu abafada em meus ouvidos.

Levantei a cabeça que eu apoiava em seu peito, encontrei seus olhos verdes e respirei fundo tentando manter a consciência, a tontura e o barulho do vento me deixavam desnorteada.

– Hummm? – Meus braços ainda apertavam a cintura de Loki de um jeito esmagador.

Suas mãos seguraram meu rosto e os olhos me inspecionaram minusciosamente.

– Niflheim é um lugar que causa ilusões, não saia de perto de mim por nada e não acredite no que vê daqui em diante, tudo bem? – Ele apertou suas mãos em meu rosto mantendo minha atenção na sua.

– Tudo bem. – Suspirei piscando os olhos freneticamente tentando orientar meus sentidos e me desvencilhar do zumbido irritante em meus ouvidos, tudo isso em vão.

Respirei fundo e soltei sua cintura devagar observando ao meu redor, tudo coberto de neve e obscuro. Árvores altas e congeladas pareciam ter garras, o chão irregular e coberto de neve suja me deixava confusa, não sabia se pareciam sangue ou somente sujeira.

Loki andava a minha frente com a espada empunhada. O vento balançava as mechas de seu cabelo já grande. Enquanto eu respirava, uma fumaça saía de minha boca por causa da neve.

O local me dava calafrios tamanho silêncio e frio, será que a morte era dessa maneira? Fria e silenciosa? Os passos de Loki na neve me faziam a todo momento voltar a realidade todas as vezes que eu me desconcentrava com a paisagem horrorosa do local.

Tenho a plena certeza que se estivesse sozinha em Niflheim me perderia e acabaria enlouquecendo com todo o silêncio e o sentimento de abandono e solidão que o local me trás. O vento gélido batia em meus cabelos me desconcentrando do caminho. Sacudi a cabeça tentando me livrar dos sussurros que me amedrontavam.

Tentei de todas as formas manter a atenção nas costas curvilínias de Loki, mas uma sombra começou a andar pelas árvores atraindo minha atenção. Um arrepio esquisito tomou a base de minha coluna. Apertei meus olhos para poder enxergar que sombra era aquela, e nem percebi que havia parado de andar.

– Loki? – Sussurrei.

A sombra se aproximou devagar me fazendo arfar de surpresa.

– Mãe? – Meus olhos se arregalaram ao ver a imagem a minha frente.

Minha mãe estava ali? Seus cabelos cor de chocolate desgrenhados. Seu rosto em pânico olhando pra mim. As roupas rasgadas e sujas.

– Diana! Diana, vem comigo! – Ela gritou em desespero correndo para mim.

– Mãe, o que ta fazendo aqui? – Segurei seus braços quando ela chegou perto.

– Precisamos fugir, filha. Não há tempo pra explicar, ele vai nos matar. – Respondeu olhando para todos os lados e segurando meus braços de um jeito que me machucava.

– Espera, mãe. – Eu disse puxando meus braços de volta, olhei novamente para o caminho e já não encontrei o asgardiano. – Loki? – Gritei tentando encontrá-lo.

– Vamos agora! – Ela me puxou bruscamente e começou a correr quase me fazendo cair.

Entramos na floresta congelada, e tudo ficou cada vez mais escuro. Ela parou bruscamente e se virou para mim, seus olhos arregalados, o rosto pálido como se estivesse morta.

– Mãe, como você está aqui? Você e o papai morreram faz muito tempo.

– Ele está aqui. – Ela disse me interrompendo.

– Quem? – Virei-me para onde ela estava olhando e meu queixo caiu.

Lá estava ele apontando uma arma diretamente para minha cabeça, os cabelos ruivos se reviravam enquanto o vento soprava furiosamente. Um sorriso maníaco pintava seu rosto, a escuridão deixava seus olhos amedrontadores. Parecia que eu não conseguia mais respirar. O que meu ex-namorado fazia aqui apontando uma arma para minha cabeça?

– O que faz aqui? – Gritei em desespero. Escondi minha mãe atrás de mim tentando protegê-la.

Ele se aproximou cada vez mais enquanto eu dava passos pequenos para trás ainda segurando o braço fino de minha mãe para que ele não a visse.

– Não adianta se esconder, eu já sei que está aí, e você sabe o que eu quero, Eliza. – Disse ele olhando por cima de meu ombro e encontrando o rosto de minha mãe.

Ela saiu de trás de mim e se colocou a minha frente enquanto eu tentava puxá-la.

– Não vai levar minha garota, já chega disso. – Ela respondeu ferozmente.

– Será melhor se não lutar, Eliza.

– O que diabos você quer? – Puxei minha mãe bruscamente e virei-me para ela. – O que está acontecendo?

