Robocop – Uma história sobre desumanização

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Vivo ou Morto, você vem comigo

Robocop foi lançado em 1987 por Paul Verhoeven nos Estados Unidos, o filme se passa num futuro e mostra uma distopia na cidade de Detroit onde ela foi tomada pelo crime, a sociedade está ruindo com falta de emprego, sindicatos fortes tomando o poder e forçando greves de setores públicos mais importantes como os bombeiros e a polícia.

 

Com os setores públicos não conseguindo suprir quase nenhuma das demandas da cidade caótica a iniciativa privada, no filme representada pela empresa OCP – Omni Consumer Products, inicia uma parceria com o governo para auxiliar na segurança pública com seus produtos, no caso um sistema de segurança com robôs.

 

O real intuito da OCP efetivamente não é ajudar as pessoas, o que eles realmente querem é “limpar” do poder do crime para poderem terraplanar e construir por cima Delta City, uma espécie de condomínio fechado quase do tamanho de uma cidade, semelhante ao que hoje é AlphaVille em São Paulo. E a maneira mais efetiva que a OCP vê para tal é usar robôs armados pelas cidades, entretanto a opinião pública não aceita bem a idéia de deixar seres 100% eletrônicos cuidarem das pessoas.

 

Para melhorar a imagem dos robôs na sociedade a OCP junto com o governo cria um meio termo, usam o cadáver de um policial morto para criar um produto meio humano meio policial que poderia ser extremamente efetivo no seu trabalho e ainda assim as pessoas veriam uma ser humano agindo.

 

A ideia tecnológica do Robocop é uma casca mecânica, como um exoesqueleto, onde o interior são os restos do policial morto previamente, para a parte humana continuar funcionando por exemplo ele precisa se alimentar de um produto processado para ele, e inclusive também precisa “descansar” de tempo em tempo para manter sua parte humana funcionando. Também é discutido a questão da inteligência artificial e como ela funciona junto com a mente humana, como a mente moribunda do policial convive com a memória artificial da máquina uma se sobrepõe a outra no decorrer da história.

 

O policial morto se chama Alex Murphy, ele é um homem honesto que acredita em seu trabalho, com família e recebendo no começo do filme uma nova parceira, a policial Lewis, a morte dele acontece logo na primeira missão deles juntos. E a Lewis que identifica que o futuro Robocop é o policial Murphy. Em Mulher-Maravilha o real vião da história é o chefe do Trevor (velho de bigode) que é o Ares e também irmão da Diana)

 

Toda a história segue com a re-humanização do Robocop para o antigo Alex Murphy, mesmo que a OCP o trate apenas com um poduto. E esse corporativismo exagerado é o que traz a queda do vilão ao fim da história, onde o executivo responsável por alguns crimes dentro da empresa é executado pelo Robocop após ser demitido por outro peixe grande da empresa.

 

 

Por favor, comentem na postagem, interaja se não conhecia o filme e ficou curioso, se conhecia o filme mas havia caído no seu esquecimento e agora o lembrou com um puta sentimento de nostalgia. independente do motivo entre em contato.

 

Para falar direto com o escritor da resenha podem entrar em contato no twitter @mateusmantoan e no podcast Curva de Rio.

Mateus Mantoan

Podcaster e editor nos tempos livres ali no curvaderio.com, nômade nos tempos livres, freelancer no ministério da verdade. Tenho pouco tempo livre. Futuro unificador da Jugoslávia