The Get Down Netflix

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Com orçamento mais caro da Netflix, a série mostra o nascimento do movimento musical sob a ótica do diretor de Vem Dançar Comigo.

Baz Luhrmann é o criador da série que conta com os filmes Vem Dançar Comigo, Moulin Rouge, Australia, O Grande Gatsby entre outros.

Quem também participa neste projeto é Catherine Martin, mulher de Baz Luhrmann que produziu e fez os figurinos e no seu trabalho de pesquisa percebeu-se não só de que o ambiente no Bronx era marcado pela pobreza, violência e consumo de drogas, mas Catherine também realça que “existia um forte compromisso por parte dos habitantes de ressuscitar aquele bairro norte-americano e reconstruí-lo.

A série mostra o caos que era morar na periferia de NY nos anos 70 com toda violência bem ”Tarantinesca”, com visual dos filmes negros da época também descrito no filme Shaft. Baz também coloca o humor nos enquadramentos como fez no filme Vem Dançar Comigo.

Tudo gira em torno dos garotos Ezekiel e Mylene. Ela querendo ser tão famosa como Donna Summer e ele ser um cantor de hip-hop. Nessa bagunça toda de eu quero ser e ele não por medo, acabam na discoteca famosa e acontece um tiroteio. Mas antes acontece a disco lá dentro e é maravilhoso o ângulo de câmera captando como se fazia no filme Embalos de Sábado à noite.

Apelidado de “Books” pelos amigos, Ezekiel acorda do medo quando conhece o grafiteiro Shaolin Fantastic (Shameik Moore) e o DJ Grandmaster Flash (Mamoudou Athie), que lhe apresentam o universo das festas apelidadas de “Get Down”, onde a discoteca e o rap começam a se fundir para criar algo novo. Pela falta de acesso a instrumentos e por tentar representar um cotidiano com pouco apelo para as gravadoras, os jovens criam uma nova forma de arte com limitações, mas também com liberdade  mixando diferentes sons de álbuns existentes e cantando versos soltos por cima.

The Get Down para mim tem ótimos atores com grande talento musical, mas o piloto de 93 minutos é muito arrastado com muito tédio em alguns momentos e não me empolgou até os 33 minutos e depois cai voltando a me empolgar lá pra 1 hora. O capítulo seguinte ganha um clima mais direto, mas ainda pena para sustentar a trama, que só engrena com a boa edição do terceiro episódio. As mazelas da época e a violência constante do bairro são bem mostradas pelo cineasta. Sorte do hip-hop, elemento da série que se beneficia da visão bem lúdica do criador Baz Luhrmann.

Assista a parte 1 com 6 episódio já na Netflix.

Fabiana Murray

Uma obra faraônica em construção. Host do Alias, Aspirante a escritora, Cinéfila, Seriaholic, Humanas com Miçanga, Netflix sempre aberto nas séries, fã das mulheres mais empoderadas da telinha e das telonas e claro, sempre no mundo da lua!

  • O Catedratico [Player Select]

    Belo texto. Tive a mesma impressão do primeiro episodio. Tambem achei ele meio arrastado. Mas talvez seja só o estilo da epoca, onde se perdia mais tempo mostrando todos os varios personagens. A serie é muito estilosa e certamente vai pegar os Norte americanos pela nostalgia do inicio do Rap atravez da influencia da disco. No melhor estilo “Soul Train”.

    Uma coisa que gostei foi a fotografia e os cortes rápidos que remetem aos filmes de artes marciais da decada de 70. Principalmente os do bruce lee.

    Adorei seu texto