Resenha A vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell

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Todos nós sabemos que é bem controverso a transição do mangá para às telas de cinema. Se a produção do filme não tomar o maior cuidado possível, pode não somente fazer com que seu trabalho fracasse nas bilheterias, mas como também pode desagradar aos fãs do anime, que esperam por uma adaptação totalmente fiel. Felizmente Ghost In The Shell ou A vigilante do Amanhã de certa forma não peca nisso. O filme  merece ser conferido por meio de uma visão distinta deste aspecto.

Na trama, estamos em um mundo pós apocalíptico em 2029, onde o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas é bastante comum. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian, que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá, ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki e tendo Batou como parceiro. Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado, quando era inteiramente humana. Bom, pra começar, ressalto novamente que a obra não foi 100% igual à de 1995 ok?

A trilha sonora ficou ótima, mas não espere pela trilha de 1995, que foi o que realmente me frustrou. Esperava o coral de vozes, mas só tem no final. Errou feio produção!

Sobre as atuações, todas estão na média, em particular as de Scarlett Johansson, atriz maravilhosa que deu um show de interpretação como a protagonista Mira/Motoko e Pilou Asbæk, que faz Batou. Achei ele bem a cara do anime de 1995 tanto na aparência como a interpretação. Os outros são todos bons inclusive Takeshi Kitano, Michael Pitt, Peter Ferdinando. Juliette Binoche achei que fez a médica e ok.

Por fim, é um filme que se visto por outra perspectiva – sem comparar tanto com a animação – pode sim ser muito bom, apesar do pessoal querer uma cópia fiel do anime, o filme foi muito bem feito no roteiro e deu para mim um ótimo final. O cenário futurista está esbelto e ao invés de me preocupar muito com o enredo, a produção me impressionou tanto por tamanho perfeccionismo do CGI que entregou ao público. Portanto, por mais que não tenha sido o primeiro e nem será o último dos blockbusters hollywoodianos sem precedentes, recomendo A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell para quem é fã do anime, bem como pra quem não for. Sobretudo, aos leitores que se encaixam na categoria dos que procuram por uma boa pedida de ficção/ação policial esse fim de semana!

(Obs.: a cena final deixa claro que a sequência certamente há de acontecer!)

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Feminista, Host do Alias e do Pílulas de Beleza, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!