Redenção – Por que deveria me importar? – 8

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– O quê? – Esbravejou Odin me fazendo tremer um pouco. – Você não vai voltar para Midgard!

Meu queixo quase foi parar no chão. Esse caolho de uma figa ouviu todos os meus critérios e pedidos para voltar. Disse até que eu não seria um problema para Asgard toda até porque eu nem sei segurar direito uma espada. – Lady Sif que o diga. Tinha tentado de todas as formas convencer Odin de que poderia me deixar em Midgard e que não lhe traria problemas, aliás o que mais eu faria ali a não ser tentar ajudar o asgardiano mal agradecido?

– Sim, meu pai. Acho que Diana poderia voltar para Midgard sem problemas, porque todos nós percebemos que ela nunca foi uma ameaça, apenas chegou aqui desorientada. – Disse Thor intercedendo por mim.

Já disse que eu adoro esse loiro musculoso? Ai ai, Jane Foster é sortuda.

– Mas ela deu sua palavra de que colocaria Loki na linha, Thor e eu a confiei essa missão, e agora ela quer desistir de tudo? Você me parecia uma mulher de palavra, Diana O’connor.

Torci o nariz com aquele comentário. Sinceramente não consigo ser tão discreta quando alguém me ofende dessa maneira, esse maldito velho caquético e caolho acabou de dizer que eu sou uma pessoa que não cumpre o que diz. Meu rosto esquentou pelo calor da fúria da qual fui tomada.

– Eu tenho palavra sim, porém Loki não quer ser ajudado. – Disse brava.

– Loki sempre foi fechado. A única pessoa que ele se sentia confortável era a mãe. – Disse Odin desconfortável. Ele ainda não tinha superado a morte da rainha.

– Mas eu não sou Frigga, aliás, eu nem a conheci e não faço ideia de como posso ajudá-lo. E o desprezo que Loki tem por mim é quase palpável.

– Eu já disse uma vez que vi muito de minha falecida esposa em você. – Odin respondeu sinceramente.

– É verdade, Diana. Acho que por isso Loki se sente tão desconfortável com você, mas se a desprezasse de verdade por que teria lhe ajudado quando destruíram sua cela?

Aquela pergunta ficou rondando minha mente por muito tempo, afinal ela fazia sentido. Loki se mostrou benevolente comigo, porém algumas vezes era como se enlouquecesse e se transformasse em outra pessoa.

– Diana, tente mais uma vez, eu te peço isso em nome de minha mãe Frigga, nós queremos ver Loki salvo. – Disse Thor suplicante.

Sentei-me perto do lago cristalino fora dos arredores do palácio, eu queria de todas as formas que Loki fosse perdoado pelo que aconteceu. Passar o resto da vida em uma cela é um castigo horrível, e como eu pude observar ele adora o conhecimento e para um amante do saber, ficar preso e tendo dias monótonos é algo enlouquecedor.

Porém ele não merecia ser ajudado, principalmente depois de ter dito aquelas coisas para mim e me tratar daquela forma. Eu queria ser amiga dele desde o começo, tive compaixão da dor de sua perda. Eu senti o mesmo. Me identifico com ele, porém ainda não sei o porquê.

Enquanto observava o lago a minha frente e pensava como faria pra ajudar o maldito asgardiano, Lady Sif chegou me chamando para o treino do dia, sem querer ser orgulhosa eu estava ficando boa nisso, afinal os pesadelos tinham me pegado e então descia para treinar durante a noite.

Enquanto o tinir de espadas tomava meus ouvidos, mantive a atenção em Lady Sif enquanto treinava na frente das crianças. Eu queria mostrar que era capaz de aprender rápido e ela já tinha me elogiado, pois tinha demonstrado mais atenção do que nos primeiros dias.

Quando quase consegui derrubar sua espada, Allya começou a comemorar e a bater palminhas me arrancando risadas. Dirigi minha atenção á ela, e rapidamente Sif fez um golpe em que minha espada caísse e ela colocou a sua em meu pescoço.

