Resenha – O Coração da Esfinge – Colleen Houck

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Olá, minhas senhoras e senhores, como vão? Eu sou a tia martelão e sejam bem vindos a mais uma resenha literária do mês e, quero dizer a todos que hoje falaremos sobre uma história que, no final, explodiu minha cabeça e agora eu preciso de um psicólogo.

Bom, como vocês sabem, a dona Colleen Houck é uma escritora que gosta muito de mitologias, ela mesma escreveu A Maldição do Tigre que eu declarei todo meu amor aqui no portal em resenhas passadas e, ela também escreveu O Despertar do Príncipe – que eu também fiz uma resenha declarando fidelidade e amor a essa nova saga -.

Como vocês também sabem, essa nova série é sobre o Egito, sobre três irmãos múmias, propriamente ditos, que foram escolhidos pra afastar Seth da nossa lindinha Terra amada pelos deuses. Toda essa história do primeiro livro tá lá na resenha, então eu vou só fazer uma ponte pra começarmos a falar do segundo volume da trilogia.

Bem, a Liliana Young, ou Lily, se apaixonou por Amon enquanto passaram sua primeira aventura juntos e, logo no final, Amon infelizmente precisa voltar ao seu sono de múmia, mas antes de ir, ele faz uma coisa extremamente fofa e de doer a alma de amantes de romance, ele transporta seu coração para um amuleto de escaravelho e o entrega nas mãos de seu amor, Lily. Ele pede para que ela cuide e que assim, saiba que ele sempre estará com ela através de seu coração.

A coisa mais linda dessa vida. Chorei? Chorei!

Romancezinhos à parte, Lily volta pra sua realidade em Nova Iorque achando que nada mais será como antes, com Amon e com a liberdade que ele despertou nela, e então o livro acaba, mas sem antes de um epílogo de fazer nossas mãozinhas tremerem. Amon chega até Maat, a deusa da justiça, e ela quer pesar o coração dele, mas, sabemos que Amon não está no poder de seu coração e então, o que o bichim faz? Ele foge, isso mesmo e vai parar onde? No Mundo dos Mortos e bem, é aí que nossa aventura parte dois, começa.

No segundo livro, Lily ainda está inconsolável e com a droga dos pais chatos dela pegando no pé e querendo transformá-la num retrato dos sonhos deles. O que é bem chato, vocês sabem sobre isso porque deixei claro na outra resenha e a narração dela deixa também explícito que a relação entre os pais e ela é ruim, eles querem fazer de tudo para que Lily seja a menina perfeita na sociedade de elite em que vivem e bem, ela entra em um acordo com eles sobre isso.

Lily diz que deixará os pais comandarem sua vida universitária se puder visitar a avó e assim, ela vai. Cheia de angústia e atormentada com sonhos de Amon sofrendo mesmo em outra dimensão, por causa da conexão entre os dois tanto pelo amuleto, quanto pelo amor, Lily acredita que daqui frente tudo será tão normal quanto tudo era antes de conhecer Amon e é aí que ela se engana.

Quando a nossa heroína chega na casa da avó, é perceptível o quanto ela se sente mais livre e sabemos o porquê assim que conhecemos mais sobre a matriarca. Ela é ótima, uma das pessoas incríveis desse livro e infelizmente vemos pouquíssimo dela porque logo Lily é surpreendida com a visita de Anubis, o deus da mumificação.

E, o que falar sobre esse Anubis que eu vi pouco, mas já sou apaixonada? Gente do céu que homem, já quero MAIS sobre Anubis.

Bom, ao chegar lá no quarto de Lily, no meio da noite – super normal encontrar o deus da mumificação lá parado esperando pra falar com você – Anubis diz que Amon está correndo perigo e que a única pessoa que pode ajudá-lo é Lily. Ele quase não explica nada, até porque os deuses são assim, bem folgados, nunca dão respostas, só enfiam você nas aventuras perigosas e falam: se vira aí, minha filha!