Seu olhar vago não encontrava mais o meu, era como se eu não fizesse mais parte da cena. O vento gélido batia em meu rosto me deixando zonza e sonolenta.

– Eu sempre lutarei por Diana. – Minha mãe gritou para ele.

O meu ex-namorado apontou a arma para o peito de mamãe, ao ver aquela cena minhas pernas vacilaram e eu caí. Meu rosto bateu no chão gélido, a neve parecia queimar minha pele. O ruivo destravou a arma e estava pronto para atirar.

– Não! – Gritei tentando me levantar do chão, rastejei até os pés de mamãe, tentei segurar suas pernas, mas ela parecia uma névoa, não era seu corpo que estava ali.

– Sua luta chegou ao fim, Eliza O’connor. – Ele disse ainda sorrindo para minha mãe.

Quando meu ex-namorado estava prestes a atirar uma sombra saiu das árvores e jogou o ruivo para o chão… Meu pai.

– Pai! – Gritei em desespero. Lágrimas molhavam minha face.

Os dois se engalfinharam no chão. A paisagem mudou. Estávamos na cozinha de minha antiga casa no Texas. Papai segurava ferozmente a mão de meu ex-namorado tentando em vão tirar a arma de suas mãos.

– Robert! – Minha mãe soltou um grito esganiçado de dor. – Por favor, nos deixe em paz… Nos deixe em paz! – Ela chorava, suas pernas cederam e ela caiu ao meu lado de joelhos. – Por favor! – Mamãe sussurrou.

Enquanto papai tentava tirar a arma de suas mãos, minha mãe chorava e fazia uma pequena oração apertando as mãos desesperadamente. Um barulho de tiro fez o sangue congelar em minhas veias, eu sentia como se meu coração tivesse parado. O baque surdo de um corpo caindo no assoalho de madeira e sangue pintando o chão.

Meu grito sobressaiu o de minha mãe ajoelhada ao meu lado, ela caiu no chão ao lado de papai que havia sido atingido no peito, suas mãos tomaram seu rosto. Ela pressionou seu peito gritando de agonia, o sangue de meu pai tingiu suas mãos e ela gritava palavras irregulares enquanto chorava.

– Não! – Eu sussurrei. Lágrimas molhavam minha face. Eu perdi o ar, meu peito queimava como se eu tivesse sido atingida. – Papai.

Minha mãe, Eliza, segurava o rosto de meu pai, Robert, enquanto chorava.

– Por que fez isso? – Ela olhou para meu ex-namorado.

Seus olhos arregalados, a mão coberta de sangue, o sangue de meu pai. Eu não conseguia respirar. Um bipe em seu bolso. Ele puxou um celular grande e preto.

Já fez o que lhe pedi? – A voz esbravejou no celular.

O ruivo ficou parado como uma estátua olhando para a cena de meu pai morto nos braços de minha mãe. Rastejei até eles sem forças como se estivesse morrendo junto.

JÁ FEZ?- A voz gritou – Mate os dois! Agora! 

Meus olhos encontraram os dele, cheio de agonia e indecisão.

– Você sabe o que acontecerá se não fizer…

– Tudo bem! – Grunhiu meu ex.

Ele apertou um botão e jogou o celular no bolso novamente. Se aproximou de mamãe que estava ainda agarrada a meu pai chorando em desespero. A sonolência e a zonzeira tomaram conta novamente de meu corpo. Eu não pude impedi-lo. Meus membros não se moviam enquanto eu o vi puxar minha mãe bruscamente enquanto ela gritava.

– Não faça isso… – Tossi algumas vezes. Meu peito ardia como se estivesse em chamas.

– Espero que um dia possa me perdoar, Diana. – Ele sussurrou.

Minha mãe se colocou de joelhos e levantou os olhos para encará-lo. Encarar o próprio assassino no momento de sua morte.

– Eu sei que pagará por isso. Você sofrerá. – Eliza disse firmemente.

– Shhhhh, isso acabará rápido, Eliza. – Ele disse com agonia na voz.

Seus olhos se fecharam e na minha frente, ele matou minha mãe. Meu grito de desespero, dor e agonia fez minha garganta protestar, a dor que eu senti não era nada comparado a presenciar aquilo.

Minhas pernas e braços se tornaram fortes para levantar novamente, a sonolência havia ido embora e minha espada dourada empunhada em minhas mãos.

– Maldito. Desgraçado. – Grunhi empunhando Sann e corri para ele.

Ataquei o ruivo a minha frente, seus braços seguraram os meus pintando minha pele com o sangue de meu pai. Desferi um chute em suas pernas, ele gemeu de dor me fazendo sorrir em satisfação.