– Mais uma regra: Não se distraia durante a batalha, você pode morrer em questão de segundos. – Disse a guerreira rindo.

Paramos de treinar e eu fiz um toque com as mãos em reverência como ela me ensinou e fui pegar Allya no colo, que encheu meu rosto de beijinhos. Aquela garota fazia meus dias mais coloridos em Asgard.

Eu ria de sua narração sobre minha expressão quando Lady Sif me surpreendeu com aquele golpe. Ela me olhava preocupada, falava e mexia nervosamente em seus cachos extremamente ruivos.

– Você já pensou em ter filhos, Diana? – Disse Aaron atrás de mim me fazendo pular de susto.

– Que susto! – Disse entredentes, ainda estava brava com ele. – Nunca pensei nisso.

– Você leva jeito. – Ele deu um sorriso de lado incrivelmente bonito. – Vamos treinar arco e flecha?

Aaron estava me ajudando a atirar, ele tem uma pontaria incrível e eu queria muito aprender. Dias atrás antes de nossa briga boba eu o convenci, com meu incrível charme, a me ensinar a atirar, afinal eu sou apaixonada por essa arma.

Concordei e coloquei Allya no chão, que resmungou um pouco me fazendo rir. Lady Sif foi encerrar a aula com as crianças e disse que encontraria Thor, pois ele pediu para falar com ela.

Segui Aaron até o pátio de arco e flecha e peguei o que ele havia separado para mim na pequena mesa de mogno. Era extremamente bonito e dourado. As flechas carmesins, o que me deixou completamente aos pés dessa arma, ela era leve para que eu segurasse e se encaixava como uma luva em minhas mãos. E o melhor era sentir a emoção de segurá-la.

– Tudo bem, posicione a arma como te ensinei e coloque a flecha! – Fiz o que Aaron mandou mirando no alvo a minha frente. – Respire fundo e arrume a postura! Solte quando estiver pronta!

Respirei fundo e arrumei minha postura fincando meus olhos no alvo. O corpo da flecha tocava meus lábios me causando espasmos de excitação. Eu adorava aquela aula.

Franzi o cenho me concentrando o máximo possível e soltei a flecha. Ela cortou os ares e atingiu o alvo, porém não no meio me deixando um pouco frustrada. Havia treinado bastante nos outros dias e parecia que tinha voltado a estaca zero.

– Tudo bem, não fique frustrada consigo mesma, tem treinado bastante e vai conseguir. – Disse Aaron passando a mão em meus cabelos.

Peguei outra flecha, coloquei no arco e arrumei a postura, respirei fundo prestando atenção no alvo. A ansiedade, as perguntas, as lembranças e meus medos iam embora quando eu soltava as flechas e fincava-as no alvo. Sentia-me completamente livre quando treinava.

Assim que soltei a flecha ela foi diretamente onde deveria estar, o centro do alvo. Soltei a respiração e lancei um sorriso enorme para Aaron que me olhava com um misto de admiração e cautela, pois ele sempre tentava acalmar minha agitação, todavia é claro que eu não deixaria de comemorar agora, afinal essa foi a primeira flecha que acertei no centro do alvo.

Eu consegui! – Soltei um gritinho de animação arrancando risos de meu amigo.

Ouvi a risada estrondosa de Thor que vinha com Lady Sif em seu encalço, ela estava com uma cara nada animada enquanto Thor parecia divertir-se ao seu custo. Logo atrás pude perceber uma cota verde… Ah não… Será possível?

Sim, o gafanhoto asgardiano, finalmente o tiraram da gaiola e por que Thor o trouxe pra cá?

– Diana! Vejo que está indo bem em seus treinamentos, fico feliz por isso. – Disse Thor em sua voz de trovão.

Assenti com a cabeça lançando um sorriso sincero para ele.

– Obrigada, Thor. O que fazem aqui? – Disse intrigada.

– Odin não parece muito bem até porque deixou esse maluco sair da cela. Se fosse por mim apodreceria lá dentro. – Disse Sif pegando no colarinho da cota de Loki e o encarando furiosa.