É sempre assim!

Lily rapidamente se prontifica a ajudar seu amado, é claro, e até eu mesmo faria porque, minhas férias são quase sempre um tédio só, então, que tal dar uma passeada no Mundo dos Mortos, salvar seu namorado múmia e enfrentar a Devoradora? Mas é lógico que eu vou! Partiu!

A nossa heroína é levada por Anubis de volta ao Egito por uma tempestade de areia e, detalhe, bem agarradinha nele. Okay, parei! E lá, ela reencontra o Oscar, ou Doutor Hassan, também conhecido como melhor pessoinha e que me lembra um pouco o Sr. Kadam – pausa pro sofrimento – e bem, lá eles são guiados para a primeira jornada: Lily precisava se reinventar, se transformar e se fortalecer para os perigos que vem adiante. Ela precisava se transformar em uma Esfinge.

E foi nessa parte que o livro bombou pra mim, as primeiras cenas são bem coisa de início que deixa você querendo bocejar de vez em quando, mas a partir daí, tudo começou a clarear e aí eu quase peguei a pipoca pra acompanhar essa treta. Bem, Lily é levada a conhecer Ísis, a enfrentar alguns enigmas para finalmente se mostrar digna para obter o poder da Esfinge e assim que mostra para o que veio, Lily encontra seu primeiro desafio maior: lutar com uma leoa.

Sim senhores. É uma cena sensacional e se passa na África e é diferente de tudo que eu imaginei sobre a Esfinge e seus mitos. Lily precisa entrar na floresta e lutar com uma leoa para provar seu coração e mostrar que é digna do poder, e então, quando encontra a leoa certa, elas lutam e bem, se fundem uma na outra. No entanto, Lily deveria matar a leoa para que tomasse o controle do poder e de si mesma com essa nova ”personalidade”, mas, como uma inocente e boa garota, a menina não mata a leoa, simplesmente se funde a ela e acaba ganhando uma nova companheira de dormitório, Tia.

Eu achei tanto genial quanto confuso demais e medonho essa questão de ter uma leoa dentro da mente. Mas, a Tia é só um amorzinho de pessoa… ops! Leoa. E as duas se dão muito bem, acabam formando um laço muito bonito de irmandade, mesmo com diferenças e pensamentos engraçadíssimos de leoa e uma garota.

A Tia é simplesmente a melhor e me lembra muito uma amiga, aliás, a Lily seria eu e a Tia minha amiga porque as conversas que as duas têm são exatamente exemplos de conversa que eu e uma amiga temos. Chega a ser hilário. Aliás, beijo miga!

Então, as duas são mandadas primeiro para falar com Amon-Rá porque só ele pode decidir se Lily deve entrar ou não no Mundo dos Mortos. Só ele pode abrir os portões para que ela passe, então, Amon manda uma ajuda, um unicórnio, sem o alicórnio, chamado Nebu, extramente fofo, que as levam até lá. Então a jornada através da mitologia é inserida com força na história. É tudo muito mágico e muito bem contado, sabe? Você se sente viajando pelas estrelas até a casa de Amon-Rá.

Chegando lá, Lily dá de cara com um Hórus extremamente sedutor e que de cara se apaixona por ela, principalmente pelo efeito do coração de Amon batendo junto ao dela e por sua ligação apaixonada. Os deuses são frequentemente afetados por isso, até mesmo Anubis e foi aí que eu me apaixonei por ele, mas deixemos isso de lado por ora.

Na casa de Amon-Rá é só uma das partes mais tranquilas e engraçadas do livro porque Hórus é quase um cachorrinho apaixonado atrás de Lily e os pensamentos de Tia sobre os braços tanto dele, quanto de Amon-Rá são ainda mais engraçados e maravilhosos porque, existe um conflito na mente de Lily e um conflito do lado de fora com os deuses afetados pelo amuleto. Simplesmente uma das melhores partes.

