Resenha – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – C.S. Lewis

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Oi, oi, pessoal! Aqui estamos para mais uma resenha e esse mês, eu quero falar sobre algo que eu amo mais do que o melhor pudim da face dessa terra linda. Sério mesmo. Eu amo, amo, amo As Crônicas de Nárnia de coração e quis dividir um pouquinho esse amor e admiração pela escrita do C.S. Lewis, esse cara maravilhoso que me fez amar tanto uma saga como jamais amo ou amarei outra. Não tem nenhuma saga que chegue aos pés de As Crônicas de Nárnia pra mim. Eu amo meus irmãos Pevensie e irei protegê-los.

Bom, fangirlzice a parte, quero contar-lhes sobre o primeiro livro da série, em questão de publicação, neste exato momento. Então, vamos começar pela sinopse?

´Dizem que Aslam está a caminho. Talvez já tenha chegado´, sussurrou o Castor. Edmundo experimentou uma misteriosa sensação de horror. Pedro sentiu-se valente e vigoroso. Para Susana, foi como se uma música deliciosa tivesse enchido o ar. E Lúcia teve aquele mesmo sentimento que nos desperta a chegada do verão. Assim, no coração da terra encantada de Nárnia, as crianças lançaram-se na mais excitante e mágica aventura que alguém já escreveu.

Ai ai! Essa mesma sensação da Lúcia é o que eu senti em toda a leitura do livro. A história dos irmãos Pevensie dá-se quando a Segunda Guerra Mundial está em seu ápice, então, as crianças são levadas a uma casa de campo para se protegerem de bombardeamentos. Daí, Lúcia, a caçula, encontra um misterioso guarda-roupa que a leva até um lugar mágico, um outro mundo, onde ela conhece o fauno Tumnus. Então, Lúcia fica sabendo da trágica história de como o inverno abocanhou Nárnia e a escuridão e frio reinaram juntamente com a Feiticeira Branca.

Lúcia volta para seu mundo quando Tumnus insiste a levá-la de volta, arrependido por quase ter cedido às ordens da Feiticeira de que, se um humano pisasse em Nárnia, deveria ser entregue em suas mãos. Lúcia volta encantada e conta aos irmãos que não acreditam que exista um lugar tão mágico dentro de um simples guarda-roupa de madeira, e principalmente Edmundo, que diferente dos outros três irmãos, não parecia um garoto de tão bom coração assim. Ele se põe a importunar Lúcia e chamá-la de criancinha por acreditar em terras mágicas.

Porém, um dia, tentando se esconder, Edmundo entra no guarda-roupa e surpreso, se depara com Nárnia e a Feiticeira Branca que o convence a trazer seus irmãos para ela em troca de torná-lo um rei poderoso. Edmundo rapidamente aceita, envolto de manjares turcos e promessas de poder, o garoto se ilude e, infelizmente, ou felizmente, os outros irmãos: Pedro e Susana, vão parar em Nárnia junto com os irmãos menores.

Lá, eles encontram um Castor que os conta sobre a profecia de que humanos – a carne de adão – estavam destinados a encontrar Nárnia e salvá-la das garras da Imperatriz Jadis e finalmente trazer o verão de volta sobre Nárnia. Os irmãos ficam amedrontados, mas ao ouvir o nome de Aslam, o criador, o senhor e verdadeiro rei de Nárnia, seus corações se enchem de determinação e coragem. Menos, Edmundo, que já havia se entregado à Feiticeira Branca.

Lúcia, Susana e Pedro se deparam com a traição do irmão que se afasta deles e segue seu próprio caminho até o lado errado. E no desenrolar da história, os três irmãos precisam fugir da guarda real da Feiticeira que deseja o sangue deles em suas mãos para que a profecia do retorno de Aslam não se cumpra.

Felizmente, os três escapam das garras da Imperatriz e se refugiam no lindo e majestoso arraial de guerra de Aslam. Lá, eles finalmente conhecem o Leão. O majestoso Senhor de Nárnia e essa é uma das partes que mais me tira o fôlego no livro. Toda a imponência que C.S. Lewis descreve Aslam é sem igual. Por mais reis e rainhas que existam na literatura, nenhum tem a imponência e presença de Aslam.

Enfim! Uma guerra é cogitada, até porque, a Feiticeira tem o poder sobre os desertores, os traidores, e Edmundo, finalmente reconhece que esteve do lado errado. Aslam o perdoa e intercede em seu favor com a Feiticeira aceitando um trato que todos desconhecem.

Tudo parecia muito bem, afinal, Aslam tinha resolvido a situação e cumpriria seu trato com a Feiticeira, mas ninguém sabia que o trato seria entregar-se no lugar de Edmundo na mesa de pedra. Lúcia e Susana, infelizmente, acompanham Aslam até sua morte nas mãos da Feiticeira e contemplam o sofrimento que ele passou para livrar o filho de Adão.

Após sua morte, uma guerra recai sobre o povo de Nárnia. Jadis quer todos os seguires de Aslam mortos assim como ele. Pedro e Edmundo comandam as tropas e enquanto tudo parece perdido tanto na batalha quanto na mesa de pedra com o Leão morto, Lúcia e Susana são surpreendidas com a volta ainda mais majestosa do Leão.

Ele diz que nem a Feiticeira conhece verdadeiramente a Magia Profunda, visto que, se um inocente se entregasse no lugar de um traidor, as coisas poderiam se reverter, até mesmo a ordem da vida.

Felizes e mais uma vez, transbordando de coragem, Susana e Lúcia partem para a guerra com o auxílio de Aslam e inúmeros outras vítimas da Feiticeira Branca. Quando finalmente Aslam se aproxima da guerra, é como se ela nunca tivesse existido, afinal, ele é o próprio poder em Nárnia. A Feiticeira cai, os narnianos vencem a batalha e finalmente a profecia é cumprida.

Lúcia, Pedro, Susana e Edmundo são coroados como reis e rainhas de Nárnia e a partir daquele dia em diante, passam a viver lá por muitos e muitos anos. O livro, se finda com uma caçada real dos quatro reis, porém, ao encontrar uma luminária legitimamente inglesa no outro mundo, os quatro começam a se lembrar da vida na Terra, a vida na casa de campo quando eram crianças e assim, os quatro reis vão embora de Nárnia voltando pelo mesmo lugar onde entraram: O guarda-roupa.

É quase difícil para os quatro acreditarem que viveram em outro mundo por muitos anos, que até governaram e venceram inúmeras guerras, mas, no fundo de seu coração eles sabiam que era verdade. E, sabiam também, que um dia voltariam.

Nárnia é simplesmente excepcional pra mim. Não tenho nem palavras pra dizer o quanto eu amo, o quanto eu aprendo inúmeras vezes ao ler ou assistir ao filme. É uma história que nunca morrerá pra mim e que sempre me fará lembrar da minha fé e do meu coração de criança.

Lúcia é a personagem que eu mais gosto e que mais me identifico, por sua bravura, determinação e coragem. A rainha destemida é quase uma parte de quem eu sou.

Enfim, amores a parte. Indico demais que você, que nunca leu Nárnia, leia e se encante por esse mundo selvagem, assim como eu!

Até a próxima resenha. Muitos beijos e allon-sy!

Karol

Jovem com alma de criança. Cabeça nas estrelas, pés no chão e olhos no céu. Escritora amadora nas horas vagas e sonhadora em tempo integral.