Loki tinha uma expressão de tédio, porém quando a guerreira demonstrou sua raiva ele apenas abriu um sorriso de deboche e a encarou da mesma forma. Thor balançou a cabeça em reprovação pela briga interna dos dois, ele se aproximou e começou a falar baixo para que ninguém além de mim escutasse.

– Odin ficou preocupado com sua falta de vontade de ajudar Loki e então decidiu que você poderia leva-lo para ‘’passear’’ por Asgard e encontrar algo que o faça voltar ao que ”era antes”.

– Não acho que isso vai dar certo, Thor. Ele é bipolar, se coloca como um ser superior a mim e quase sempre está entediado. Não sei como posso fazer com que ele confie em mim.

– Loki gosta de pessoas inteligentes e perspicazes, Diana. Acho que você tem essas qualidades. Comece falando sobre o que sabe, e tenho quase certeza que conseguirá a atenção dele. Não posso negar o fato de sua bipolaridade ser intensa, mas sei que vai conseguir lidar com isso. Confio em você.

Tudo bem, agora Thor pegou pesado, ele está confiando em minhas mãos a mudança de seu irmão e eu aqui querendo colocar o rabinho entre as pernas por causa de uma discussão com Loki? Eu deveria sentir vergonha de mim mesma, não sou de desistir facilmente.

– Tudo bem, eu prometo tentar de todas as formas, certo?

– Fico extremamente agradecido por isso, Diana. Chamarei os guardas para que a acompanhem, assim Loki não poderá lhe fazer mal.

– Não, tudo bem. Aaron vai comigo até certo ponto, depois ele nos deixa a sós.

– Tem certeza disso?

– É claro, aposto que Loki ficará irritado se for seguido pra todos os lugares a partir de agora, não é mesmo?

– Bom, já que tem certeza disso. Tudo bem. – Disse Thor satisfeito.

Ele foi até Sif e pediu para que Loki me acompanhasse ,o que o fez franzir o cenho ao olhar para mim, percebi que sua expressão mudou e pareceu irritada. Aquilo foi como um balde de água fria em todos os meus planos, seria a missão mais difícil que já tinha me sido dada.

Eu, Loki e Aaron andávamos em silêncio até os campos de plantações de Asgard. Podia ver de longe que o local era lindo, com flores e outras plantações das quais ainda não conheço.

– Aqui está bom. – Disse olhando para Aaron. – Você pode ir agora, ele não vai me fazer mal. – Tentei passar confiança para ele.

– Certo, mas ficarei por perto. – Aaron respondeu olhando para Loki em tom de ameaça.

Enquanto o olhava se afastar ouvi uma risadinha debochada e revirei os olhos. Precisava me preparar psicologicamente para aguentar essa criatura chata.

– Vejo que temos mais um tolo por aqui. – Disse ele rindo.

– O que quer dizer com isso? – Fuzilei-o com meu olhar.

– Mais cedo ou mais tarde vai descobrir. – Ele levantou suas sobrancelhas pra mim e deu uma piscadela.

Minhas pernas estremeceram com todo aquele charme, apesar de estar preso e totalmente errado na situação, Loki ainda conseguia manter a postura e o charme.

Olhei novamente para ele prestando a devida atenção. Suas olheiras estavam fundas e os cabelos um pouco desgrenhados, a cota verde se encontrava meio torta mostrando o quanto ele estava definhando naquela cela.

Ele percebeu o quanto eu o analisava e voltou sua atenção para mim me olhando de forma avaliativa me deixando um tanto, constrangida quando seu olhar seguiu a linha de minha coxa que ficava desnuda pela fenda do vestido vermelho. Parecia que em Asgard o guarda roupa das mulheres eram apenas vestidos, e no meu guarda roupa os vestidos quase sempre tinham fendas.

– Ficou muito bem nessa cor. – Disse ele me lançando um sorriso sedutor.