Enfim, nesse momento acabamos sabendo mais sobre a história de como os deuses foram criados e sobre as Águas do Caos e mais ainda sobre o porquê de Seth ser o maluco da história, mas ainda assim, é meio vago e cheio de opinião de Amon-Rá, então não sabemos exatamente qual é o lado pretensioso e qual não é.

Depois disso, Lily é aprontada para ir ao Mundo dos Mortos porque Amon-Rá permite de uma forma não meio permitida. Essa parte ficou meio confusa, mas não pela autora e sim pelos deuses. Eles são confusos, misteriosos e mentirosos demais pro meu gosto.

Liliana se vai então e deixa Hórus de coração quebrado e, assim ela é guiada pelo pássaro Benu, o próprio Amon-Rá, até Cherty, o dono da barca que leva os mortos até o lugar onde devem ser provados e enfim, guiados para sua sentença: Paraíso ou Mundo dos Mortos.

Essa parte também é ótima, cheia de ação e mostra o quanto Lily evoluiu principalmente por causa do poder da Esfinge. Com uma leoa dentro de si, ela sabe lutar e agora é quase como uma amazona, o que me agrada muito porque no primeiro livro, ela dependeu demais dos Filhos do Egito para se proteger. Agora ela tem o queijo e a faca na mão. Isso é ótimo mesmo.

Chegando a Ilha que leva até Maat, a deusa da justiça, Lily encontra nada mais que Asten e Ahmose, os dois Filhos do Egito que são os guardiões do portão e eles a levam até a justiça em pessoa para ser provada. E, bem, essa foi a parte que meu coração começou a clamar pelo Asten. Eu adoro o Amon, adoro o Ahmose, mas, estou totalmente entregue ao Asten e, acredito que a Tia também gostou muito dele.

Bom, ao chegar lá, o coração de Lily é provado assim como de Amon e os dois são bons o suficiente pra não entrarem no Mundo dos Mortos e aí Asten intervem e acaba revelando coisas chocantes, o que eu não revelarei aqui pra não ser uma resenha completamente lotada de spoilers.

Enfim, o coração de Asten é bom, mas não o suficiente para o paraíso e Maat decide enviá-los através de Asten para o Mundo dos Mortos. Neste momento vemos mais dos deuses em ação como: Osíris e Náfti. Osíris decide apadrinhar Lily o que me deixou extremamente feliz porque ele me parece muito fofo pelo pouco que apareceu. E Anubis aparece novamente, tentando de algum jeito ajudar a todos, mais ainda a Asten, o homem com o qual ele dividiu seus poderes para o bem do nosso planeta.

Quando Ahmose, Lily e Asten são enviados para o Mundo dos Mortos, primeiro, Asten precisa passar por uma provação e pegar de volta seu coração para que depois eles possam resgatar Amon e assim, nossa aventura no Mundo dos Mortos começa. Nós vemos de tudo, fantasmas, almas, lago de fogo, ceifadores e até a Devoradora.

Além de tudo, os laços entre Lily e Asten se apertam, acredito eu pelo coração de Tia bater mais forte por ele, e também vemos mais de Ahmose em ação o que é muito legal, mas, infelizmente ele ainda fica em segundo plano. Durante esta jornada, Lily é provada e conhece mais sobre Tia, sobre ela mesma e sobre o poder da Esfinge. Além de a viagem seguir entre muitas surpresas e cenas de ação com Chacais.

Durante todo esse momento no mundo dos mortos, Lily se comunica com Amon através dos sonhos e também com Asten para que a Devoradora não os encontre e bem, sabemos que tudo virou um triângulo amoroso entre Lily, Asten, Amon e tem a Tia também, então é um quarteto, sei lá o quê. Isso me deixa um pouco irritada, apesar de só surtar por Asten ser um homão maravilhoso daqueles. Gente do céu, posso nem lembrar que já quero entrar no livro e roubar ele pra mim.

