Resenha | O Despertar do Príncipe – Colleen Houck

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Olá terráqueos, como vão?

Nessa minha lindíssima resenha do mês eu quero levar vocês junto comigo para uma viagem ao Egito com direito a múmias, demônios e deuses. É isso mesmo, você topa? Nem que tenha uma múmia bem gata? Ou múmia bem gato? Bom, eu tô convidando, né? Caso você não queira, tudo bem! Quem perde é você!

Molto Bene! Vamos de sinopse primeiro?

Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade.Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.

 

A Lily é exatamente o oposto, pelo menos na minha opinião, da Kelsey chatonilda Hayes. Ela tenta a todo momento esconder seu lado mais ‘selvagem’ por ter uma vida controlada pelos pais e o dinheiro deles. E não, a Lily não é o tipo de garota esnobe e rica que é mimada, na verdade ela é ótima e isso me surpreendeu bastante. Então, mais um ponto pra Grifinór… ops! Pra Colleen, eu quis dizer.

E o melhor gente: é que a Lily sabe que é bonita e não fica dando uma de insegura, ou se menosprezando pelo seu par romântico ser quase uma espécie de deus, sei lá! Ela sabe que é bonita e não fica de mi mi mi alá dona Hayes. Obrigada, Lily!

Eu sinceramente cansei de protagonistas inseguras, gente. Na verdade, existem aquelas que a gente entende e sabe que não é só mais uma artimanha da autora pra você se identificar com a personagem e comprar a história. Mas, enfim, eu esperei pra ver a Colleen escrever alguém forte e decidida e esse alguém é Lilliana Young.

Em um dia comum que você acha que só vai chover mais tarde, a Lily vai para o seu lugar favorito em Nova York, um museu de história e aí ela acaba encontrando o Amon, uma múmia que acorda a cada mil anos para, junto de seus irmãos, deter Seth, o deus do caos. Mas, apresentações científicas a parte, Amon me lembrou o Ren de algum jeito, tanto por ser atencioso, carinhoso e um daqueles homens que faz a gente pegar um pote de sorvete, comer e chorar enquanto assiste Diário de uma Paixão. E claro, isso não me surpreendeu na escrita da Houck, ela sempre cria homens que dá vontade de ficar solteira pra sempre porque ninguém será tão bom quanto eles. Anyway!

Depois de se conhecerem, Amon percebe que está sem seus vasos canópicos, que eram onde os órgãos das múmias ficavam, e no caso de Amon, sua energia vital. Então, desesperado por ter acordado do outro lado do mundo sem suas forças e ainda mais, sem tempo para deter o mal em pessoa, Amon se conecta à energia vital de Lily e os dois acabam se tornando um só na questão de força e até de pensamento na maioria das vezes. Não, eles não leem os pensamentos um do outro, mas é quase como um sentido mais aguçado com o que o outro sente ou pensa.

E nessa aventura maluca e eletrizante de ir para o Egito num piscar de olhos, Lily se vê entregue ao homem maravilhoso, dedicado e que deu sua vida para continuar mantendo o Egito em proteção. A garota realmente não se importa com os poderes, o título de príncipe e até mesmo seu propósito como uma espécie de deus na terra. Lily se apaixona por quem Amon é de verdade, porém, temos uma até então decepção: Amon está concentrado em terminar sua missão, não se apaixonar.

Lily fica bem: poxa, crush, por que não me nota? Como eu queria que você me desse bola! haahaha!

Mas enfim, essa parte não me incomodou de fato porque eu saquei direitinho que o Amon tava afim, só não poderia se entregar para uma garota do século vinte e um que não viveria até que ele pudesse acordar mil anos depois, entendem? Até eu não ia querer que alguém se apaixonasse por mim e ficasse me esperando por tanto tempo sabendo que não iriamos nos encontrar.

Enfim, desabafos a parte, o que mais me emocionou e me fez terminar o livro em três dias foi a trama eletrizante, cheia de ação. Não tinha um capítulo sequer que não tivesse uma emocionante cena de ação e isso me deu mais gás pra terminar o livro rápido e agradecer a Deus por ter a continuação na estante.

E então, mais uma vez eu venho aqui exaltar uma obra da Colleen. Eu gosto muito da relação que ela faz entre o romance e a mitologia, mas, sendo sincera, a questão da mitologia ganha na minha opinião, principalmente em O Despertar do Príncipe onde ela foca absolutamente na cultura egípcia e nos deuses.

Pausa pra amor pelo Anúbis: gente, que crush! <3

E como a saga passada, Colleen arrasa nas capas. Que capa maravilhosa, minha gente! O que dizer dessa obra prima? A arqueiro e ela arrasam então, só o que podemos fazer é agradecer por uma história eletrizante e maravilhosa como O Despertar do Príncipe que eu indico e muito para vocês.

Espero que tenham gostado da resenha e mês que vem a gente se vê com a resenha da continuação: O coração da Esfinge.

Até mais!

Allons-y! Beijo!

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.