Revirei os olhos e me deitei no enorme campo de plantações de Asgard tentando arrumar a fenda do vestido, observei Loki franzir o cenho, acho que ele nunca se deitou ali.

– O que foi?

– Por que está deitada ai? Achei que você iria começar a tagarelar sem parar.

– Você não parece disposto a conversar, e não quero que fale aquelas besteiras de novo para mim. Não estou com paciência para isso.

– Então por que decidiu ficar aqui ainda? Minhas palavras não foram o suficiente para te levar para onde veio?

– Na verdade eu sou teimosa demais para desistir de coisas difíceis. – Ri.

– É quase imperceptível sua teimosia. – Disse irônico me fazendo bufar.

Eu continuava deitada de olhos fechados no campo aproveitando do calor do sol de Asgard, ouvia barulho de pássaros ao longe, talvez, e o silvo fraco do vento batendo em meus cabelos.

Abri meus olhos sentindo o olhar de Loki sobre mim, ele mantinha o cenho franzido como se estivesse em uma confusão de questionamentos, sorri fraco para ele fazendo sua expressão ficar ainda mais confusa.

Por que se importa comigo, Diana? – Ele disse meu nome me fazendo estremecer. Ele ficava extremamente convidativo em sua voz arrastada.

Suspirei e coloquei as mãos sobre meu rosto. Por que ele queria tanto que eu respondesse essa pergunta? Eu não me importava com Loki, não queria me importar, pois da última vez que fiz isso as coisas não terminaram nada bem.

– Me responda Diana! Por que se importa tanto? Por que é tão teimosa em relação a mim? Eu disse tudo aquilo a você e ainda continua aqui, e ainda fez com que me tirassem daquela cela. Você é uma incógnita pra mim. E já deve ter entendido o quanto eu odeio ficar sem respostas.  – Ele disse me arrancando um arquejo.

– Por que quer tanto saber? – Disse me levantando batendo as mãos no vestido e me colocando de frente pra ele.

Ele torceu o nariz de irritação e soltei um grunhido.

– Por que me responde com perguntas? Pare de ser teimosa! – Ele se aproximou mais de mim.

Eu continuei fitando seus olhos extremamente verdes, era nítida a dúvida que ele emanava e eu não estava longe disso. Será que me importo realmente com esse maldito asgardiano? Mas por quê?

– Quem lhe disse que eu me importo? – Disse tentando fugir do assunto.

– Você quer mesmo ficar negando o óbvio? – Ele disse rindo de forma debochada, e se aproximou mais ainda, fazendo meu corpo se arrepiar.

– Eu não me importo com você, Loki de Asgard. Acha que eu deveria me importar? Você não merece que eu sinta algo além de desprezo por você.

Seus olhos me fitaram quase em brasas de fúria.

– Sua insolente e abusada. Eu poderia matá-la agora mesmo. Você é uma simples e maldita midgardiana. Por que acha que pode me insultar dessa maneira? – Vociferou.

– Então por que não faz isso? Já teve várias chances e até agora não o fez. – Gritei.

Ele se aproximou mais e levantou os braços, ele poderia me bater com as algemas que o prendiam e matar-me tamanha a força e fúria que ele emanava. Não desviei meu olhar o desafiando. Seus dentes trincavam e as mãos tremiam de raiva. Seu olhar, porém, vacilou.

– Faça Loki de Asgard, livre-se de seu tormento! – Disse raivosa.

Ele me olhou com ódio e mexeu seus braços para baixo meio desconfortável com a situação, ele ainda continuava tremendo. Fechei meus olhos.

Um silvo passou por mim e o ouvi grunhir, abri meus olhos rapidamente para ver o que tinha acontecido, as mãos de Loki continuavam presas a sua frente e dessa vez estavam abaixadas o que me surpreendeu. Achei que se ele tivesse a chance me mataria.

– Você me acusa de me importar contigo, tentando de todas as formas mascarar que quem realmente se importa aqui é você. – Disse

– Chega midgardiana estúpida e abusada. Vou acabar com você. – Ele vociferou levantando as mãos de novo.

