Resenha: Las Chicas del Cable

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À primeira vista, a luta do dia a dia de “las Chicas del Cable” é idêntico de qualquer outra série com protagonismo feminista. O que varia é a vitrine onde o resultado final é mostrado. Netflix estreia sua primeira produção espanhola nesta semana, e se traduzindo em números, esse lançamento em 190 países há uma estimativa para uma audiência de quase 100 milhões de pessoas.

Sinopse: Em 1929, quatro mulheres vêm de diferentes partes da Espanha para trabalhar como “garotas do cabo” (aqui no Brasil telefonistas) em uma empresa em Madri que vai revolucionar o mundo das telecomunicações. No único lugar que representa progresso e modernidade para as mulheres da época, elas aprendem a lidar com inveja e traição, enquanto embarcam em uma jornada em busca do sucesso.

A título de curiosidade: No Brasil essa máquina se chama PABX e o apelido dela é polvo pela quantidade de cabo e sua semelhança com vários tentáculos.

A série traz uma forma envolvente de mostrar o final da década de 20 e como pano de fundo, tudo é interligado a primeira empresa de telefonia espanhola, a Ctne (companhia nacional de telefone de Espanha). Em torno da empresa e os operadores da central telefônica que trabalham na mesma empresa, órbita as histórias desta ficção.

Na verdade, a fórmula é quase o mesmo, impossíveis romances, drama, tempo e relações entre classes sociais. Com isso é mostrado um mundo bem machista e conservador, e estas mulheres tentam mostrar seu potencial.  São fortes e independentes e vem para a companhia telefônica à procura de um futuro diferente. Embora muito diferentes umas das outras, seus caminhos se cruzam e seus personagens são reforçadas graças, sobretudo, para a amizade que se dedicam. Achei extremamente interessante o papel de Lídia Aguilar que é uma mulher com muitos segredos que gradualmente abre para a vida, e na empresa irá colidir com um passado que ela queria esquecer.

Os personagens masculinos são pano de fundo, mas que fazem com que sejam um obstáculo para todas e uma forma de luta.

Vale muito a pena assistir e pelo que pesquisei a série terá uma segunda temporada com mais 8 episódios. Não perca!

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Host do Alias, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!

  • Reginaldo Cavalcanti

    só achei estranho a história se passar nos anos 20 e as músicas das boates serem aparentemente da época atual

    • Fabiana Murray

      Reginaldo obrigada pelo comentário. Confesso que estranhei também, mas depois eu acostumei e só lamentei não ter lista no spotify. Caso ache me informa o nome por favor.

  • Paulynho Oliveira

    estou amando a serie <3

    • Fabiana Murray

      Que bom! Eu amei também. Obrigada por comentar.