E, por fim, quando os capítulos se seguem para o fechamento, Lily conhece Ashleigh, uma fada que tem uma história extremamente interessante com a árvore-mãe da Floresta Turquesa e, para minha surpresa e, por isso o pedido pelo psicólogo, Ashleigh é fundida em Lily e bem, agora ela é Lily, Tia e Ashleigh. Gente do céu me socorre. Três pessoas dentro de um corpo só, sai de ré satanás.

Sério! Eu preciso de um psicólogo pra entender isso e provavelmente a Lily também. 

Com toda essa confusão, a personalidade de Lily acaba se perdendo e as três acabam disputando pelo controle do corpo, às vezes, Tia e Ashleigh tomam o lugar e falam por Lily o que é bizarro, meio medonho e confuso, mas, sem tempo para resolver isso nesse momento, Ahmose, Asten e Lily e mais suas duas companheiras de mente, se dispõe a lutar para salvar Amon que tem sua energia, todos os dias, sugada pela Devoradora.

A cena de batalha é muito boa também, se torna quase um campo psicodélico de demônios, chacais e fantasmas lutando contra uma Esfinge e dois Filhos do Egito e tudo parece ser o fim da linha, até que as estrelas decidem presentear Lily com o poder dos verdadeiros nomes de cada um.

No livro é explicado que cada ser possui um verdadeiro nome e a pessoa que tiver o poder de sabê-los, pode controlar esse ser. Os deuses possuem nomes verdadeiros também, assim como os chacais, fantasmas e a Devoradora e Lily acaba possuindo esse poder.

A batalha é finalizada por Lily conseguir controlar os demônios e chacais, mas infelizmente, não a Devoradora que acaba juntando poder demais para libertar Seth de sua prisão. E então, o livro termina ASSIM, gente. Ahmose, Amon, Lily e Asten estão acabados, feridos e saem do Mundo dos Mortos pela linha no Mundo dos Vivos com Anubis e, Lily se despede de Amon e de Asten de forma confusa e triste. Eles parecem machucados demais e ainda estão mortos, seus corpos estão enterrados e só estarão acordados mil anos depois.

Então, Lily é levada de volta, ao que parece a casa de sua avó após essa aventura, que possui uma promessa de continuação porque, a Devoradora quase derrotada diz que ainda haverá mais um encontro entre ela e Wasret (Lily). E então, nesse final, a mente de Lily escuta e reconhece Anubis em seu quarto junto com Osíris – acredito eu, já que ele é o padrinho dela – e, os dois discutem sobre como nada foi resolvido e como Lily está perdida entre as duas personalidades dentro dela (a leoa e a fada) e bem, o livro acaba.

ACABA ASSIM MESMO TIPO: DEU TUDO ERRADO E AINDA VAI DAR MAIS ERRADO, ENTÃO, SE PREPAREM.

E o que aconteceu? O terceiro e último livro está disponível nos EUA, mas aqui ainda não e a Colleen lançou um livro sobre os deuses que acontece antes de Lily, Amon e toda essa treta aí. Ou seja, provavelmente em Novembro o último livro sai e minha cabeça ainda tá confusa.

Alguém chama um psicólogo pra mim? Por favor!

Loucuras, surtos e reclamações a parte, esse livro foi de tirar o fôlego, sem falar nos mistérios, cenas de ação e da mitologia que arrebata meu coração TODAS as vezes que Colleen decide bater seus dedinhos nas teclas e colocar sua imaginação pra voar.

Eu acho que vale a pena ler sim, e indico muito pra vocês que gostam de livros assim, com essa linha sobrenatural e extremamente perigosa para quem é cardíaco.

Espero que tenham gostado dessa resenha sem pé nem cabeça, igualzinho o livro e que, mês que vem a gente se encontre, quem sabe com a resenha de O Duelo dos Imortais pra falar mais sobre os deuses sacripantas do Egito.

Até mais ver, amores e Allons-y! <3

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.