– Ei, ei! O que está acontecendo aqui? – Gritou Aaron uns metros atrás de mim me fazendo suspirar de alívio. – Está tudo bem, Diana?

– Acho que meu passeio com o Príncipe Asgardiano, chegou ao fim. Poderia levá-lo de volta, Aaron?

Ele assentiu e pediu para que Loki o acompanhasse. O asgardiano me lançou um olhar gélido me fazendo estremecer. Seria mais difícil do que eu havia pensado.

Novamente estava sentada próximo ao lago de Asgard, e tentando entender aquela minha conversa nada civilizada com Loki.

Ele tem o poder de me tirar completamente do sério. Eu deveria ignorar suas farpas e comentários ridículos, seu sorriso sedutor e o fato dele ter ficado tão nervoso, quando afirmei que ele se importava comigo. Minha mente estava um caos.

– Ei? – Disse Aaron logo atrás acenando para mim.

– Aaron? O que faz aqui? – Franzi o cenho.

– Vim ver se estava bem, afinal quando tirei Loki do campo você parecia muito abalada. Sobre o que conversaram?

– Apenas mais uma briga com aquele asgardiano egocêntrico. Só quero ver como vou ajudar essa criatura a mudar pelo menos um pouco. – Arranquei risadas de Aaron.

– Aposto que você consegue, afinal é bem insistente quando quer.

– Quando diz insistente, quer dizer teimosa, não é mesmo? – Ri junto com Aaron.

– Sim, muito.

– Você é bem observador, Aaron. – Fitei seus olhos azuis extremamente claros. Disse irônica.

– Você nem sabe o quanto. – Disse rindo. – Aliás, Diana. Queria lhe pedir desculpas por ter sido rude com você e pedido que desistisse da missão. Acredito que vai conseguir completá-la. É uma mulher muito forte.

Enquanto ele dizia isso se aproximou de mim e tomou meu rosto em suas mãos sorrindo. Seu olhar era avaliativo com a minha reação e é claro que eu não me afastei. Meu carinho por Aaron é enorme.

– Você está desculpado, todavia há uma condição.

– Diga e eu farei.

– Nunca mais duvide de mim ou queira me impor algo, por favor. – Eu disse sorrindo.

– Nunca mais farei isso e infelizmente tive que aprender da forma mais dolorida, não é? – Ele riu.

– Sim. – Fiz uma careta.

Aaron aproximou seu rosto do meu encostando nossos narizes, seu olhar não desgrudava dos meus e o sorriso de lado permanecia em seus lábios.

– O que está fazendo? – Disse sussurrando.

Shhhhhhhh!

– Não faça ”shhhh” pra mim…

Aaron encostou seus lábios nos meus de forma carinhosa. Fazia um tempo que não tinha essa sensação. Meu único alvo era o trabalho, nada de namoros.

Eu relutei um pouco no começo, mas correspondi seu beijo, no entanto aquilo me deixou confusa e com culpa. Eu não deveria estar fazendo aquilo, Aaron é meu amigo.

‘’Mais cedo ou mais tarde vai descobrir… ’’

A voz do maldito gafanhoto invadiu meus pensamentos, então é isso que ele quis dizer? Que Aaron está apaixonado por mim? Quebrei o nosso contato e afastei Aaron. Que abriu os olhos confuso com o que havia acabado de acontece. Passei a mão em meus cabelos. Ele não podia se apaixonar por mim e eu não poderia correspondê-lo, sou como um brinquedo quebrado, só o machucaria.

Levantei-me rapidamente de onde estava e comecei a correr para dentro do palácio, minha mente estava cheia de perguntas e culpa. Eu não deveria ter correspondido.

– Diana! – Gritou Aaron.

Apressei-me já avistando a entrada do palácio. Eu precisava ficar sozinha. Se tenho certeza de algo é que hoje eu definitivamente não terei uma boa noite de sono.

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.

  • Jaqueline Oliveira

    Ficarei com saudade de Redenção.