Strike: O Chamado do Cuco

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Eu quando vi que tinham feito a série baseada nos Livros de Robert Galbrait, “pseudônimo adotado por J.K. Rowling”, não tive dúvidas em ver essa adaptação. Ela ainda usa esse pseudônimo e brinca no twitter como se fosse um “ alter ego” e anunciou novos livros do escritor. Mas voltando a série, somos introduzidos a Cormoran Blue Strike, (Tom Burke) filho de um rock star e uma “groupie” modelo que se suicidou no passado, vai para a guerra do Afeganistão e lá perde uma perna em uma emboscada. Na volta tenta a vida de detetive particular, mas a vida não é boa com ele. Ele rompe com a namorada, vai morar no seu escritório e a vinda de Robin (Holly Grainger) como uma secretária e a investigação da morte de uma supermodelo chamada Lula Landry, mudam sua vida.

Na história, mesmo com o caso fechado, o irmão adotivo da garota, John Bristow, não concorda com a conclusão da polícia e contrata o detetive particular Cormoran Strike para encontrar o possível assassino.

Strike então assume o papel principal no livro, responsável por conduzir a história e desvendar o mistério. O detetive, no entanto, não possui muitos adjetivos. Pouco atraente em vários sentidos, Strike é descrito como um cara grandalhão, desengonçado, sem aptidões sociais, introspectivo e endividado.

A seu favor, o detetive tem sua apurada inteligência e sua nova assistente temporária, Robin, uma jovem garota que aceita o trabalho mais pelo fascínio pela profissão do chefe que pelo salário.

Da mesma emissora de Sherlock, Strike possui sete episódios, divididos entre os três livros publicados até o momento – O Chamado do Cuco, O Bicho-da-seda e Vocação para o mal. Com três capítulos para o primeiro título e dois para cada um dos seguintes, a julgar pelo primeiro episódio o espectador não perderá nada caso assista à série antes de ler os livros. Todos os detalhes importantes, especialmente a trama que se desenvolve silenciosa entre os romances, está presente desde a primeira cena.

Muito do sucesso deste primeiro episódio se deve ao elenco, que foi escolhido a dedo pela produção e por J.K. Rowling. Assim como em Harry Potter, a autora foi muito específica em sua visão dos personagens, e o retorno é visível. O roteiro nada tem de forçado, e seu ritmo se assemelha muito à escrita dos livros: eletrizante.

Nota: no Brasil e nos Estados Unidos, não há previsão de estreia para a série.

 

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Feminista, Host do Alias e do Pílulas de Beleza, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!

  • Vinicius Ferreira Mendes

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