– Eu vou matá-lo da forma mais dolorosa e lenta possível, eu quero que sofra…

– Diana! – Ele gritou. Aquela não era a voz de meu ex-namorado.

Bati minha cabeça na dele fazendo com que soltasse minhas mãos, mas no momento em que iria enfiar minha espada em seu ombro um escudo com com o elmo asgardiano me parou.

– Diana! – Loki gritou empurrando minha espada para trás.

Pisquei os olhos freneticamente olhando ao redor. Estávamos dentro da floresta escura e cheia de gelo de Niflheim, o chão irregular. Meus pais não estavam mais deitados no chão em poças de sangue, eu não estava na minha casa no Texas e não era meu ex-namorado que lutava comigo, e sim Loki tentando se proteger de minha fúria insana.

Soltei a espada rapidamente olhando horrorizada para minhas mãos antes ensanguentadas. Minhas pernas vacilaram e eu caí. Apoiei minha testa na neve. Loki soltou sua espada e o escudo, o baque deles caindo no chão me fizeram olhar para cima. Ele correu para mim e se ajoelhou na minha frente. Lágrimas lavavam minha face, soluços de desespero e tremores tomaram conta de meu corpo. Os braços de Loki me seguraram firmemente.

– Me perdoe. – Eu disse chorando.

– Disse para ficar perto de mim, por que se afastou? – Ele perguntou.

– Eu não… Eu não sei, minha mãe apareceu para mim e me puxou em desespero… – Chorei alto me lembrando do que havia acontecido.

– Era uma ilusão… Shhhh… Era uma ilusão, eu te disse que isso aconteceria por isso que pedi…

– Para que ficasse perto de você. Me perdoe. – Eu disse levantando meus olhos para ele. Seu rosto próximo do meu, os olhos em desespero, as mãos segurando meu rosto.

– Achei que estava andando atrás de mim, quando me virei você estava no início da floresta escura correndo e gritando por sua mãe, a segui o mais rápido possível, mas é tudo muito escuro e confuso, parecia que estava andando em círculos até ouvir seus gritos de desespero, achei que estava machucada. Vim o mais rápido que pude e te encontrei no chão olhando para um ponto fixo e implorando pela vida de seus pais, até que seus olhos encontraram os meus cheios de ódio, Sann estava em sua bainha e você a empunhou vindo me atacar com uma fúria inigualável. Eu nunca a vi assim, Diana. – Loki aproximou nossos rostos fazendo meu nariz tocar o seu.

– Me perdoe. – Sussurrei.

– Eram apenas ilusões, sabia que poderia acontecer, os ventos de Musphelhein dominaram seus pensamentos criando então a ilusão perfeita para seu ponto fraco. – Ele acariciou meus cabelos.

Eu assenti chorando alto, passei meus braços por seu pescoço e o apertei trazendo Loki mais pra perto, seu cheiro fez com que meus soluços e tremedeira parassem.

– Me abraça – Eu disse. – Por favor?

Loki segurou minha cintura e me trouxe para seu colo me abraçando protetoramente.

– Eu os vi mortos… Minhas mãos ensanguentadas…

– Shhhhh… Você está aqui… Comigo. – Loki sussurrou a última parte como se nem mesmo ele acreditasse no que dizia.

A paz que eu sentia com ele dessa vez, infelizmente, durou pouco. Um barulho ensurdecedor fez com que nos colocássemos de pé num pulo. Empunhei Sann que estava no chão ao meu lado, Loki fez o mesmo com sua espada. Nos colocamos um de costas para o outro para que pudéssemos vigiar a retaguarda.

– Ah meu Deus! – Eu disse.

– O quê? – Loki se virou para onde eu olhava.

O barulho era como um grito ou um rugido por assim dizer. Algo cheio de escamas e negro se esgueirava pelas árvores pontiagudas cheias de gelo. O animal foi chegando mais perto, seus olhos vermelhos fitando a mim e Loki cheios de ódio. De seu nariz saía uma fumaça quente e medonha.

O olhar do dragão me fez tremer de medo. Ele se levantou nos observando por cima me fazendo sentir como Davi contra o gigante. O dragão olhou para cima e cuspiu fogo em algumas árvores deixando a floresta cheia de fumaça pelo gelo sendo transformado em vapor rapidamente. As árvores começaram a pegar fogo. Minhas pernas congelaram no chão.

– Nidhogg. – Sussurrou Loki.

Como se o dragão tivesse reconhecido seu nome no sotaque arrastado e refinado de Loki, ele olhou para nós, e se aproximou.

– Corra!

Disse Loki me puxando para dentro da floresta escura e gélida de Niflheim.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.